quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Os Reis Magos na Figueira da Foz

Quase sem eu dar por isso chegou o dia de Reis. Aqui na Figueira da Foz (minha terra adoptiva) ainda se recorda a chegada dos Reis Magos à cabana de Belém. Assim ano após ano um grupo de “resistentes”, e uso esta expressão porque a maioria das pessoas já perdeu a alegria e a paciência para actuar, e dar continuidade a uma tradição que tem valor e é de manter, mas que dá trabalho e faz perder tempo. Eu disse perder, mas está errado, com estas iniciativas não se perde tempo, gánha-se em realisação e convivio o que é bastante salutar.
Hoje a noite não estará talvez de feição, faz vento, o sol que já apareceu muito desmaiado,já se escondeu, secalhar a chuva voltará com o anoitecer, o que é de lamentar. Confesso que também desconheço o programa, mas recordo que há alguns anos atrás, valia a pena sair de casa e ir até à rua da Républica para ver passar o cortejo.Os reis vinham coroados, vestidos com trajes de cetim e veludo, capas longas pendendo dos ombros, montados em cavalos, e até o rei preto (que era branco) se sujeitava a uma maquilhagem forte para que o seu rosto e mãos ficássem de cor negra. Outros figurantes os acompanhavam, pastores com cordeiros ás costas, mulheres do povo trajando ao jeito daquela época, rapazes com archotes, e a filarmónica e gaiteiros. A assistência animada aplaudia com alegria. Depois de desfilarem pelas ruas, havia a representação dum auto dos Reis Magos. Hoje não sei como será, mas algo há-de haver. E depois, adeus até ao ano.

Perdoem, mas eu sou adepta de poesia, e neste fim de festas Natalicias, não podia deixar de incluir umas rimas (lindas). Se gostar de poesia for pecado, então eu sou uma pecadora, sem direito a perdão...
Mas para não “massar” muito, hoje escolhi um pequenino trecho dum grande poeta português, que até sofreu consigo próprio, mas não conseguiu ser crente. Porém a sua sensibilidade é por de mais evidente.

Último Natal (1990)

Menino Jesus, que nasces
Quando eu morro,
E trazes a paz
Que não levo,
O poema que te devo
Desde que te aninhei
No entendimento,
E nunca te paguei
A contento
Da devoção,
Mal entoado,
Aqui te fica mais uma vez
Aos pés,
Como um tição
Apagado,
Sem calor que os aqueça.
Com ele me desobrigo e desengano
És divino, e eu sou humano,
Não há poesia em mim que te mereça.

(Miguel Torga)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Serenidade!!! diz o Presidente da Républica

Talvez por influencia do tempo chuvoso e triste, sinto necessidade de ouvir barulho à minha volta. Porém não quero musica,eu que tanto a aprecio,agora rejeito qualquer acorde. Quero ouvir falar, e enquanto trato das minhas tarefas ligo o rádio ou a televisão que me proporcionam o que desejo. Tenho ouvido debates e críticas de toda a ordem, numa amalgama de opiniões que por vezes já não sei quem merece aplausos ou pateada. Eu ouço mas não retenho, para quê ocupar a massa cinzenta que já deve ter pouco espaço livre, com tais sermões?
No entanto existem excepções, por vezes lá fica algo que dá para meditar.
Num dos ultimos discursos do Sr. Presidente da Républica reparei ( para além das habituais expressões que ele usa e abusa, apelando à serenidade) numa toada de esperança,relativamente ao futuro do nosso País. Nada mais natural, não estaria certo o comandante desta Nau apontar- nos o abismo como destino.
Sem desanimo, afirmou que Portugal já viveu várias situações dificeis e que as ultrapassou,e recordou algumas. Disse então que Portugal até já tinha perdido a Independência e que depois a recuperou de novo.
Sim é um facto. Mas perdoe-me a ousadia do meu comentário Sr. Presidente, isto dito com esta simplicidade que todo o País deve ter ouvido, parece uma coisa banal do género hoje perde-se e amanhã acha-se...
E no entanto não foi assim tão linear, entre o perder e o recuperar passaram 60 anos,foi muito tempo. Pois; 3 reinados, 3 reis espanhois,os Filipes de Hespanha.
Dos portugueses que assistiram à perda da Independência,poucos terão festejado a sua retoma,pois naquela época a vida não era longa,e entretanto como foi a sua vida? De privações,todos o sabemos, uma desgraça que durou 60 anos.
Estarão os portugueses guardados para nova e idêntica odisseia?
Quem sabe? Mas não se aflijam, porque voltam a ter a independência.
( 60 anos passam depressa...)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Os animais também cantam?!

Quando é Natal até os animais cantam!

Boas Festas a todos os meus amigos e visitantes!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Recordar Guerra Junqueiro

Hoje dei uma espreitadela aos meus poetas de eleição. Eu gosto muito do Guerra Junqueiro. Actualmente não se fala nele, mas a sua obra existe e é valorosa. Todos sabemos que durante a sua vida foi criticado e prejudicado, fruto das suas convicções anticlericais, que manifestava abertamente na sua obra poética. Também não era crente, confessava-se ateu, e sem fé viveu quase até ao fim dos seus dias. E digo quase, porque diz-se que à beira da morte ele se reconciliou com Deus...

Transcrevo um pouco da sua poesia.

Aos crentes

Ó crentes,como vós no íntimo do peito,
Abrigo a mesma crença e guardo o mesmo ideal.
O horizonte é infinito e o olhar humano é estreito:
Creio que Deus é eterno e a alma é imortal.

Toda a alma é clarão e todo o corpo é lama.
Quando a lama apodrece inda o clarão cintila:
Tirai o corpo - e fica uma língua de chama...
Tirai a alma - e resta um fragmento de argila.

A crença é como o luar que nas trevas flutua;
A razão é do céu o explêndido farol:
Para a noite da morte é que Deus deu a lua...
Para o dia da vida é que Deus fez o sol.

(Guerra Junqueiro)

Bonito, sem dúvida...
Não termina aqui esta “alusão aos crentes”, porém eu limitei; e pelo mal que fiz, peço perdão ao Poeta...

O Belo-Canto

Eu me confesso apreciadora do chamado belo-canto, e não apenas duma ária só, mas de todo o espectáculo quando de ópera se trata. Há uns anos largos quando a televisão tinha menos canais, teve uma série de programas de ópera. Era só aos sábados ao fim da tarde. Não era apenas um trecho,era uma ópera transmitida na integra, e mais, legendada! Eu vi todas, deliciada, pois ir a S. Carlos,era proibitivo para mim, e a ópera vir assim ter comigo a casa, foi um privilégio que eu usufruí na totalidade com enorme gosto. Recordo a Tôsca, a Aida, o Rigoleto, a Carmen, e muitas outras, mais própriamente todas as que passaram no meu pequeno “palco”. Toda aquela arte me transcende, as vozes que eu admiro, a música e os músicos,e naturalmente o drama, pois quase sempre é de um drama que se trata. Como não podia deixar de ser também aprecio a operêta, em que a música é tão bonita e alegre, e onde não há drama, mas até algo de humurístico que dispõe bem.
Actualmente a televisão já não nos mostra ópera, nem operêta, nem teatro, nem poesia, nem concertos de música clássica. Resta-nos a discoteca caseira para minorar essa falta, e atender aos nossos gostos, que parece estarem fora de moda.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Gosto de cantores líricos!

A minha filha não gosta das vozes clássicas, apenas de alguns temas. Eu acho impossível que se possa não gostar. Muitas pessoas apenas conhecem os nomes mais recentes. Aqui estão esses e alguns dos anos mais longínquos.Por vezes não se gosta porque não se conhece! Clicando no nome podem ler sobre cada um deles.

Enrico Caruso (Itália, 1873-1921)

Beniamino Gigli (Itália, 1890-1957)

Mario del Mónaco (Itália, 1915-1982)

Luciano Pavarotti (Itália, 1935-2007)

Franco Corelli (Itália, 1921-2003)

Alfredo Kraus (Espanha, 1927-1999)

Mario Lanza (EE. UU., 1921-1959)

Tito Schipa (Itália, 1889-1965)

Plácido Domingo (Espanha, 1941)

José Carreras (Espanha, 1946)

Ramón Vargas (México, 1960)

Andrea Bocelli (Itália,1958)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O ACIDENTE ESPREITA...e eu espreito o acidente!


Na zona onde moro não se passa nada de diferente. É um local agradável, tem horizonte, tem espaço verde, mas o principal ou o pior, é a rua avenida ou estrada, chamem- lhe como entenderem porque ela é utilizada pela maior parte dos automobilistas como se duma via rápida se tratásse. Apesar do seu aspecto limpo, largura razoável e boa iluminação, nunca para aqui se programa nada, por exemplo um cortejo, um desfile de Bandas, em especial no verão, enfim algo que mostrasse aos turistas que nos visitam, que este lado da Figueira é moderno e também é bonito. Excepção para as tardes ou noites em que a Naval joga no seu campo que fica aqui ao lado, ouve-se o hino que é lindo, e depois consoante o desenrolar do encontro, os aplausos e as vozes das claques. A assistência chega apressada para entrar, e sai a correr, e tudo cai no habitual daí a pouco.
Há no entanto algo a acontecer com assiduidade neste local; são os acidentes. Rara será a semana em que não se ouve o estrondo das latas a baterem. Existe um semáforo a regularizar o trânsito, que seria se não existisse ?... contudo, e ainda bem, não chega a haver feridos, mas não impede o aparato da “coisa”... vem a ambulância, vêm os polícias à pressa a apitar para abrir caminho, e depois “a montanha pariu um rato”! Mas aquilo leva tempo, os polícias passeiam-se em medições com a calma toda, e o preenchimento dos papéis idem, idem... e eu gosto de ver... assim aconteceu ontem.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O cão,que faz ão, ão....

Pois; primeiro as obrigações, e só depois as devoções...os ensinamentos adquiridos na infância,aderem e jámais descolam; e às ditas obrigações, mais tarde damos-lhe outro nome,tarefas normais de dona de casa. E nesta “confissão” recordo aquela cançoneta de três quadras, engraçada que se ouvia hà muito tempo atrás, numa voz bonita e em português, cuja intérprete simulando ser dona de casa terminava com a última quadra assim:

Ando cansada, ensonada, derreada
Nesta constante luta, sempre em pé!
Mas esta vida má, é a melhor que há
Ai, ai, se está, chegando o meu Zé!

Eu também “canto” de igual forma, só que o meu, não se chama Zé.

Finalmente venho então falar um pouco sobre os animais. Eu gosto deles e não aceito que lhes façam mal. E até me surpreendo quando ouço os toureiros dizer que o toiro é um animal nobre, e que eles (toureiros) o respeitam muito. Não entendo... e acho mais lógico afirmar (eu) que se trata duma falta de respeito agredi-lo, torturá-lo, sendo ele um irresponsável, um animal, que apesar de corpulento não pode ali defender-se, nem sabe, porque está em desvantagem quanto ao factor inteligência.
Mas eu prometi falar do cão, daquele que de vez em quando me entra pela casa dentro,de coleira e trela, e pulso forte da dona.
O tal de raça shar-pei, que eu ainda tive ao colo quando ele era pequenino: era feiinho, mas interessante porque a sua pele era uma repetição de refêgos, com o pêlo aveludado, ele mais parecia um peluche de brincar. Cresceu rápido, forte e elegante, cresceu também em força, e em mim cresceu o medo, mas medo a sério; de me morder, ou de investir por bem e me atirar ao chão. Mas a verdade é que ele ainda não fez asneiras, e comporta-se de modo diferente entre os membros da família, comigo é muito comedido; porém eu ainda não venci o medo, gosto dele e até lhe dou biscoitos, mas não consigo dar- lhos na minha mão, o que provoca a risada entre a família... finalmente lá me aventuro a umas festinhas que ele aceita, e até procura vindo encostar-se.
Há vários anos atrás também andei com a ideia de adquirirmos um cão, estava dependente da casa que iamos comprar. Entretanto optámos por um andar e a prespectiva do cão desvaneceu-se. E ainda bem,porque eu cheguei à conclusão que gosto dos animais, mas dos animais das outras pessoas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Homens e animais, de quais eu gosto mais

Andava à procura da autoria desta frase e achei:
"Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto do meu cão."
- Plus je vois les hommes, plus j'aime mon chiens.
- Pascal citado em "Paris et ses environs: manuel du voyageur‎" - Página 342, Karl Baedeker, Karl Baedeker (Firm) - K. Baedeker, 1903 - 500 páginas

E também há esta:
"Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais." É do Alexandre Herculano.

Eu gosto dos animais e a minha filha mais nova tem um cão de raça shar pei, o Davis. Já lhe consigo fazer festas o que é uma grande evolução. O cão é grande e um pouco assustador. Depois escreverei mais sobre o Davis, agora a cozinha está para arrumar.

domingo, 21 de novembro de 2010

A Cimeira! E a Fome?....

Actualmente os acontecimentos no nosso país surgem assim como se fôssem ondas,seguem-se depois as intermináveis borráscas,intercaládas por pequenas acalmías enevoadas e tristes que servem para descançar,dormitar e sonhar. Sonhar,mas acordar em pesadêlo... Depois de nos ter sido dado de bandeja (finalmente) a informação de que o nosso país está a beira do abismo,quando ainda há dois meses atrás os ministros responsáveis pela finança e não só,sorridentes afirmavam que estava tudo no bom caminho,lá veio então nova onda com um “rebuçadito” que afinal haviamos crescido no ultimo trimestre umas míseras migalhas. Eu não entendo como é que estes politicos que só conseguem governar-se com muito,valorizam tanto esta infima subida,ao ponto de virem fazer gáudio de tal miséria...
Mas entretanto aconteceu a Cimeira!!!! Coisa de estrondo!!! e aí estamos nós a fazer de importantes,e quem viu chega fácilmente à conclusão de que não há tristeza nas nossas altas esferas,afinal só há é o mêdo dos mísseis,vindos lá de longe,e por isso há que acautelar,unindo-nos cada vez mais àqueles que têm razão, êsses sim, para recear retaliações; e nós pacátos pobretes,com tanto para nos preocupar e fazer dentro do nosso pobre rectângulo tão carênciado de tudo,não passâmos duns pacóvios a brincar ao “aí vem a guerra”. Antes que a guerra cá chegue,chegará em fôrça a fome,e essa vai aparecer sem mesmo se fazer anunciar em Cimeiras.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Voltei...

Desde Agosto que nada escrevo neste meu blogue,não sei se por falta de gosto,
ou ausência de paciência,confesso que não encontro razão para o sucessivo adiamento. Mas hoje,mercê duma contrariedade relacionada com um aparelho eléctrico que estava a usar e se avariou,impedindo-me de continuar o trabalho encetado,e que me aborreceu bastante,porque eu não gosto de abdicar das minhas decisões,neste caso tarefas,senti a má disposição a tomar conta de mim. E em ocasiões destas o melhor é procurar algo que me acalme. Mal encarada,olhei em volta,e vi o computador... Sentei-me e abri-o; ele tinha razão para estar zangado comigo e perguntar-me,por onde tens andado?- mas não o fêz... Será que também ele pensará que o silêncio é d’oiro?
Entretanto e por aludir ao silêncio,lembrei-me duma poesia de que gosto muito; e por isso não resisto a transcrevê-la.

A Poesia é Silêncio

Não pares na palavra.Deixa o vento
Levar para as distâncias infinitas
O som de terra que te sai disperso.

Não prendas,com a fala,o pensamento.
És maior sobre o mundo,se não gritas
E deixas no silêncio o melhor verso.

Dor que se diz é dor desperdiçada.
Quando conversas,perdes-te no ar.
Ensina-te o Deserto coisas puras.

É mais bela uma lágrima calada
Do que todos os cânticos do mar
E todas as orquestras das alturas.

No silêncio é que Deus acende a luz
Mais fácil para entrar dentro de nós.
O silêncio tem graças de tesoiro.

Ama o silêncio em ti,como Jesus.
A prece das angústias não tem voz,
Mas o Senhor no céu a grava em oiro.

Benditos sejam os que a língua domem!
Dize-me tu se calas o que sentes,
Eu te direi se vales o que dizes...

A própria natureza avisa o homem:
- A flor vem do silêncio das sementes;
O fruto,do silêncio das raízes.

Faz com Deus,e contigo em oração,
Séria promessa,bem jurada e calma,
Como um profeta há séculos faria.

Escrever é violar a solidão.
Não escrevas. Poeta,cala a alma,
Não mates o silêncio da poesia !


(Assim escreveu,
Padre Moreira das Neves)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O capitalismo gerou problemas:quem vai resolver?

Porque é que o dinheiro é que manda?

"Uma breve descrição de como os banqueiros nos conseguiram escravizar e de como o dinheiro é sugado dos produtores de riqueza para o governo, corporações, bancos e donos. Para perceber porque é que o colapso financeiro é eminente."

domingo, 22 de agosto de 2010

"Os incendiários"

Já não quero voltar a escrever sobre o fôgo...
Mas quis colocar no blogue este recorte de jornal

sábado, 14 de agosto de 2010

Os Grandes da Nação e o Fogo

Eu queria escrever algo interessante,algo que nascêsse dum estado de espirito calmo e relativamente bem disposto,o que na realidade não acontece. Não é possivel,depois de saber e ver a situação actual do meu país. A televisão mostra em pormenor,e fácilmente posso avaliar a situação de catástrofe que estão a viver as populações,a quem o fogo já roubou tanto... a aflição das pessoas,impotentes na sua maioria contra aquele ladrão maldito, que tudo leva sem dó nem piedade,é imagem que faz doêr e não se esquece.Os bombeiros num esforço constante,”um mundo” em sofrimento,uma tristeza,e já há tantos dias.
O país está a arder e os nossos politicos,os altos dignitários da Nação têm estado afastados de tudo, claro em férias,”o fogo estava bem entregue”,é o que eu tenho ouvido todos os dias repetir ao sr. Ministro (aquele que ficou de serviço) e que diáriamente diz que está muito satisfeito com os bombeiros,parece que está a avaliar um trabalho normal,ainda não arranjou outro adjectivo que substitua a palavra satisfeito,que neste caso até faz doer... grandes homens os bombeiros! eles não carecem de elogios,eles precisam é que prendam e julguem os criminosos que ateiam os fogos,e que são o motivo do seu sofrimento,e também da morte de alguns bombeiros.
Finalmente os grandes da Nação apareceram,não perto do fogo,claro está lá fumo,e calor...
Fizeram questão de sublinhar que tinham interrompido as férias!
( população das zonas ardidas,agradecei.....)
E lá apareceram todos engravatados a trocarem cumprimentos de oportunidade,e a inteirarem-se do fogo,como se ele tivesse começado ontem... Áh, e também voltaram a elogiar o trabalho dos bombeiros,e também pediram para as pessoas terem cuidado,etc,etc,.... porque com tanto calor é fácil atear-se o fogo.
Como se ele ainda não estivesse ateado....
Isto se não fôsse tão triste,dava para rir,assim dá para pensar,e,lamentar!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O verão o fogo e a calma do Ministro

Quando eu era menina o verão era aguardado com esperança,antevendo tanta coisa boa que o tempo quente proporcionava. As creanças tinham férias,três meses de férias,muito tempo para brincar,as mais vélhinhas aprendiam a fazer os primeiros pontos,dizia-se assim referindo os bordados simples.Os adultos atarefados com as prespectivas das colheitas,era no tempo que em Portugal havia lavradores,muita gente nova a trabalhar no duro de sol a sol,mas felizes fazendo ecoar as suas vozes bonitas,em desgarradas,cançonetas,até fado... Depois era também no verão que havia festas; primeiro dos Santos populares,e depois a feira do ano (estou a recordar o meu Montemor-o-Velho) com as danças tradicionais,os ranchos tipicos,e mais tarde as artistas da rádio. “ A televisão ainda cá não estava”...
E nestas festas também estoiravam os foguetes,muitos,alguns de lágrimas como então eram conhecidos. E nunca os foguetes que eram lume,incendiaram nada!
E também fazia calor,e bastante,mas era raro incendiarem-se as matas,havia o guarda que fazia a ronda,não por causa de fogo,mas para não irem lá cortar algum pinheiro ou afim,para algo necessário,ou para lenha.
Horrorisada,agora,vejo na televisão há vários dias,aquele mar de fogo que sem piedade tudo consome; são as árvores,os animais,as aves,até vidas humanas...Fico a pensar e com alguma tristeza, na desgraça que de há uns tempos para cá,se instala durante o verão, ano após ano, no nosso país outrora verdejante,e que o vai transformando quase em paisagem lunar,e também tornando os portugueses mais pobres,e mais tristes.
Por outro lado,também não entendo a atitude do Sr.Ministro que tem estado presente nalguns locais do fogo,e quando entrevistado,fála como se estivesse perante uma calamidade natural,inevitável,meteorológica por exemplo...
Dá conselhos,diz que se está a acudir,e que para os culpados há a lei... Mas qual lei? Será a lei do menor esforço? Secalhar é essa mesmo...
Entretanto a floresta vai desaparecendo...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Laivos de coincidência...

Há uns largos meses atrás, o Dr. Alberto João Jardim Presidente da Madeira, aparecia na T.V.sempre muito insistente com exigências ao “nosso” governo,mas duma forma que tocava as raias do quero posso e mando. Tinha estudado o verbo querer,e ficou adepto do eu quero!
E então surgiam na sua voz aquelas expressões “inflamadas”onde imperava sem reserva o eu quero,mas quero mesmo,senão.......
Sempre que o ouvia nestes termos,lembrava-me duma poesia,que guardo à muito tempo e me parecia alusiva...
Hoje decidi colocá-la no blogue,não é da minha autoria,e tem a data de 1927.

Uma perrice!

Um menino
mui rabino,
um mimalho,
um insensato
tolo e falho
de bom tacto,
quis um dia
(que mania!)
que a mamã lhe desse a lua!
E chorava,
E berrava
que se ouvia em toda a rua!

Que tontice!
que perrice
que é a tua!
- diz- lhe a mãe -
Pois não vês,meu querido bem,
que eu não posso ir buscá-la,
arrancá-la
lá do céu?!

- Lá do céu?! - volve o rapaz -
julgas tu então,mamã,
que o teu filho se compraz
com qualquer desculpa vã?!
Não prossigas!
Antes digas
que não és já minha amiga!
Quero a lua,e hei-de tê-la!
Ralha,báte-me e castiga
que isso tudo é bagatela
cá p’ra mim!...
Foste no pôço escondê-la
para que eu não a apanhásse?
Pois vais ver que nem assim
És capaz de me vencer!

Isto dito,
o dementado
- coitadito! -
põe-se a andar,põe-se a correr
e,afadigado,
desce ao pôço - que loucura! -
onde encontra,não a lua,
causa da perrice sua,
mas a morte e a sepultura!

( A.Serra e Moura)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Saramago,a Bíblia,e eu...

Ontem ainda se falava de Saramago,o “nosso” Nobel !
Eu também quero falar nele,e como ontem não me foi possível,será hoje. Aliás eu já há tempos que me apeteceu falar neste escritor,até me deu vontade de lhe mandar um email lá para Lanzarote,mas depois pensei e respondi a mim própria nestes termos; um Sr. sempre ocupado e com pouca saúde,tem lá paciência para aturar esta espécie vulgar de Lineu... (que sou eu)
Foi quando ele apresentou o livro intitulado Caím,e com a sua habitual e conhecida frontalidade disse que a Bíblia era um manual de maus costumes,e pormenorisou em poucas palavras a razão porque assim falava.
Não pude evitar um sorriso,quando a televisão nos trouxe a afirmação de Saramago conotada de blasfémia... É que eu há uns anos atrás pensei igual,depois de ler essa primeira parte da Bíblia: fiquei decepcionada com o que li, achei horrível! No entanto é valorisada pelos Padres e não só, grande número de Leigos,pessoas instruídas, cultas,erudítas até,encontram na Bíblia um valor que eu francamente não encontrei.
E então senti-me “aconchegada”com a opinião do nosso Nobel!
Recordo que a Bíblia descreve em pormenor digno de todo o crédito (porque segundo vozes mais altas,ali está toda a verdade) factos pavorosos,viganças, assassinatos,promiscuidade em larga escala,sofrimento infligido sem dó nem piedade,emfim,só desgraça moral e fisica:não encontrei ali nada descrito que enaltecêsse a paz ou apelásse à bondade, e...arrumei a Bíblia.
Manual de maus costumes? Sim!!! Saramago disse a verdade!
Hoje tenho pena,de não lhe ter mandado o email...


domingo, 13 de junho de 2010

Passear em Portugal,há muito para vêr...

Apeteceu-me voltar a falar de férias.
Férias, descanço,conhecer outros locais ou revê-los,descurar horários,deixar as preocupações ibernadas,mas quem poderá criticar tal desejo e inerente concretização?... Eu já escrevi que não critico quem prefere o estrangeiro,quem puder “alargar horisontes”bem sabemos que é salutar.
Pela minha parte recordo apenas duas cidades de Espanha onde estive não em férias,mas em fim de semana e em anos diferentes.A primeira foi Santiago de Compostela,atraída pela Catedral que não me deixou desiludida,muito pelo contrário pois fiquei aturdida com a dimenção do monumento,e extasiada com tanta arte e tanta beleza.O meu marido teve de me aturar,pois eu saía da Igreja mas logo entrava,querendo reter na memória a todo o custo toda a sua magnificência.
No ano seguinte fomos a Salamanca,lindas as suas praças,e onde a arte está em cada rua,recordo entre outras a Igreja de Santo Estêvão (para mim) superior à Sé que igualmente é extraordinária. E do estrangeiro nada mais sei.Áh,mas de Portugal sei,e sei muito!
Estou como o Malato,”já fui feliz aqui, ali, e além! Viana do Castelo,Guimarães,Chaves Bragança,Vila Real,Lamego,isto para só falar do norte.E o Gerês? E a Sortêlha ? e em Amarante à beira do Zêzere,e passear de Barco no Douro?E na ria de Aveiro? E um lanche no parque de Viseu numa tarde de verão?!E em Seia até à Serra da Estrela,e a Guarda que dizem que é feia mas que eu discordo,e a Batalha, Alcobaça, Nazaré, Mafra,Ericeira, e Sintra... E fico por aqui porque a continuar a lista,torna-se fastidioso... Mas creiam eu só queria dizer que o nosso País tem muito de belo,cada zona tem as suas caracteristicas,mas todas elas apelativas porque diversificadas. Assim eu voto naquele slogan (já arrumado) “Faça Férias Cá Dentro”!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Presidente da Républica e as férias...

O nosso Presidente da Républica disse aos portugueses para fazerem férias em Portugal,e não no estrangeiro. Trata-se duma opinião baseada na situação do País que como todos sabemos está financeiramente caótica.Isto se não fôsse triste até dava vontade de rir... Mas ele estava a falar para quantos portugueses? Para aquela classe onde ele está inserido,e para aqueles que auferem bons honorários,porque a grande maioria contenta-se com o Algarve,e outros nem a isso podem aspirar.
Há ainda quem trabalhe o ano inteiro e poupe muito,com vista a poder sair do país por uns dias.Eu nunca fiz férias no estrangeiro,mas gostava...Com a maior das franquesas,confesso que não critíco quem opta por viajar ao encontro de locais distantes,para um merecido descanço e lazer,e atrevo-me a ser egoísta ao dizer que se não contribuiram para a críse,porque têm de pagar por ela?
Porque afinal quem foi que não soube governar este país? Sim,se a nossa economia está em baixo,sou forçada a reconhecer que aquela multidão que gravíta nos Ministérios,aceitou um trabalho (jurando pela honra),para o qual não tinha capacidade.E pior! Quando percebeu que estava a falhar,devia ter arrepiado caminho,e não o fez,e o resultado aí está,mais que evidente,e ao que se diz o pior ainda não chegou...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Em breve será inoportuno acedêr a urgencia hospitalar

De há uns tempos a esta parte eu não paro de me surpreender... pela negativa infelismente.Ainda está fresca a comunicação da ministra da saúde sobre o corte nas despesas com a saúde dos portugueses,e hoje no espaço Opinião Pública,que a SIC Noticias manda para o ar pouco depois das dezassete horas(e do qual eu sou fã) não faltaram os reparos e as queixas por parte de quem pôde manifestar a sua opinião telefónicamente.Havia dois convidados,médicos e com cargos de presidência um no Porto,outro em Coimbra,que foram dando explicações a seu modo,e pasme-se ! pois um deles até admitiu que se os hospitais tiverem de cortar com as horas extraordinárias do pessoal médico das urgências,são os doentes que ficam prejudicados,porque não há quem substitua estes médicos especialistas. Eu fico pasmada,creiam. Mas então se eles morrêrem? Fecham-se as urgências?....
Eu já ontem disse isto e hoje repito:- todos os anos se forma em medicina um elevado numero de jovens.Não é preciso ir muito longe para saber,basta ir ver o cortejo da Queima das Fitas e reparar na quantidade de Cartolas de côr amarela,são os finalistas,que no ano seguinte serão médicos.E só me estou a referir à Universidade de Coimbra... Claro depois é necessário progredir na profissão,e não é isso que um jovem que escolheu medicina quer fazer?
O nosso Governo está a esmifrar dinheiro de tudo quanto é sitio; mas isto já vem de longe.Quando fecharam maternidades,quando fecharam centros de saude e vieram com a lenga-lenga de que as pessoas não eram bem atendidas,já era isto, camuflado aliás como convinha.
Como se atrevêram a tanta hipócrisía,dá para sentir náuseas...
Quantas creanças nasceram em ambulâncias,quantas pessoas faleceram já na demora de atingirem o ponto de socorro,por causa das tais medidas “boas”que eles decretaram: e o povo falou,falou,sofreu na carne e no espirito,e quedou silêncioso...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Agora é que é poupar...

Acabei de saber (porque li) que os hospitais públicos foram avisados de que têm um prazo de 20 dias para apresentar um plano de redução de despesa,incluindo baixar pelo menos 5% da despesa com horas extraordinárias (anunciou a ministra da saúde).
Pois todos nós sabemos que essas horas têm valor acrescido. Mas afinal os hospitais não têm médicos suficientes para trabalhar em tempo normal? Têm de sobrecarregar com mais trabalho e com mais dinheiro,aqueles que já ganharam o dia ?!
Para onde vão aqueles jovens que estudam durante anos e completam o curso de medicina? Não têm lugar nos hospitais para se prepararem, adquirir mais conhecimentos com vista a serem especialistas?Aqueles que hoje dominam o seu trabalho já foram inexperientes,também não saíram perfeitos da Universidade;a habilidade,o empenho,o espirito de sacrificio até,deminuiram lacunas,e tornaram-nos bons médicos,mas pelo modo são poucos,e alguns precisarão de algum descanço,por isso há que chamar os novos, e dar-lhes a oportunidade que certamente desejam,e assim acabar com as horas extraordinárias.

sábado, 1 de maio de 2010

O Cemitério de Montemor...

Ontem estive em Montemor por breves momentos.Ali é a minha terra,nasci no concelho e ainda pequenina fui levada para a vila onde vivi a meninice, a adolescência,e a juventude.Guardo muitas e boas recordações desses anos,em especial a estima de que vivi rodeada pelos mais velhos,que já partiram na viagem sem regresso,mas que continuam a viver na minha lembrança,perdoem-me o exagêro mas direi que talvez mesmo, no meu coração.O tempo sucede ao tempo,e quando reparamos passaram anos,e nós próprios já somos velhos.Poucos são os que admitem tal adjectivo,e contrapõem sem que valha a pena,dizendo “que velhos são os trapos”... A verdade é que actualmente já não há trapos velhos,são destruidos ainda novos porque passaram de moda. Ao contrário de nós que por cá ficamos (fora do prazo de validade) mas à espera da extinção natural que ás vezes até demora,deixando-nos em pior estado que os ditos trapos antigos nomeados em comparação.
Esta conversa a atirar para o mórbido,foi influência de ter estado ontem no cemitério da minha terra,local para onde “espero”também ser levada,quando chegar para mim
a tal necessidade comum a todos os mortais.
Sempre ouvi dizer que ali acaba tudo,concordo,mas não pode acabar a dignidade. E por isso algo me mereceu reparo,reparo negativo.Naquele campo “santo” nota-se um triste abandono.Não pelas pessoas que ali têm os seus entes queridos,porque as campas estão cuidadas e floridas.É o chão todo desnivelado,esburacado, o pavimento de terra solta,como se quem alí repousa não merecesse um pouco mais de respeito.A capela,um desmazêlo total,e a casa do guarda idem,idem...
Eu já senti na carne quando à três anos atrás, acompanhada por pessoas alheias a Montemor,estive na capela e me senti envergonhada... Não bastava a situação penosa em que eu estava de perto envolvida,ainda me esperava aquele antro que de capela pouco tem,e a vergonha perante quem me acompanhava...
Não haverá gente à boa vida,que fosse chamada para proceder às devidas reparações neste local de interesse público? porque não um calcetamento de pedra miuda,dando àquelas ruas e a todo o chão um ar decênte e digno?...
Muita coisa boa se tem feito em Montemor...
Porquê este abandono em relação ao cemitério? Afinal tráta-se da morada definitiva dos Montemorences!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Foje o bem pró bem,e o mal pra quem o tem!

Eu sou “cliente” dos programas Opinião Pública, na T.V. e na rádio também. Sempre que posso ouço as opiniões sobre os temas que eles propõem para que sejam comentados.Nunca tentei telefonar não sei porquê,nunca sequer me lembrei de tentar para dar a minha opinião: porém sou toda ouvidos,e muitas vezes estou de acordo com o que ouço. As pessoas estão desanimadas e tendo oportunidade manifestam-se.Nestes ultimos dias os temas andaram à volta dos dinheiros que o Estado não tem, ou diz não ter. Eu acredito que não tenha, porque nada pode com o mau governo,e o dinheiro não nasce como as searas,e até essas requerem cuidados,sabedoria,muito trabalho, e até uma certa dose de amor. Ao ouvir nesses programas pessoas exclarecidas,a falar sobre a pobresa que alastra e cresce no nosso país,e da tendência para piores dias, por vezes sinto um certo receio quanto ao futuro,embora no meu caso pessoal o futuro já se anteveja limitado,mas nunca se sabe ao certo. Penso nas creanças, essas sim são o futuro, a esperança, a vida, e poderão vir a sofrer muito,será um castigo que não merecem nem esperam,o que é triste.
E entretanto nas altas esferas perde-se tempo que deveria ser produtivo,e lava-se roupa suja à vista de quem quer ver.Andam preocupados com inquéritos, para limpar nódoas em tecidos que já não aclaram.E também para quê? É tempo perdido;não há culpados,todos são vítimas (coitadinhos) de cabalas ou coisa parecida.
Eu volto a falar das leis que dão benesses aos políticos,ajudas de custo para tudo,casa ou subsídio para ela, reformas triplicadas só porque estiveram ao serviço do Estado (bem pagos enquanto lá estiveram), viagens dos deputados,no caso presente viagens semanais a París ida e volta,na classe dos ricos! E tudo à custa do barba longa, porque devidamente legalisado,nada há a apontar pois claro,é a lei,préviamente cosinhada a gosto... intocável como convém.
Ainda no passado Domingo fui visitar uma sra.que sempre trabalhou no duro,mas diz que até era feliz; e digo era, porque há 15 anos sofreu um AVC e ficou paralisada do lado esquerdo do corpo.Com uma reforma exígua e assistência “idem”,nada recuperou,dividindo as suas longas horas entre o sofá e a cama: todo o organismo está doente o que a obriga amiudadas vezes a chamar um médico,ou a ir ao Hospital: a deslocação custa-lhe 5 euros,que lhe fazem falta para o medicamento,que nem sempre pode comprar no regresso. Pois! É que ela não é deputada,se fôsse... não gastava os 5 euros...
No entanto é um ser humano,e é portuguesa,chama-se Guilhermina.
“E quantas Guilherminas estão em iguais condições no nosso país?”
Não sabemos,mas adivinhamos!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Para os pobres,não se fabricam leis...

Não tenho sentido vontade de escrever;ultimamente as noticias que entram casa dentro são tão inquietantes,que acabam por molestar embora só psicológicamente.E dia após dia o tempo tem passado. Hoje porém resolvi bater as teclas. É que ao ligar “este meu amigo” li algo relacionado com viagens pagas a uma sra.deputada. Senti-me atacada pela curiosidade,e fui ler a noticia em pormenor,e li também os comentários (muitos) relativos ao caso,”e bem mimosos”... Fiquei também admirada,ou melhor eu fiquei foi indignada,porque afinal ao que parece estes srs.que dominam o povo português,sim porque eu não me parece que o termo governam lhes possa ser dirigido,porque governar é equilibrar,para poder distribuir com equidade e respeito,coisa que actualmente bem sabemos que não acontece.Já à alguns anos ( não é meses) que pedem aos portugueses sacrificios de toda a ordem; ordenados baixos para uma grande fatia de trabalhadores,doentes em perigo de vida obrigados a viajar para um hospital distante, porque o socorro que existia a dois passos foi encerrado para deminuir despesas.Ainda na passada semana faleceu um sr. na ambulância,quando aguardava que passassem 10 minutos para o centro de saude abrir as portas: como se de noite as pessoas não adoecessem.Quando decidiram encerrar esses pontos de socorro,veio o ministro apontar o facto como sendo uma melhoria,e reiterava que o era.Como se ele não soubesse que estava a mentir,porque estas decisões tinham em vista economisar à custa do Zé Povinho. O país está em crise, pois está! É o país e os portugueses que trabalham,e os reformados com reformas de miséria e os trabalhadores que vêm as fábricas a fechar e são mandados embora,esta população é que está em crise,e como se não o sentísse na carne e na alma, ainda têm de ouvir os políticos a repetir a frase a toda a hora.
Em contracenso,gasta-se à larga lá nas altas esferas! Vamos ajudar a Grécia,vamos ajudar a Madeira,vai-se gastar porque o Papa tem de ser recebido com dignidade... eu não sabia que dignidade é ostentação... (estou sempre a aprender).
Hoje foi esta;a sra.deputada tem de ir a casa semanalmente a Paris, e o parlamento paga.
Mas onde é que o parlamento ganha o dinheiro,para poder ser assim tão “liberal”?
Eu gostava de saber; mas não sei ...
Mas sei porque li, que este assunto (das viagens pagas) é uma questão administrativa e que os deputados não pedem tratamentos especiais (pois para quê,eles já estão assegurados) não podem,(coitadinhos) porque isto não é um emprego,é um mandato,(é um tacho) e tudo é regido por lei (pois, leis feitas por espertos) não é por vontade própria, (que displicência,até comove) e as viagens pagas são comuns a todos,é a lei...
Com estas “leis” não sei para onde caminhâmos........

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Evolução?ou nem tanto...

Vivemos numa época em que roubar se tornou num mal diário.Antigamente também acontecia,roubávam carteiras,até havia “os especialistas na arte”, eram designados de carteiristas.Em Fátima por exemplo em 13 de maio lá apareciam os ditos cujos,mas a policia já os conhecia e prendia-os antes mesmo deles exercerem a actividade.Mantinha-os detidos até ao fim das celebrações,e depois restituia-os à liberdade.Tudo tão simples que (agora) até dá para sorrir... E hoje ? É tudo bem diferente,já não é só a carteirita com algumas notas,são os cartões e os códigos obtidos à custa de maus tratos,violência,e quantas vezes da própria vida.
Diz quem sabe que tudo isto provém da falta de emprego,da pobrêza,da desigualdade... talvez;mas matar para roubar,tirar a vida assim de ânimo leve,nada justifica,e só demonstra que quem assim procede, não tem só falta de meios de subsistência,tem também uma pedra gelada no lugar do coração.
Se pararmos para refletir,acabamos por concluir que a humanidade continua votada ao sofrimento.Os anos passaram, os ciêntistas trabalharam sem descanço e o progresso é um facto.Mas o espirito humano não acompanhou.O homem não evoluiu para uma mentalidade perfeita, que o colocásse acima de tudo o que é nocivo ao seu semelhante.Claro que há excepções,mas não devia haver, já era tempo de todos serem melhores.Mas não,os que vivem mal e são mal formados matam e roubam,e os grandes fomentam as guerras: e esses conflitos bélicos o que são ?
- O mesmo,mas em larga escala : lá estão os roubos de tudo,e a ordem para matar!