Hoje vou escrever pouquinho porque o sono está a impor-se com insistência e confesso que não resisto. Vou colaborar com ele. Assim apenas quero cumprimentar e agradecer aos visitantes que me têm deixado comentários.Á minha conterrânea que deixa transparecer a estima que me dedica,eu quero dizer que continue a tratar-me por Dilita; esta forma trás-me à memória a minha juventude e muitas pessoas queridas que assim me chamavam. "Ó tempo volta p'ra trás"... por uns momentos apenas... Beijinhos.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Saudações
Hoje vou escrever pouquinho porque o sono está a impor-se com insistência e confesso que não resisto. Vou colaborar com ele. Assim apenas quero cumprimentar e agradecer aos visitantes que me têm deixado comentários.Á minha conterrânea que deixa transparecer a estima que me dedica,eu quero dizer que continue a tratar-me por Dilita; esta forma trás-me à memória a minha juventude e muitas pessoas queridas que assim me chamavam. "Ó tempo volta p'ra trás"... por uns momentos apenas... Beijinhos.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Os mêdos,noutros tempos...
Há muitos anos atrás no nosso Montemor, a maioria da população era dada à superstição,quase toda a gente tinha algo de sobrenatural para contar,que alguém tinha visto... Falavam mesmo na presença das creanças,que retinham esses "episódios",e depois os contavam ás suas amiguinhas,já com o mêdo instalado.Eu também me recordo de ouvir apontar os locais,onde apareciam "coisas"... um caixão a atravessar a rua principal da Vila pelas 10 horas da noite ( hora tardía) e a sumir- -se num boeiro grande que havia encostado à casa do fidalgo Sr.Fortunato: hoje tudo desaparecido,casa, boeiro e fidalgo. Outro local de mêdos ficava na beira da estrada que liga a Vila à Barca,já perto da velha ponte,numa propriedade com um poço de água e que pertencia ao mesmo fidalgo.Também a "baixeira do cano",frente à Quinta do Cano,a caminho do Areal,Moinho da Mata,era apontada como tal,e é aqui que começa a história... Mariana era costureira,costurava em casa das clientes;levava e trazia à cabeça a máquina com que costurava,e começava o dia bem cedinho acabando ao anoitecer.Neste dia tinha estado a trabalhar no Moinho da Mata e regressava a casa na Vila,com as primeiras estrelas a pontilharem o céu, acompanhada por uma vizinha que também ali se havia deslocado,e juntas encetaram caminho apressadas,já que à baixeira do cano ninguém queria passar de noite.Como era de esperar a conversa entre elas recaiu de imediato nos mêdos,que "aconteciam" naquele lugar (o cano) onde elas iam passar.Ambas acreditavam,e como tal tinham mêdo, e repetiam o que tinham ouvido, que aves pretas enormes, fenomenais, ali tinham aparecido,e mais coisas...Como a noite se aproximava,o filho da costureira ignorando que a mãe tinha companhia,resolveu ir ao seu encontro.Ao vê-la ao longe e acompanhada,pensou esconder-se atrás duma árvore e assustá-las;deixou-as passar, e ainda percebeu algo da conversa,o que o fez sorrir...Em passo leve acercou-se delas,e colocando as mãos em concha sobre a boca fêz um valente assôpro; ambas deram um grito,a Mariana deitou a mão à máquina,e em simultâneo agarraram-se, para logo se largarem e desatarem a correr,sem sequer olharem para trás.O rapaz já arrependido,bem se esforçava, párem,párem, esperem sou eu,esperem...Não esperaram nunca,só quando a estrada terminou e a Vila estava a seus pés, pararam exaustas,e a mêdo olharam para trás...Logo se sentiram fortes para o natural "ralhanço",mas foi entre desculpas e risos que caminharam para casa.Foi uma diabrura do filho,mas nunca a Mariana se livrou dos mêdos,e das histórias que ouvira desde a meninice e que sempre considerou reais.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Na Procissão
Depois dum alheamento de alguns anos em relação às procissões denominadas do Senhor dos Paços,que acontecem em Montemor pela Quaresma,e sem motivo para ter deixado de comparecer,decidi voltar.Devo confessar que a ideia me agradou,e até me deixei tomar por um certo entusiasmo.Assim à hora marcada lá estávamos frente à Igreja da Misericórdia eu e o meu marido,trocando cumprimentos com os nossos "irmãos",e tenho esta expressão,porque pertencemos á Irmandade.Pouco depois já todos seguiamos acompanhados com a Filarmónica,em direcção à Igreja dos Anjos onde ia ser celebrada a Missa e cantado o tradicional Miserérie.( Eu devo penitênciar-me,porque na verdade a minha fé,não me leva para lá do real... Respeito estas celebrações repetidas ano após ano, e vejo ali a representação dum facto verídico,uma crueldade,bem ao estilo romano.Eram poderosos,mas sentiram mêdo de Cristo... daquele jovem que não usava elmo nem lança,nem com palavras magoava; nada exigia,apenas pedia que todos se amássem como irmãos, e falava dum reino,mas no Céu. Os Romanos não entenderam,sentiram-se em perigo e cruxificaram-no.) Gostei da interpretação do Miserérie,vozes bonitas afinadinhas,e depois segui na procissão no ponto destinado à nossa Irmandade; e caminhando lentamente pensei "como a minha Vila está triste"... tantas janelas fechadas, e como tal, sem o simbolismo duma pequena luz... e pensando encontrei a resposta,o tempo passou,os moradores partiram na viagem sem regresso ; e recordei-os a todos. Já perto do Castelo eu perguntava-me, quem está mais triste ? a Vila ou eu ?
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Alves Barbosa e o azar
Gostei do comentário do Osvaldo.Fez-me recordar o que era a Volta a Portugal naquela época,uma festa esperada com ansiedade.Os ciclistas passavam a Montemor ao fim da tarde,mas após o almôço o nosso lugar era a rua,para ver bem de perto e aplaudir.Muitas moradoras na encosta do castelo,traziam o cântaro para levar água para casa depois da corrida passar ,(não havia água canalisada) "juntavam o útil ao agradável"; assim junto á bomba havia sempre um numero considerável de mulheres "a torcer" pelo Tó. Começavam a passar carros da volta,e não vencendo a ansiedade as pessoas gritavam "ainda vêm longe?" A resposta vinha sempre com um sorriso e entusiasmo,mas naquela volta foi diferente... uma voz ampliada por um microfone,fez-se ouvir com nitidez "rezem pelo nosso Tó"...E foi repetindo estas palavras que o carro do Sangalhos atravessou a Vila. As mulheres na bomba ajoelharam de imediato,e de mãos postas encetaram uma oração,logo interrompida porque se ouviu a sirene dos batedores e logo surgiu um grupo de ciclistas.Mas o camisola amarela não vinha ali.O que teria acontecido? Todos se perguntavam mutuamente.Entretanto novos silvos estridentes e logo todo o pelotão a boa velocidade... Olhos bem abertos,mas desilusão total; o Tó não passou.Já se falava em tragédia, tudo conjecturas,mas com certa razão... Passaram alguns minutos,e lá surge o Tó; sózinho,filado à biciclete a pedalar a sério,muito moreno do sol daqueles dias,e com um ar amargurado. Ainda vestia a camisola amarela,mas já a tinha perdido. A consternação era visível entre a população,após a passagem dos ciclistas.(Soube-se que não tinha sofrido queda e estava bem; parou para beber água,numa fonte na beira da estrada,facilitou,e depois surgiram uns precalços que o fizeram atrazar demasiado).Mas no dia seguinte voltou a alegria, pois na etapa contra relógio,com uma velocidade extraordinária para a época,o Tó recuperou o tempo perdido,a camisola amarela e ficou de novo em primeiro lugar.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Recado
Recordei a historieta dos compadres e a morte,uma espécie de brincadeira,mas que não foje muito à realidade... A partir de certa altura da vida, todos nós coleccionamos "avisos"; eu já tenho vários,mesmo sem ser comadre "dela"...
E como me deu para escrever sobre este teor,fiz umas rimas dirigidas ao meu mais que tudo,que como se depreende é o meu marido.
Recado
Quando eu morrer,mantém a calma:
Não penses em rezar,nem tenhas dó,
Eu não creio na existência da alma
Mas que a vida acaba e o corpo é pó.
Flores à minha volta,também não:
Elas são vida,merecem outra sorte,
Que não aquela,que é só ilusão
Méro capricho,ou hábito na morte.
Guarda para ti a minha imagem.
Morrer é natural,não há opção.
Eu tomo a dianteira,vou nessa viagem,
Mas tu irás também,noutra ocasião.
Comadre...
Há alguns anos estava eu a aguardar a minha vez para uma consulta médica, e ouvi uma historieta que achei engraçada.É em geito de brincadeira,mas no meu entender aponta o real.No entanto encarar o menos bom com um sorriso,também não faz mal...já dizia o grande actor Vasco Santana,"se tem que morrer que morra a rir"! Vou então recordar.
"Era uma vez"...
Um casal que vivia feliz e aguardava o nascimento do seu bébé.Cheios de esperança desejavam viver muitos anos, para criar o filho, os netos,e se possível os bisnetos,ansiavam mesmo ter uma vida longa.Mas como realizar tão forte desejo ? A esposa disse que ia pensar... E daí a dias informou o marido que já tinha uma ideia;ansioso logo se acomodou ao lado dela pronto para ouvir.Ela já decidira,iriam convidar a Morte para Madrinha do filho, ficariam assim com o laço de Compadres,e claro da parte da Morte sempre haveria uma atenção,ela não deixaria de os "avisar" com antecedência... E tudo aconteceu como idealisara; o bébé cresceu foi jovem,depois pai e também avô.Entretanto o tempo tinha passado e o casal já idoso,há muito que tinha queixas no que refere à saúde.Um dia, de surpresa a Morte apareceu,vinha buscá-los,estava na altura...O marido nada disse,mas a mulher argumentou: então Comadre Morte vem assim, sem nem sequer nos avisar? E a morte respondeu; sem avisar ? como assim? Há quanto tempo lhes estou a mandar avisos. Avisos ? responderam ambos sem perceberem... Então a Morte explicou ;há quantos anos começaram a sofrer dos ossos,a ver mal, a perder dentes,a cansar,a ter de parar ao subir ladeiras,a ver o cabelo a branquear,a pele a enrugar...estes foram os avisos que lhes mandei,e creiam que fui amiga,fui Comadre,mandei muitos,não tenho culpa da vossa distração. E indiferente porque tinha avisado, cumpriu a tarefa,que ali a levou.
terça-feira, 17 de março de 2009
Tó Barbosa, o Ciclista
Na passada sexta-feira dia 13/2 o Diário de Coimbra publicou um suplemento com uma entrevista dedicada a Alves Barbosa, que foi um grande ciclista,e que na conversa com a jornalista recordou alguns pontos marcantes da sua carreira de êxitos. Modesto como sempre foi, não fez alarde do seu valor,falou com naturalidade,igual a si próprio. Li com interesse mas acabei um tanto decepcionada. E porquê? Então o popular Tó nada recorda da sua terra adoptiva ?( Montemor-o-Velho ); desta terra,o tema apenas refere que actualmente ali reside. Sim é certo; e onde residia em 1951, e até ao fim de 1965 ? Durante a sua carreira de ciclista ele viveu sempre em Montemor,e com ele os Montemorences viveram em euforia as suas conquistas,e com apreensão os maus bocados que também os teve.Eu recordo quando ele foi excepção,vestindo a camisola amarela do inicio ao fim da volta,os Montemorenses homenagearam-no numa sessão solene no Teatro Ester de Carvalho, enaltecendo-o, todos vaidosos por ele... E quando daquele insólito acontecimento nos Carvalhos, já perto do fim da volta que ele ia ganhar,o agarraram impedindo-o de continuar,e por isso não ganhou;uma onda de tristeza atingiu os Montemorenses como se tivessem sido feridos colectivamente.E logo foi promovida uma recepção de homenagem a efectuar no dia do regresso a casa.Enfeitou-se a rua principal por onde ele iria passar, com flores de papel e colchas nas janelas.Compareceram todas as colectividades com respectivos estandartes,os ranchos folclóricos,pessoas importantes,e gente simples (ninguém se alheou).Foram esperá-lo ao limite da vila,e seguiram em cortejo a pé até à Praça da Républica onde na Câmara no salão nobre, foram proferidas as saudações, e discursos.A sala foi pequena,mas o sistema sonoro préviamente instalado,permitiu à multidão que enchia a praça,ouvir o que era dito,e até aplaudir (tal era o entusiasmo).Mais tarde o azar marcou-lhe encontro, e um grave acidente "atirou-o"para uma Casa de Saude com prognóstico algo reservado.Era o assunto do dia...os Montemorences entristecidos, manifestavam-se entre si,num misto de receio e esperança e sempre a incondicional estima. Depois da tempestade geralmente surge a bonança, o Tó recuperou a saúde,e continuou o seu percurso.Alguns anos depois em Dezembro de 1965,o povo voltou a juntar-se ! Mas desta vez para ver o Tó (mais feliz que nunca) saír da Igreja de Sta. Maria dos Anjos dando o braço à sua espôsa a Dra.Rosa Maria,no dia do seu casamento.E agora permitam-me,não merecia Montemor ter uma referência, mesmo pequenina, naquela entrevista ?
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Sexta-feira negra
Ontem o calendário marcava dia 13 e era sexta-feira.Embora a maioria da população não adira à superstição,é como aquela máxima acerca das bruxas:eu não acredito mas que as há,há. Penso que esta afirmação vem dos nossos irmãos espanhóis, mas nós também nos identificamos com ela. Porém é mais comum utilizarmos a palavra azar,(sexta -feira é dia de azar),e se for dia 13 pior ainda. Mas reparem,desta vez o azar foi mesmo facto! Então alguém contava com aquele "presente" que o Ministro das finanças nos proporcionou através da T.V. ? Só mesmo numa sexta 13,haveria tal brinde... E preparemo-nos porque em Março temos outra sexta-feira 13, e em Novembro quando estas já estiverem esquecidas,nova sexta -feira 13. É o ano dos azares? Eu não quero acreditar,mas contra factos,onde estarão os argumentos?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Serenata
Volto a falar do Montemor do meu tempo,pequenino,bonito sem dúvida,mas pobre,com caracteristicas de aldeia.Viam-se cães pelas ruas, galinhas,e até ninhadas de pintainhos: passavam o dia na rua de trás e na feira da madeira,e só à noite recolhiam a casa.Também era um modo de produzir algum dinheiro,pois as carências eram mais que muitas,e não havia subsídios.Assim as pessoas viam na possibilidade de ter "criação"um bem a aproveitar.(Tempos difíceis)
Existia a vala,curso de água que atravessava a vila,e que além de lavadouro,nela nadavam patos e gansos propriedade de vários residentes naquela zona; só vinham a terra quando o característico "liro,liro,liro"pronunciado em voz alta pela dona,e conhecido pelo grupo como sendo comida à vista, os fazia correr para ela; comiam com sofreguidão,para logo depois regressar ao seu paraíso aquático: à noite recolhiam a casa de livre vontade;excepção apenas em ocasiões de cheias quando a vala desaparecia, engolida por um estuário de alguns kilómetros;então ouviam-se ao longe os seus estridentes "quá,quá,quá, no silêncio da noite,e por lá ficavam assim como também os ovos "graúdos" das patas. Numa dessas cheias (grandes) em que a água cobriu toda a rua principal e também o muro que ladeava a vala,as bateiras (barcos de madeira) entraram ao serviço para a entrega de pão,artigos de mercearia, ou comprimidos para atenuar sofrimento.As casas do lado direito da rua,tinham saída para a encosta do castelo;as do outro lado tinham a rua de trás com mais água ainda,pois o pavimento era ligeiramente mais fundo. Havia a vala,separada pelo muro,e a paisagem das terras de cultivo divididas por vegetação alta e algumas árvores,mas agora só a água predominava.Estávamos numa ilha,e digo estavamos porque eu estava lá...e assim me sentia bloqueada,e até apreensiva.Os homens que assim vogavam naquelas "cascas de noz" para ajudar,nada cobravam,era um auxílio expontâneo fruto da situação; certamente que haveria alguma gratificação por parte de quem vivia melhor,mas o que era isso em relação ao bem que faziam... Aconteceu numa dessas noites estar um luar maravilhoso,(eu não sei se seria o luar de Janeiro),que se projectava nas águas e inspirou um grupo de rapazes a agir; no meio do silêncio só quebrado pela vara que impulsionava os barcos,elevaram-se vozes,cantando fados de Coimbra.Todos nós corremos para as janelas; os barcos avançavam lentos pelas águas ao largo, frente à Vila, e os fados sucederam-se um após outro, melodiosos como só a balada Coimbrã sabe ser.Durou bastante tempo a serenata,foi bonito o gesto daqueles jovens,ficou a recordação e posteriormente a saudade.
No dia seguinte a água tinha baixado um pouco,já estava a descoberto o cimo do muro (de suporte da vala),mas ainda impossível sair de casa,viriam de novo os barcos.Talvez"atraídos pelos fados," os patos acercaram-se das casas nessa noite e as patas poedeiras,colocaram os ovos em cima do muro,frente à minha casa;dois aqui, três além,ao todo eram 14;que rica fritada em prespectiva!Ainda era cedo e já vinha o nosso vizinho sr.Joaquim Ferreira num barco e perguntou:-É preciso alguma coisa? A minha mãe respondeu:-É sim; é preciso ir buscar aqueles ovos,são 14, metade para mim e metade para o sr.Joaquim levar p’ra casa. Ele logo efectuou a manobra, e ainda colocou os referidos num cesto,que preso por um cordão os içou para a minha janela.Durante alguns anos,quando a água subia,ele, a esposa e a minha mãe,entre sorrisos recordavam o facto,(único) pois jamais se repetiu.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O livro de receitas
Em Dezembro cozinhei uma lampreia e o facto teve honras de livro.Não sei bem os detalhes mas acho que foi uma iniciativa colectiva que reuniu receitas de diversas pessoas que têm blogs.Um dia a minha filha mais velha que não gosta de cozinhar,veio perguntar-me como se cozinhava o bicho feio,como ela lhe chama.Queria saber tudo,e até tomou notas.Depois é que me disse que era para um livro,que ia ser publicado na internet.Até telefonei à minha amiga Arminda para confirmar um pormenor.Depois ela traduziu para inglês.E no dia da preparação apareceu com a máquina fotográfica e fez a reportagem.O livro tem 38 receitas,e está à venda na internet.O produto da venda reverte para a caridade.Também vão sortear 1o livros,é ver aqui.E entre tantas receitas está a minha receita da lampreia!
Pode ser encontrado aqui:http://www.blurb.com/bookstore/detail/485233
Pode ser encontrado aqui:http://www.blurb.com/bookstore/detail/485233
A solução da adivinha"complicada"
Esperei,mas concluo que não querem dizer a solução. Refiro-me à ultima adivinha.
Não gostaram? Acharam mórbida? Pois é o inverso,querem saber?
Poderíamos chamar-lhe até, elementos necessários para variações... em dó, ou ré, ou...
Pois: são as 12 cordas da guitarra e os 5 dedos da mão.
Não gostaram? Acharam mórbida? Pois é o inverso,querem saber?
Poderíamos chamar-lhe até, elementos necessários para variações... em dó, ou ré, ou...
Pois: são as 12 cordas da guitarra e os 5 dedos da mão.
Um conselho
Reflexão
Para conseguir efeitos grandes,e para levar a cabo empresas dificultosas,
mais segura é uma ignorância bem aconselhada, que uma ciência presumida,
(Padre António Vieira)
Para conseguir efeitos grandes,e para levar a cabo empresas dificultosas,
mais segura é uma ignorância bem aconselhada, que uma ciência presumida,
(Padre António Vieira)
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Terrivel mania
Hoje voltei às rimas,simples, coitadinhas,apenas para falar das minhas manias,que são muitas,mas por agora só conto esta:
Mas que terrivel mania
Eu fui encaixar na tóla,
De vir a acertar um dia
Nos treze do totobola.
E assim presa à quimera,
Lá fui jogando,jogando,
Mas acertar,quem me dera...
Será que acerto,mas quando?
Decerto nunca: que esperava?
A esperança me vai fugindo,
Mas que gostava,gostava...
O dinheirinho é tão lindo!
Mas não quero abandonar,
Tentar está-me no gôto...
Como este me está a falhar,
Vou mudar p’ró totolôto.
Mas que terrivel mania
Eu fui encaixar na tóla,
De vir a acertar um dia
Nos treze do totobola.
E assim presa à quimera,
Lá fui jogando,jogando,
Mas acertar,quem me dera...
Será que acerto,mas quando?
Decerto nunca: que esperava?
A esperança me vai fugindo,
Mas que gostava,gostava...
O dinheirinho é tão lindo!
Mas não quero abandonar,
Tentar está-me no gôto...
Como este me está a falhar,
Vou mudar p’ró totolôto.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
A paciência
A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta, tal frio não te poderá afectar. De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afectar a tua mente.
Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Adivinha
Hoje não estou bem de saúde,por isso não vou escrever sobre recordações ou sonhos... Mas quero dizer que gostei dos comentários que deixaram para mim. Continuem,agradeço. Para a Lenita que comunga comigo as recordações do Montemor antigo, um beijinho.
A adivinha anterior refere-se aos livros,a resposta são as respectivas folhas.
E de novo outra adivinha:
Doze mortos estendidos
E cinco vivos lhes dão
Os mortos soltam gemidos
E os vivos calados estão.
O que é ?
A adivinha anterior refere-se aos livros,a resposta são as respectivas folhas.
E de novo outra adivinha:
Doze mortos estendidos
E cinco vivos lhes dão
Os mortos soltam gemidos
E os vivos calados estão.
O que é ?
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Não há bela sem senão
Hoje é Domingo e, embora o sol já tenha feito uma aparição fugaz,nesta altura a chuva cai forte, mas é natural que faça frio e chova porque é Inverno.
Agora eu "não gosto"deste tempo escuro,torna-me mais melancólica ainda, mas há muitos anos atrás eu recebia o Inverno com boa disposição, e a chuva com alegria. E porquê ? Porque havia a perspectiva das cheias.A neve acumulava-se na serra e por vezes a chuva a seguir (que os mais velhos diziam ser morna)derretia a neve ,e aí vinha a água engrossar o Mondego que por sua vez alagava não só os campos,mas também alguns bocados da rua que atravessa ainda Montemor,e entrava no rés do chão da minha casa e nas outras.Não era muita água,por isso é que eu gostava,porque podia sair e andar descalça naquela água tão fria.Os adultos desejavam que ela fosse embora e quando eu ouvia dizer "já está a baixar",então é que eu ficava com pena.O tempo passou,apurou a mentalidade,e as enchentes deixaram de me fascinar,até porque ganharam maior volume,cobriam a rua inteira (do princípio ao fim),e impediam as pessoas de sair de casa.Instalava-se até uma certa apreensão e tristeza,especialmente quando a noite chegava. Tentava-se minorar fazendo um pouco de serão à janela conversando com as visinhas olhando a àgua e falando dela... uma a uma iam-se despedindo,ali ficava o silêncio,e dentro de casa um sono pouco tranquilo.E foi assim igual durante muitos anos,até ser possível alterar o curso do rio,e então acabaram as cheias.Não há bela sem senão,perdeu-se a beleza do rio,(sempre tão cantado por onde passa) perdeu-se a paisagem envolvente do Casal Novo do Rio,e a Vala que tão maltratada era,mas sendo um fio d´agua que atravessava a Vila podería ter sido aproveitada. Acabaram as cheias,na verdade não se pode ter tudo.
Sonhos politicos

Ainda não sei se sou ou não supersticiosa. Por vezes estamos convencidas que estamos acima disso e quando reparamos já não temos a certeza... mas a verdade é que nunca dei valor aos sonhos como sendo premonições.É raro lembrar-me do que sonhei,mas quando consigo, e o caso é fora de propósito, descabido,dá para sorrir...
Há uns dias atrás sonhei que caminhava para uma festa (não sei qual),mas devia ser importante a avaliar pela minha "indumentária".Vestido comprido de seda de côr clarinha,lindo,e pasme-se, quem me levava pelo braço? O dr. Ferro Rodrigues! Mas acordei durante o percurso... Ontem voltei a sonhar; os pintores tinham acabado de me pintar uma sala e eu fui ver como estava a obra; e quem é que eu encontro todo atarefado a colocar as sanefas de madeira? O engenheiro Sócrates... e ansioso pela minha aprovação, em relação à qualidade do trabalho...desta vez até ri alto!
(Querem ver que nalguma outra vida anterior eu era mulher de algum ministro ? )
Há uns dias atrás sonhei que caminhava para uma festa (não sei qual),mas devia ser importante a avaliar pela minha "indumentária".Vestido comprido de seda de côr clarinha,lindo,e pasme-se, quem me levava pelo braço? O dr. Ferro Rodrigues! Mas acordei durante o percurso... Ontem voltei a sonhar; os pintores tinham acabado de me pintar uma sala e eu fui ver como estava a obra; e quem é que eu encontro todo atarefado a colocar as sanefas de madeira? O engenheiro Sócrates... e ansioso pela minha aprovação, em relação à qualidade do trabalho...desta vez até ri alto!
(Querem ver que nalguma outra vida anterior eu era mulher de algum ministro ? )
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
O Carnaval dos anos 50
No Domingo e Terça-Feira Gorda as raparigas evitavam sair à rua porque os rapazes empoavam-nas.Esfregavam-lhe a cabeça com farinha deixando o cabelo fortemente empoado, a necessitar lavagem imediata.Eles entravam mesmo nas residências,era permitido,era tradição.As raparigas trancavam as portas,e gozavam-nos das janelas,mas por vezes os mais ousados iam buscar uma escada de mão,subiam, entravam e empoavam.Elas barafustavam e eles saíam triunfantes dum acto que só o Carnaval permitia.Animação na rua,era nada... apareciam uns mascarados desgarrados,agora dois,mais tarde outros tantos,um grupito,vestidos de andrajos,casacos d´homem voltados do avesso, abrigados com um chapéu de chuva todo deformado,a cara escondida por uma renda branca,e na cabeça um chapéu de feltro velho,ou um lenço já transformado em trapo.Percorriam as ruas proferindo uns sons guturais,acenando para as pessoas que se encontravam nas janelas.Ficavam felizes por não serem reconhecidos,e assim se divertiam.A nota mais graciosa eram as crianças,vestidas com trajes de fantasia; Nazarena,Gandareza,Minhota,
Lavadeira,Madeirense,Holandeza,Boneca,Tricana de Coimbra,e outros.Os meninos vestiam-se de Palhaço ou Campino.Passeavam-se em grupinhos e dançavam,danças de roda,tudo expontâneo como só as crianças sabem ser. E o Carnaval era isto ou pouco mais.Mas o ponto alto era o baile à noite,no Teatro Ester de Carvalho.Não era possível dançar bem porque o espaço era curto,mas entre encontrões e pedidos de desculpa,todos se divertiam, sob o olhar atento das mães que acompanhavam as filhas, e aguentavam penosamente até ao fim do baile sentadas,o barulho da orquestra e o calor,porque a afluência era muita e não havia ventilação.Num desses bailes no Domingo Gordo,depois da Orquestra Serra e Moura ter tocado e os pares dançado várias vezes,estando tudo animado,um membro da orquestra acercou-se do microfone e pediu silêncio,porque queria fazer uma comunicação importante.
Alguns dos presentes pensaram numa má noticia. Queria informar que tinha sido encontrado ali um objecto de valor e seria entregue a quem o reclamasse,provando que lhe pertencia.As raparigas afagaram de imediato o seu fio ou alfinete d´ouro,certificando-se da sua existência: os rapazes além do relógio de pulso nada mais usavam.O baile continuou e instalou-se a expectativa:o que seria que tinham encontrado? Pelo modo era coisa de valor,dizia-se em voz baixa...
Mais apelos iam sendo ouvidos,e agora já com mais pormenor: "Queremos entregá-lo ao legítimo dono,só terá de provar que é mesmo seu.Eu penso que nenhum de vós vai dizer que é vosso sem ser,até porque está aqui a Autoridade,a Guarda Republicana..."E os guardas deram dois passos em frente ! (Gostaram da referência.) O baile aproximava-se do fim,chegou o momento tão ansiosamente esperado: "Como até agora ninguém veio reclamar o objecto,que é de valor,eu vou mostrar.O dono vai aparecer porque ao vê-lo conhece logo que é seu,mas não se esqueça,tem de provar que realmente é. (Quem assim falava era o Germano.)
O espaço entre ele e o público era cada vez mais diminuto,todos ansiosos empurrando-se para verem bem de perto.Então ele com uma expressão muito séria,exclamou:O objecto é este! E erguendo bem alto o braço mostrou na mão uma enorme pinha de pinheiro bravo. Ouviu-se um "oh" de espanto e decepção,e toda a multidão masculina que hà pouco se acotovelava,recuou subitamente em silêncio...As espectadoras sentadas soltaram em uníssono gargalhada geral ! Ele mantinha-se firme no palanque da sua Orquestra com a pinha na mão,e sem se rir ainda perguntou:Então não pertence a ninguém? Têm vergonha de a vir buscar? Então aí vai ela...e atirou-a para o meio da sala. Alguém a apanhou. A dança recomeçou com o habitual passo-doble que finalizou aquele baile, que hoje gostei de recordar.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Quinto andar
Vivi em Montemor (minha terra) durante mais de vinte anos,e sempre na mesma habitação,até ao dia em que casei e fomos viver na nossa linda capital Lisboa.Foi a primeira vez que mudei de residência,e posso confessar que mercê das circunstâncias,eu adorei a minha nova casa,até porque era um andar semi-novo num prédio moderno e numa rua com movimento. Volvidos alguns anos mudámos não só de casa mas de cidade,instalámo-nos em Braga.Aí conheci mais duas residências,e julguei que seria aí que acabaria os meus dias(e as mudanças)mas não,pois quando menos esperava estavamos a caminho da Figueira.Nova casa portanto, mas aqui com um pormenor agradável-casa própria.Daí a uns tempos começámos a pensar numa outra casa talvez uma vivenda,e procurámos, mas acabámos por optar de novo por um andar,maior e com outras comodidades.Vimos crescer o prédio,fizemos algumas escolhas que foram atendidas,ficou pronto e fomos habitá-lo. Ó triste realidade,eu que tanta vez tinha mudado de casa sem sentir mossa,desta vez detestei o andar! Eu não gostava de nada,tudo me parecia mal,o meu desejo era sair daqui.No íntimo como que envergonhada do meu pensar,eu dizia a mim própria "quantas pessoas querem uma casa pequenina e não a têm",e ficava a censurar-me... sofri,sofri mesmo,feita tola. Quando já "estava melhor"fiz estas rimas,e hoje que"estou curada"escrevo-as a rir...
Mudei-me para o novo quinto andar
E passei a viver cá nas alturas
Custou-me mesmo muito a habituar;
Olhar pela janela fazia-me tonturas...
O ser humano a tudo se habitua
E a minha pessoa não será excepção
Já não fico perturbada ao ver a rua,
Nem ao pensar a que distância estou do chão.
Mas recordo o desânimo e o medo,
Que me assaltavam na noite e madrugada,
Tudo se conjugava p´ra meu desassocego;
Até no elevador fiquei trancada!
Aos poucos vi então tantas belezas
Que só do alto os olhos podem ver:
Mas que saudade das casas portuguesas
Que nas aldeias ainda hão-de haver!
Sem grandes escadas,sem elevadores,
Com amigos que lá são os vizinhos;
Canteiros às portas,muitas flores,
Pássaros trinando;e nos beirais,os ninhos.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Mais uma adivinha para hoje
Lutos são trajos meus,
duro é o meu coração;
com as gotas do meu sangue
as trevas fugindo vão.
Quem sou eu?
duro é o meu coração;
com as gotas do meu sangue
as trevas fugindo vão.
Quem sou eu?
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Advinha
Ontem deixei aqui uma citação,hoje é uma adivinha:
Por onde é que passa um elefante e não passa um mosquito?
Por onde é que passa um elefante e não passa um mosquito?
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Uma citação antiga
"Enquanto fores feliz, terás muitos amigos; Se o céu se toldar, ficarás sozinho."Ovídio
sábado, 24 de janeiro de 2009
Vem aí o Carnaval!
Habituei-me a pensar e a dizer que o tempo passa depressa, e o certo é que ele continua igual no seu ritmo certinho, não está agora mais rápido, nada disso.Eu e como eu muitas pessoas é que adoptámos um estilo de vida que nos preenche de tal modo que nem damos pelo tempo passar,e nesta altura constatamos que ainda há pouco era Natal,e já o Carnaval se avizinha.Esta festa não me entusiasma e valorizo quem tem alegria interior para se divertir e proporcionar risos e animação em seu redor.Aplaudo portanto os foliões e desejo que nunca acabem.
Eu tenho boas recordações dos carnavais da minha infância e juventude.Aquelas festas eram quase nada,mas eu esperava ansiosa pelo Domingo Gordo para vestir uma fantasia e andar toda a tarde rua abaixo rua acima, com as outras meninas.Sempre sonhei vestir um fato de Minhota, mas tal nunca aconteceu (para pena minha).A última vez que vesti uma fantasia,já era moça crescidita: já calçava sapatos de salto alto e já dançava.Fui ao baile de vestido comprido,uma alegoria à Primavera-é a foto que ilustra o blog. Outros carnavais se sucederam e foi num desses bailes no Teatro que conheci o meu marido.Eu digo conheci porque embora residissemos na mesma localidade,nunca nos tinhamos encontrado,nem falado,foi necessário ser carnaval e haver baile para nos conhecermos!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
O legado dos Templários,um bom livro
A contas com uma gripe massadora que não me leva para a cama mas me tira disposição e paciência,agarro-me à tábua de salvação que para mim é a leitura,nos tempos livres que até são de curta duração,mas duma enorme eficácia.Quando leio alheio-me de tudo à minha volta,é o livro, eu, e nada mais.Assim acabei de ler hoje uma obra que me agradou embora peque por demasiado extensa:O LEGADO DOS TEMPLÁRIOS,de Steve Berry.Muito do que está escrito é criação do autor,mas baseia-se especialmente em factos verídicos.Dos Templários muito se tem escrito, sabemos que possuiam enormes conhecimentos, eram duros nas suas regras,misteriosos, e detentores de fortuna fabulosa,que nunca foi encontrada.Eram dominadores, controlavam os reis e até o papa,sendo tambem administradores das suas riquesas.Mas “grande nau grande tormenta”,a inveja e a ambição do rei Filipe,o Belo,ditaram o fim dos Cavaleiros do Templo em 1314 em circunstâncias bastante penosas.Viveram em França mas também no nosso país,a Cidade de Tomar guarda ainda belas recordações,no meu entender pouco divulgadas.O cinema não os esqueceu,exemplo disso O Código Da Vinci,que tive oportunidade de ver há pouco tempo na TV,e,gostei.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



