sábado, 24 de janeiro de 2009

Vem aí o Carnaval!


Habituei-me a pensar e a dizer que o tempo passa depressa, e o certo é que ele continua igual no seu ritmo certinho, não está agora mais rápido, nada disso.Eu e como eu muitas pessoas é que adoptámos um estilo de vida que nos preenche de tal modo que nem damos pelo tempo passar,e nesta altura constatamos que ainda há pouco era Natal,e já o Carnaval se avizinha.Esta festa não me entusiasma e valorizo quem tem alegria interior para se divertir e proporcionar risos e animação em seu redor.Aplaudo portanto os foliões e desejo que nunca acabem.
Eu tenho boas recordações dos carnavais da minha infância e juventude.Aquelas festas eram quase nada,mas eu esperava ansiosa pelo Domingo Gordo para vestir uma fantasia e andar toda a tarde rua abaixo rua acima, com as outras meninas.Sempre sonhei vestir um fato de Minhota, mas tal nunca aconteceu (para pena minha).A última vez que vesti uma fantasia,já era moça crescidita: já calçava sapatos de salto alto e já dançava.Fui ao baile de vestido comprido,uma alegoria à Primavera-é a foto que ilustra o blog. Outros carnavais se sucederam e foi num desses bailes no Teatro que conheci o meu marido.Eu digo conheci porque embora residissemos na mesma localidade,nunca nos tinhamos encontrado,nem falado,foi necessário ser carnaval e haver baile para nos conhecermos!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Florinhas azuis e amarelas

Esta flores bordadas fiz quando tinha 13 anos.Como podem ver o matiz ainda está muito rudimentar!!! Todos os pedacinhos de tecido se aproveitavam!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O legado dos Templários,um bom livro

A contas com uma gripe massadora que não me leva para a cama mas me tira disposição e paciência,agarro-me à tábua de salvação que para mim é a leitura,nos tempos livres que até são de curta duração,mas duma enorme eficácia.Quando leio alheio-me de tudo à minha volta,é o livro, eu, e nada mais.Assim acabei de ler hoje uma obra que me agradou embora peque por demasiado extensa:O LEGADO DOS TEMPLÁRIOS,de Steve Berry.Muito do que está escrito é criação do autor,mas baseia-se especialmente em factos verídicos.Dos Templários muito se tem escrito, sabemos que possuiam enormes conhecimentos, eram duros nas suas regras,misteriosos, e detentores de fortuna fabulosa,que nunca foi encontrada.Eram dominadores, controlavam os reis e até o papa,sendo tambem administradores das suas riquesas.Mas “grande nau grande tormenta”,a inveja e a ambição do rei Filipe,o Belo,ditaram o fim dos Cavaleiros do Templo em 1314 em circunstâncias bastante penosas.Viveram em França mas também no nosso país,a Cidade de Tomar guarda ainda belas recordações,no meu entender pouco divulgadas.O cinema não os esqueceu,exemplo disso O Código Da Vinci,que tive oportunidade de ver há pouco tempo na TV,e,gostei.

Um pequeno naperon de crochet


sábado, 17 de janeiro de 2009

SOITO da RUIVA,uma aldeia pequenina

Descobri um sítio muito interessante: é uma aldeia onde vivem 19 pessoas.
Ver mais coisas em aldeia do Soito da Ruiva!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

TEMPOS ANTIGOS:A EMISSORA NACIONAL


Claro que “advinhei” logo quem me deixou o extenso comentário! Modéstia à parte gostei dos elogios,mas estou certa das minhas limitações.No entanto eu tive sempre gosto em escrever,e continuo.A primeira vez que eu escrevi para ser ouvida tinha 17 anos; a Emissora Nacional,que nessa altura transmitia só durante algumas horas,convidou os ouvintes a mandar um texto cujo tema seria a sua terra (do ouvinte).Pus logo mãos à obra,escrevi, rasguei escrevi,e com a ajuda do meu pai que cortou e emendou o que estaria menos bem,dactilografei o texto onde falava do nosso Montemor-o-Velho,da sua história,das colectividades existentes,das profissões que ocupavam os homens nessa altura,das feiras e das belezas naturais.Eu nunca tinha viajado,do país só conhecia Coimbra e seus monumentos,e da Figueira da Foz, a praia,no entanto afirmei que Montemor era uma das mais bonitas terras de Portugal.Chegou o dia da transmissão (anunciada dias antes),e foi com muita alegria (aquela dos 17 anos) que eu ouvi o meu texto e o meu nome ser lido pelo grande locutor e senhor: Pedro Moutinho.Os Montemorenses que tinham rádio também gostaram,e manifestaram-se com palavras bonitas,que eu gostei muito de ouvir.
Como isto está distante... mas ainda perto,porque não esqueci.E agora um beijinho para a Lenita,que indirectamente me trouxe a inspiração para “falar” da nossa terra.Prometo dizer mais coisas.


Retirei da Wikipédia:


"A Emissora Nacional foi essencialmente definida à imagem de congéneres europeias. Concebida num quadro político interno e externo em que as rádios nacionais desempenhavam sobretudo um papel de veículo dos interesses do Governo, esta característica acentuou-se ainda mais no caso português em função do regime totalitário que vigorou até 1974.
Em
1940, libertou-se da tutela dos CTT, iniciando-se, nessa altura, o modelo de implantação regional no continente e ilhas.
Baseada num modelo sóbrio de apresentação e recorrendo a locutores de alta qualidade, a Emissora Nacional, embora assumindo sistematicamente o seu papel de órgão de propaganda do chamado
Estado Novo, soube desenvolver uma cultura própria que influenciou fortemente a sociedade e marcou decisivamente a história da rádio em Portugal.
Da dinâmica inicial, que se estendeu ao longo dos
anos 50, surgiram as orquestras da Emissora Nacional - Sinfónica, Típica e Ligeira - o Centro de Formação de Artistas da Rádio, onde se revelaram alguns dos grandes nomes da música portuguesa, o teatro radiofónico, de que são paradigma os folhetins e programas, com destaque para o "Domingo Sonoro" e os "Diálogos da Lelé e do Zequinha" que ficaram na memória colectiva dos portugueses. Este modelo pouco se altera até ao 25 de Abril de 1974."

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

TRÊS AMIGUINHOS

Hoje ao proceder a uma organização na minha estante que estava um caos mais parecendo um arrumo de livros feito a esmo,encontrei o meu primeiro álbum de fotografias.Claro, não resisti e ali fiquei “a olhar para trás”... Lá estou eu em várias fotos muito pequenina e rechonchuda.Esta que vos mostro,que não estaria bem segura, soltou-se e foi ao chão; apanhei-a de imediato,e fiquei também a olhá-la pensando na razão da sua existência,na história que a minha mãe sempre me contava e que por isso nunca esqueci. “E quem são estes três da vida airada ?” O José Pinto, a Dilita e o primo do Zé, o Chico;moravam no Casal Novo do Rio e eram vizinhos. Naquela época as pessoas tinham fé nos Santos,a eles imploravam para boa produção de colheita e protecção do gado.Os pais dos meninos eram lavradores e toda a família se “apegava” a São Tomé,e na altura da Festa lá iam até à Ferreira cumprir as promessas porque São Tomésinho lhes tinha “ouvido” as súplicas”.Nesse ano (o meu primeiro a residir no Casal Novo do Rio) a minha mãe foi convidada pelas vizinhas e amigas (a Ti Marquitas e a Ti Milita) para ir com elas ao São Tomé. E fômos.O transporte eram dois carros de bois,enfeitados com flores naturais e de papel,uma colcha colorida fazia o tecto, as mulheres e as crianças sentavam-se no chão dos referidos (forrados com mantas),e no mesmo espaço também se acomodavam os cestos como farnel.Os maridos guiavam o gado,iam a pé.Era longe,necessário sair de madrugada e assim aconteceu. Era regra os carros à chegada,com a comitiva, darem determinado número de voltas à Capela,e só depois estacionar.Claro que não me lembro de ter passado por nada disto,nem mesmo do facto irrisório de ter enjoado durante a viagem... Mas sei que para as nossas mães,(que actualmente já não estão connosco) este passeio nunca foi esquecido.Para nós ficou o relato,várias vezes repetido,e a fotografia onde se distinguem nas nossas mãos uns brinquedos,recordação da festa de São Tomé.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Amigas à distância

Quando a minha filha mais nova andou na catequese, há vinte e sete anos, a Irmã Rosa, catequista, pediu-me se assinava a Família Cristã pois se ela conseguisse um número determinado de assinaturas ganhava uma viagem à Terra Santa.Eu concordei e disse-lhe que me trouxesse uma prenda de lá. Mas ela não conseguiu!Ainda hoje sou assinante da revista que tem textos sobre religião, família,actualidades diversas. Por algumas vezes troquei correspondência com leitoras, como a D.Tina, de Vila Real, isso já foi há dez anos e na altura fiz estas quadras:


É de noite


Já dorme a minha família
Meu sono inda não chegou
Pus-me a pensar,que quezília,
No tempo que já passou.

Melancolia duma figa
Não quero dar-te atenção,
Desejei ter uma amiga
P´ra conversar ao serão...

Pus-me a pensar nas antigas
Do tempo da mocidade:
Todas têm suas vidas
Esqueceram-se,com a idade...

Tenho uma revista ao pé
E que leio p´ra meu contento?
Alguém que pede”sem fé”
Uma palavra d´alento...

Pego na caneta e digo,
A escrever claro está,
Que pode falar comigo
Eu de cá, ela de lá.

E assim,sem grande fadiga,
Com uma carta pequenina
Eu conheci uma amiga
Transmontana,é D. Tina.

VIDAS

(Sinto desejo de escrever “qualquer coisa” mas a inspiração está limitada; não vai aparecer um texto alegre.)

O candeeiro da sala suspenso do tecto tinha apenas uma luz: as lâmpadas estavam lá mas só figuravam,já não iluminavam.O ambiente era de total desmazelo e abandono.Um sofá e maples de napa,várias almofadas pelo chão, uma mesa e quatro cadeiras com estofos desbotados.Numa das paredes,um relógio de pesos marcava a hora distante em que deixaram de lhe dar corda; na outra em frente uma ampliação fotográfica recordava o dia do casamento do Manuel, casamento interrompido pela morte dela num acidente de automóvel.Ficou só,entregue ao desânimo sem coragem para se libertar do sentimento de culpa que o minava:e assim, dia após dia, foi resvalando para o submundo,primeiro com o álcool,depois”com amigos”que o iniciaram no uso de drogas.Sentada à mesa a Gabi escrevia algo parecido com um diário - tentava sempre escrever antes de se injectar,mas não conseguia,as ideias baralhavam-se na sua cabeça já doente;fôra boa menina,estudara,mas isso já ia longe... o Joca enterrado num dos maples,depois de várias gargalhadas hilariantes,soltava agora uns murmúrios ininteligíveis.O Manuel dono da casa,aniquilado,com o olhar baço e vago,preparava-se para o 5º whisky sem perceber que a garrafa já estava vazia.Os minutos corriam lentos naquele rés do chão Nº7,da rua 1O. Indiferentes aqueles jovens, não viviam vegetavam.No silêncio da noite uma ambulância e um carro da polícia aproximam-se,param junto ao Nº7; um dos elementos sai do carro e prime a campaínha: -A porta está aberta PÁ... não faças cerimónia, és dos nossos,somos todos irmãos, -diz a Gabi sem levantar os olhos da seringa que estava a preparar.Do escuro corredor,surge lenta a silhueta mal defenida dum homem fardado que pára comovido.A Gabi insiste sem olhar:- Então ficas aí? Não sejas parvo PÁ,não te faças anjinho...Daí a pouco, uma ambulancia com três jovens no seu interior,deixava o Nº 7 da rua 1O. No andar superior,por detrás da cortina a D. Violante,ainda de telemóvel na mão,deixava escapar uma lágrima teimosa pela face enrugada,e erguia as mãos ao Céu pedindo a Deus a regeneração daqueles infelizes.

sábado, 3 de janeiro de 2009

AS MINHAS RENDAS DE BILROS


Estas são algumas das primeiras rendas de bilros que fiz quando tinha 20 anos. Não estão muito perfeitas!!Não aprendi numa escola, foi uma amiga. Fizemos um acordo: eu ensinava-a a fazer renda de frioleiras e ela ensinava-me os bilros!Ainda tenho a almofada,os ganchos e os bilros de madeira.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A renda de bilros

(Folheto que trouxe de Peniche com motivo de renda de bilros)

Quando eu era jovem pouquíssimas famílias possuiam um aparelho de televisão. Algumas e nessas me incluo tinham Rádio (de mesa).Era agradável no silêncio da casa ouvir música ao mesmo tempo que os olhos e as mãos se mantinham em actividade.E qual era a actividade das jovens nos tempos livres? Os bordados e as rendas. Assim eu comecei pelo simples crochet,depois pelas graciosas frioleiras,e finalmente pela renda de bilros.E a trocar os bilros de mão em mão passei tardes inteiras de Domingos de inverno tecendo os naperons que haveriam de compôr os móveis no dia do casamento e seguintes. Ainda os tenho,nós fazíamos enxoval para duas gerações... Hoje poucas jovens se dedicam a este trabalho,requere muita dedicação e persistência. São bonitas as rendas de bilros,mas bastante morosa a sua confecção.Em Peniche dá-se continuidade a esta arte existe até uma escola a funcionar e anualmente acontece uma exposição festa em que a renda é o motivo. Em Vila do Conde “idem” com a particularidade acrescida da existência dum Museu dedicado à renda de bilros,factos a aplaudir,pois tudo que seja arte entendo dever ser protegido e preservado. Esta renda é confeccionada sobre uma almofada dura,de modelo cilíndrico,e com alfinetinhos de cabeça (muitos), claro também os bilros (peça delicada de madeira) e dois espetos de metal, desenhos em cartolina fina, linha especial,mãos levesinhas e a agilidade adquire-se a pouco e pouco.


(Ao recordar a rádio e as rendas lembrei tambem “A Canção das Rendilheiras” interpretada por Luis Piçarra:

Rendilheira que teceis
As finas rendas à mão
Eu dou-vos se vós quereis
Pr´almofada o coração...

Ó vem à janela,como a noite é bela,vem ver o luar,
Linda rendilheira,deixa a travesseira,vem ouvir cantar,
Ó vem à janela, como a noite é bela, vem ver o luar,
Linda rendilheira,deixa a travesseira,vem ouvir cantar...)

(Outro folheto com excerto de livro sobre a renda de bilros de Peniche e amostra de renda. Já existia no séc. XVII, aparece renda de bilros nas pinturas de Josefa de Óbidos. Também no Brasil se tecem as "rendas da praia" com artefactos semelhantes.)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

SONHO

Estamos ainda na Quadra Natalícia,longe vão os tempos em que esperava esta festa com ansiedade e alvoroço.O tempo passou,alterou forma de pensar e agir mas ficou a recordação. E hoje senti-me bem a recordar... recordei histórias e resolvi criar tambem uma história de Natal,oxalá tenha engenho para o que me proponho.

Aquele velho Palácio outrora quase um Castelo,tornou-se uma ruína.Pelas inúmeras fendas dominantes em toda a sua estrutura entrava o vento que furiosamente sibilava,e, triunfante,repetia em cada rajada:
- Vê velho Palácio,de nada valeu teu porte altaneiro,tudo tem seu fim, o tempo aniquila... Tantos anos rodopiei em teu redor usando as minhas forças,parecias inexpugnável!Eu dizia para mim: -Não serás eterno! Eterno sou eu ! E hoje aqui estou passeando livremente nas tuas salas como rei e senhor.Sabes Palácio,hoje é Noite de Natal !
E o velho Palácio semelhante a um velho Fidalgo de cãs embranquecidas e alquebrado pela idade,murmurou num misto de coragem e dignidade:
- Sei, sim,é Natal! Como poderia eu ter esquecido?
- Sim,recordas o conforto dos teus aposentos,as amenas cavaqueiras,a Família,as lautas Ceias de Natal...
E o Palácio retorquiu agora com altivez :
-São famosos os serões na Província,aqui assisti a muitos.E tambem às Consoadas aonde estavam presentes os Trabalhadores da Quinta e os pobres do nosso pequeno Povoado; o Senhor Seabra era um bondoso coração !
A Lareira,ainda cheia de lenha mas apagada,suspirou e repetiu tristemente:
-Era um bondoso coração... Para aqui estou, fria e inútil. No seu tempo eu crepitava e aquecia as crianças da Aldeia sentadas à minha volta,enquanto ele lhes contava histórias nas tardes frias de inverno; de tanto as ouvir eu as aprendi: “Era uma vez um Capuchinho Vermelho que ia a ...”
-Cala-te velha desdentada ! -rugiu o vento furioso,fazendo cair mais um pedaço de estuque;agora o Senhor sou eu,destruo a meu belo prazer e detesto ouvir falar de ternuras.
O luar deixou de brilhar,a sala tornou-se negra como brêu e subitamente,um após outro,os relâmpagos rasgaram o céu. Um trovão fantástico ecoou e num clarão imenso de mil côres a lenha da lareira incendiou-se dando luz e calor àquela sala triste. A porta rangeu nos gonzos e deixou passar um vulto,talvez o do velho Fidalgo - o Senhor Seabra- que avançou lentamente e alcançou o maple estofado a seda,gasto pelo uso e coberto de poeira. Sentou-se frente ao lume que crepitava e desenhava nas curtas labaredas danças fantasmagóricas jamais executadas. O silêncio voltou àquele Palácio em ruína.
Pouco depois vozes maviosas ouviam-se à distância entoando em côro canções de Natal e, pelo canto do vidro quebrado da janela,distinguia-se iluminada por uma bela estrela a Gruta de Belém.
Mas não eram as habituais figuras estáticas do Presépio que lá estavam. Ali tudo era físico,humano, e até o Menino Jesus ora dormia,ora chorava,como fazem os bébés recém nascidos.
“Maravilha” pensei, “vou pedir à Virgem Mãe que me deixe pegar o Menino nos meus braços! “ E corri; corri tanto, tanto, até cair de cansaço.



domingo, 28 de dezembro de 2008

Não gosto das rimas minhas

Hoje é Domingo. O tempo enevoado e frio,é Inverno... predispõe à melancolia que desejo afastar de mim. Assim fui ao encontro dum dos meus passatempos favoritos, as rimas e, comecei assim:

Eu gostava de rimar
Fazê-lo com perfeição
Rimar luar com amar
Não me dá satisfação

Rimar só por si,é pouco
Preciso doutro sentido
Verso de conteúdo ôco
Não me fica no ouvido

Poetas de grande”porte”
Junqueiro,Antero e o Nobre
Gosto da Poesia forte
Desdenho do verso pobre

Os de Antero,maviosos,
Mordazes os de Junqueiro,
Do Nobre muito mimosos
Como flores em canteiro

Quem me dera o seu rimar
De sílabas tão certinhas!
Modesto o meu versejar
Não gosto das rimas minhas.

(E é verdade não gosto,mas insisto.)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Inauguração do meu blogue

Só estou a experimentar, é a primeira vez que mexo num blogue...