segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Mais um ano! Viver é um privilégio...


Esta foto pertence também ao conjunto daquelas feitas na praia do Pedrógão. O ambiente não parece bonito, é na esplanada dum restaurante popular; mas acreditem, as sardinhas assadas que ali comemos eram mesmo ricas!
Ricas no aspecto e no sabor! 
Meu marido de parabéns nesse dia, completando mais um ano. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Eu gosto das borboletas

Desta vez, eu não roubei a borboleta. Palavra que não! Alguém não lhe ligou importância, e foi para colocar a revista no contentor... Pelo menos eu encontrei-a ali, em jeito de ter caído, e meio aberta, precisamente na folha onde ela estava, esta borboleta de características especiais. Vale a pena ler o pequeno texto com os pormenores.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Surpreendida

Não gosto muito de falar de dinheiro, nem do modo como qualquer de nós o gere, acho que é assunto do foro intimo, e por isso cada qual sabe de si.

Pela minha parte sempre o gastei com ponderação, não podia ser doutra maneira, e ainda hoje observo alguns limites, que não me agrada transpor. Mas não sou escrava do vil metal ao ponto de "andar ás voltas" por causa de evitar gastar uns escassos centimos.

No entanto, não gosto de algumas facilidades que considero erradas, que há quem pratique como sendo certas. Há pouco tempo ainda, mas não sei à quantos dias ou semanas, recebi uma encomenda vinda pelo correio, e entregue em mão por um funcionário da empresa. Era um pequeno pacote, cuja entrega era feita contra reembolso. O empregado recebeu o dinheiro, e quanto ao troco que eu aguardava, disse-me com ar mais que natural: - "eu tinha de lhe dar um euro, mas como não tenho, não dou".

Surpreendida, não disse nada, mas não gostei. Afinal um euro não é o valor dum saudoso escudo. Quero acreditar, mas não sei se deva, que ele não tivesse um euro, mas teria no dia seguinte e poderia colocar na caixa do correio. Assim, achei que aquilo foi uma espécie de caça à gratificação forçada.
E entretanto pensei : se isto é hábito nesta criatura, ao fim do mês deve ter colecionado qualquer coisa suficiente para uns cafésinhos bem bons...

Isto o necessário é ter ligeireza... 

domingo, 1 de setembro de 2013

No Pedrógão encantei-me de novo, e fotografei

Esta estrutura não é obra humana, é natural. Só pedra, com os seus milhares de vincos, e cortes. Obra de anos e anos, com o mar na sua constante erosão.

Num belo dia de sol

         Mar bravo e bandeira vermelha, mas calor e brisa muito agradável.

Ainda a beleza do Pedrógão

Ao lado direito na foto, é onde começa a praia para a maioria dos banhistas. Amanheceu com forte névoa, e nesta altura ainda não se tinha dissipado completamente.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O Fogo ? Não. O Terrorismo !

Hoje outra vida se perdeu num dos incendios, uma jovem bombeira com 21 anos. Também alguns companheiros foram apanhados pelo fogo, e estão no hospital em sofrimento, alguns em perigo de vida.
Quantas vidas mais se vão perder, até que acabe esta desgraça que parece não ter fim? Eu não compreendo este cruzar de braços de quem de direito... Afirmam que estão assegurados os meios de combate e por aí se ficam. Depois quando surge a fatalidade, os altos representantes do País enviam condolências, as tais palavras já gastas de tão repetidas, e logo depois esquecidas.
E entretanto o país vai ardendo cada dia mais; mas, é tudo natural, é a época dos fogos, é assim como a época da praia, e outras épocas... Que falta de humanidade! Eu digo, eu grito bem alto: - que época tão malvada cheia de sofrimento, para tantos portugueses!!!
Hoje ouvi na rádio (porque eu não quero ver na TV as noticias) que estavam referenciadas cinquenta pessoas, suspeitas de terem ateado fogos, e que trinta estavam já detidas. As outras vinte secalhar andavam a ver o espetáculo, digo eu.
Porém, "já estava alguém a arrepelar-se" porque cada preso custava ao País quarenta euros por dia. -Isto é revoltante, é horrivel, é vergonhoso!  
Não tenho palavras! - então os portugueses têm de estar à mercê de pirómanos, doidos, bandidos, criminosos, só porque o governo não quer gastar quarenta euros por dia? Mas não fazem conta ao que gastam com o pessoal que está de plantão, a guardar as casas dos politicos que estão no activo, e dos outros que já passaram à reserva?! Para esses cuidados não há lamúrias... há dinheiro!

Eu não simpatizo muito com o Sr. Dr. Alberto João Jardim. Acho que ele se inflama demasiado, e ás vezes até é inconveniente. Mas nesta altura eu mudei a minha opinião. E sabem porquê? A Madeira também se viu a braços com um enorme fogo há poucos dias. E o Presidente da Madeira o que fez? Veio prá rua, acompanhou o povo, e falou; ou melhor, ele gritou! como é costume. E o que disse? Que aquilo era um acto de terrorismo, que fogo posto é isso mesmo. E por isso, deu ordem para responderem com igual terrorismo, em relação aos criminosos que encontrássem a incendiar. Digam lá se não resultou?!
Voltaram a ter fogo ? Até hoje, não.

Bem haja Dr. Jardim! E que nunca a vóz lhe doa para defender a sua terra!

Aqui desculpam-se com o calor. Bandidos! No alto das serras pela madrugada está um grande sol e um grande calor... Continuem a desculpar os canalhas, e tornem o País cada vez mais pobre, e o povo mais triste, e infeliz. É essa a vossa decisão.

 

sábado, 24 de agosto de 2013

Tudo ternura...

Bonito não é?
Está no Blog Presente, mas agora está também aqui.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ainda temos floresta em Portugal?

Caras amigas e amigos que ainda vêm até ao meu blogue...

Eu quero pedir que me desculpem, pois esta apatía em relação a escrever qualquer coisita, está a tomar conta de mim, duma forma constante. Isto desagrada-me, mas reagir não está actualmente "no programa".
Bem, mas hoje contrariando o ego, e mandando mais do que ele, estou a tentar escrever umas lérias, para espairecer...
Como é meu hábito, logo que chego à cosinha para tratar do pequeno almoço, ligo o rádio. Não tardou que ouvisse falar  nesta desgraça que tanto nos toca, a situação dos fogos que estão matando as nossas florestas, a vida selvagem, e os bombeiros. Também tenho visto na T.V. alguma coisa das reportagens feitas em pormenor, sobre esta calamidade.
Porém, fico sempre, e fiquei, a pensar sobre a forma como quem de direito, se exprime  assim de ânimo leve, acerca do fogo... Falam do fogo como sendo natural, quáse banal, assim uma coisa ciclica, normalissima, como se de uma colheita esperada se tratásse. Fázem comparações sobre os hectares de área ardida neste ano, com os que arderam nos anos anteriores. Falam aliviados, que este ano tem ardido menos... ( Ótimo!!! - secalhar, então, pode continuar a arder mais para igualar.) 

Que forma desprendida de falar da desgraça! Que tristeza!!! 
Que falta de consideração para com as pessoas que perderam os seus haveres, e pelas outras que ficaram a sofrer nos hospitais, vitimas de queimaduras entre a vida e a morte. Por aquelas que morreram, e já são tantas. Pelas familias cuja dor só elas sabem, e daqui a dias ninguém se lembra do seu sofrimento que será eterno.
Os meios de comunicação avisam de véspera que vem aí mais calor, e apelam ao cuidado... Decerto até valia mais não dizerem nada...
 porque isto acaba por funcionar ao contrário, é assim uma espécie de informação bem vinda  para ir colocar o rastilho, de que os miseráveis estão sempre à espera. E tudo isto funciona impunemente. Sim, impunemente;  já ouviram dizer que alguém apanhou cadeia por largos anos por incendiar? Nada disso... Isto é uma vergonha já comentada no estrangeiro. Toda a gente sabe, que o fogo, a desgraça de uns tantos, se transformou no lucro dum grupo, ou grupos, de bandidos sem coração. Todos já sabemos que estes fogos não acontecem por acaso. O calor só por si não faz fogo. Não venham para cá com fantazias, que as pessoas não são parvas... Digam antes e em boa verdade, que infelismente no nosso país acabaram os homens que lutavam pelo povo e pela Pátria. Homens dignos, que honravam a sua Bandeira, e sentiam o País como seu.

Ai que falta nos faz o Marquês de Pombal, ou outro qualquer com "figados" iguais !

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Quando o Mar faz de Lençól

A minha amiga Heide, bloguista brasileira, tem uma certa atração por Cabo Verde, e em "conversa" com  o Zito confessou-lhe que gostaria que o mar fosse um lençol que ligásse  Cabo Verde ao Brasil... Era só puxar, e qualquer um dos Países logo ficaria perto. Posteriormente enviou para ele esta foto, em jeito de alusão a esse  desejo. Eu gostei desta montagem, e zás, roubei-a! Mas como o respeitinho é muito lindo, devo dizer que lhes pedi licença, e ambos me deram permissão para roubar...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

E Um Quarto de Século Aconteceu

Vinte e cinco anos separam estas fotografias com a mesma pessoa. Só o cão não é o mesmo. O tempo passa por nós, ou somos nós que passamos? Caminhamos indiferentes, e quando ainda somos novos até nos sentimos eternos... Depois "quando o pó assenta" caímos na realidade, e reparamos então que chegámos a velhos. E refletimos e dizemos baixinho, que privilégio termos vivido!A primeira foto representa uma época em que frequentávamos a casa dum jornalista (atualmente já não está entre nós) companheiro de algumas jornadas, no que refere a rádios e jornais. O cãozito tinha as suas preferências, e tínhamos sorte por ele gostar de nós; porque quando ele não gostava ladrava á pessoa, e o dono mandava-o calar. Ele obedecia, e escondia-se debaixo da secretária. Porém quando a visita se despedia e passava rente, ele ferroava-a no calcanhar. Ferroava o sapato, claro, mas mostrava a sua personalidade canina, e instalava-se o riso entre os humanos...
Esta outra foto, tem poucas horas de existência, fi-la ontem na Praia da Tocha, e também tenho algo para contar do cãozito, que não é nosso, mas fá-lo hei a seguir.

Um bocadinho da Praia da Tocha

Habituei-me a só ir à praia quando vamos estar durante quinze dias em Armação de Pêra, de contrário com a praia aqui tão perto não a aproveito; gosto de ir ver o mar no inverno (de longe) quando está bravo... mas ontem foi exceção, fui passar umas horas à beira mar, e para fazer também um pouco de passeio, saímos da Figueira e fomos à praia da Tocha. Não conhecia aquela zona com espaço a perder de vista, água límpida e ondas sucessivas, areia fininha, tudo cuidado, mas com um ar de praia ainda por descobrir, sem os estragos das multidões, tudo aliado a um sossego que muito apreciei. O bulício existia sim mas ao longe, ali era só para meia dúzia de pessoas que calmamente usufruíam em pleno  o que desejavam. Estava cada qual, como e onde queria estar.
E eu, como estava sentada e não me quis levantar, fiz esta foto que por esse facto, não merece um bom, ficamos pelo suficiente...

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Os Livros

Ando à procura de espaço para os nossos livros. Cada vez são mais. Há dias ouvi um jornalista dizer assim um tanto a brincar, porque razão não se reciclavam os livros, se os jornais tinham esse fim... Até é verdade, mas não me vejo a colocar um livro num contentor. Assim estou na eminência de ter de adquirir uma estante baratucha, e colocá-la no hall de entrada, quase atrás da porta, porque outro local também já não há. Eu até estou com medo de começar a tratar disso, porque depois pego num livro, abro, leio, abro outro, recordo, e o tempo vai passar sem que eu me aperceba. Tenho alguns com mais de cem anos, esses devidamente arrumados, são para mim reliquias, assim como outros não tão idosos, mas também já na terceira idade...Sim, porque o estatuto não deve ser só para os humanos.
Já a minha mãe gostava de ler, e aos poucos comprou a obra de Julio Dinis. Foram esses os primeiros romances que mais tarde eu li, porque nessa altura os pais é que decidiam o que se devia ou não ler. Eu gostava muito daqueles romances da capa e espada do Walter Scott, e também das histórias de Roma e dos Romanos. Posteriormente adquiri outras preferências e li escritores estrangeiros e nacionais,ficando fã e ainda hoje sou do "nosso" Eça de Queirós. 
Quando casámos o meu marido também trouxe livros de vários autores, e entre eles alguns do escritor da sua preferência que é o Ernest Hemingway. Apreciava-o sobremaneira,de modo que eu quando entrava numa livraria, e naquela altura havia muitas, comprava sempre para ele mais um livro deste Nóbel. Hoje estive com alguns na mão, e a recordar; sabe bem...
Mas ao longo dos anos nunca deixámos de comprar livros, (ainda agora) e eles vão-se acumulando. Contagiámos as filhas no mesmo sentido, que além dos livros de estudo, também adquiriram coleções.
E assim aqui estou a debater-me com a falta de espaço; - ou melhor, o espaço é que já está demasiado ocupado, e eu sem coragem para considerar os livros como objectos inúteis, pelo contrário dou-lhe o valor que merecem.
Mas será que alguém se atreve a deitar os livros fora?  Se tal acontece, eu mesmo com tantos para acondicionar, ainda sou capaz de ir recolher os "enjeitados..."

 

Sósias do escritor Hemingway

Este homem será o Ernest Hemingway,ou será um Sósia que perdeu o avião, e por isso faltou ao concurso na Flórida ?...

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O branco e o verde

Não sei nada de botânica, de modo que ignoro qual o nome da planta que assim floriu. Os canteiros que compõem a Urbanização onde moro, estão atualmente  cheios destas flores, umas brancas, outras azuis. Optei por fotografar a branquinha o mais perto possível, mesmo sabendo que ficaria cortada. No fim, não gostei muito, mas era tarde de mais para voltar atrás...

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Eu Roubei as Borboletas

Não se pode ser simpático... Não é verdade Zito amigo? Dedicou-me as Borboletas, foi gentil, e em retribuição pela bonita atitude, eu roubei-lhas...
Mas não estou arrependida, porque gosto muito delas!




Estas borboletas estão no blogue Arroscatum e agora estão também aqui!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A Barragem

Há bastante tempo já, que no nosso país não há paz. Eu não estou a afirmar que estamos em guerra, Deus e todos os Santinhos nos livrem desse monstro hediondo a que se chama guerra. Temos um género de relativo socêgo que se parece e bem com uma paz pôdre... Mas não há paz de espirito, há descontentamento, receio do presente e do futuro, muitas pessoas em sofrimento por não conseguirem estabilizar os seus débitos, pobreza, muita tristeza escondida, e até suicídios de onde menos se espera. Eu nunca pensei que havia de assistir ao que nos é dado ver actualmente, dia após dia, principalmente depois dos portugueses terem conseguido atingir um nivel de vida razoávelmente satisfatório. E penso, será que tudo o vento levou? Esse lapso de vida melhorada foi só uma amostra? Se foi, aqui fica o meu lamento, porque o bem alheio também nos aníma. No silêncio da minha casa,agora meio escurecida para travar o calor do sol, dou por mim a pensar no passado: - As pessoas viviam tão pobres, pobres de tudo, digamos que " viviam amarradas..." Contudo não se sentiam infelizes, parecia que já tinham nascido com a conformação instalada em si mesmas. Estava errado tal sistema; "o mundo rola e avança" dizia o grande Gedeão, e assim é na verdade; mal vai se ficamos estáticos sem desejarmos um pouco mais, e sem tentarmos.
Continuando no mesmo raciocínio relativo ao passado,lembrei-me das excursões realisadas nos anos 50 e 60, a partir da minha terra. Era a unica forma das pessoas viajarem uma vez por ano. Sem comodidade nenhuma é certo, em autocarro desconfortável, barulhento e moroso; dormir com as estrelas como teto, em cima duma esteira e cobertores no chão. Os homens gostavam de dormir no tejadilho do autocarro, e tudo aquilo era uma alegria; partilhavam os farnéis, era uma confraternização saudável.Partiam num dia de manhã cedinho e regressavam no dia seguinte pela noitinha, ou mesmo já noite dentro. Eu nunca fui, mas tinha tanta pena quando via a camionete a iniciar a viagem... porém os meus pais nunca se entusiasmaram, aquilo era desconfortável, dizia a minha mãe e tinha razão.
Mas foi assim, a pagarem a viagem antecipadamente, semana a semana, durante quase um ano, que muitas Montemorences daquele tempo estiveram em Aveiro, no Porto, em Braga, em Viana do Castelo, no Gerês, na Serra da Estrela, nas Ermidas das Santinhas Milagrosas, etc, e claro em Fátima; mas esse era outro passeio diferente, único.
Até que foi inaugurada com grande festa a Barragem do Castelo de Bode. Aquilo era e é, uma obra fantástica, mas a maioria das pessoas não sabia ao certo do que se tratava. Nesse ano o promotor da excursão que era sempre o mesmo (homem sério muito respeitado, e estimado) ao programar o itenerário, desta vez para outra zona do paíz, incluiu também uma visita à Barragem do Castelo de Bode. E lá foram contentes e ansiosos... Ao regressarem vinham satisfeitos como sempre acontecia, e a totalidade das pessoas gostou do passeio, mas em relação a mais esta aliciante visita, não esconderam a decepção, e na sua simplicidade explicavam que a camionete parou lá no sitio, mas que embora procurássem não tinham visto nenhum Castelo, nem tão pouco nenhum Bode...

São estórias, mas verdadeiras.

domingo, 7 de julho de 2013

Figueira da Foz, praia que chega para todos

A nossa Figueira num dia de calor, há uns tempos atrás.
(foto do Sr.Aníbal de Matos)

sexta-feira, 5 de julho de 2013

As Piteiras

As piteiras, fortes, que dependem quase só da água da chuva; e da terra. Contudo são como monumentos, lindas, apesar dos picos...

Ainda as Piteiras

Tinha chuvido muito nos dias anteriores, e à volta da "minha" urbanização, as árvores, arbustos e relvados estavam saudáveis, viçosos, e cada verde mais bonito como que rivalizando entre si. Eu saí para as compras semanais, e se por vezes usufruo da ajuda do meu marido, noutras prefiro bastar-me a mim própria sem ter de observar horários a contento de ambos. É muito perto da nossa casa e com tempo ameno até serve como passeio. Levei o meu carrito, (das compras, não confundir...) e lá fui calmamente. Não desci para a rua, segui no parquinho paralelo aos edificios, e reparei naquelas verduras, e numas piteiras, eu acho que até são piteiras bravas. Parei, e disse para mim própria: tenho aqui passádo tantas vezes,e só hoje reparo; como cresceram!... Foi já há uns anos atrás que um vizinho, um sr. já reformado, tratou de as colocar de forma um tanto simétrica. Retomei o meu caminho, mas não afastei as lembranças; o sr. em questão, não era nada simpático, a esposa era professora reformada, e doente, mas recebia de modo alegre os cumprimentos normais, aquele bom dia há moda antiga, de que eu ainda não me esqueci, mas ele não, nem dava oportunidade para tal. Mas no dia em que ele cultivou as piteiras, eu passei, e reparei que havia mais em cima dum mólho de ervas prontas a ir para o lixo. Eram pequenas, com tres folhas se tanto; aproximei-me, e pedi-lhe se me vendia duas, que seriam para colocar em dois vasos de pedra na rua, ao lado da porta de entrada do salão de cabeleireiro que nessa altura tinhamos na nossa terra, Montemor-o- Velho. O sr. foi muito solicito, até desvalorisou o produto dizendo que iam para o lixo; escolheu as melhores que eu trouxe agradecida. Suponho que foi a unica vez que lhe ouvi a voz. Eles não tinham ainda muita idade, no entanto, ambos já deixaram o nosso mundo.
Quando voltei das compras, parei no mesmo local, mas para descançar um pouco,e
de novo o mesmo assunto me absorveu, de tal modo que nem reparei que alguém se aproximava. Uma senhora ainda nova caminhava no meu sentido,e sorridente, parou perto de mim,parecia que me vinha perguntar algo, mas não. Eu ainda influenciada pelos meus pensamentos disse-lhe à guiza de estar ali parada; - o sr. que vivia nesta casa, e apontei para cima, colocou estas plantas aqui há poucos anos, esta já está mais alta do que ele era... como ele gostaria de as ver, mas já partiu... A Natureza é eterna, mas o homem vive pouco.

Ela respondeu- me sempre a sorrir - olhe, esse sr., está agora a comunicar consigo do Céu! Eu não sube como confirmar ou negar, e por isso fiquei calada.

Ela disse adeus, e retrocedeu (voltou para trás...) 

E eu segui para casa, a perguntar-me se aquilo tinha sido verdade, ou se tinha sonhado....


(uns dias depois fiz a fotografia, mas o sol já tinha mostrado a força do seu demasiado calor)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Que é Nacional é Bom

Não tenho tendência para comprar produtos estrangeiros. E no ramo alimentar sigo de igual modo. Ando sempre a procurar as laranjas do Algarve, dantes havia também as de Setúbal. Recordo-me que lá fabricavam um doce de laranja, vendia-se em caixas, não sei se seriam bolinhos... Mas ao que parece isso já acabou, porque das ultimas vezes que voltei a esta cidade, das laranjas e seus derivados nem sombra.
Hoje fui numa pressa ao supermercado habitual, para trazer cerejas. Ainda não as tinha provado este ano, e daqui a pouco também acabam. Havia tudo o que eu queria, as laranjas, as maçãs e as cerejas; tudo nacional, fresquinho e bom. Mas de vez em quando eu reparo nuns pêssegos diferentes, e hoje lá estavam eles. Nem sequer são bonitos, são fora do vulgar. Peguei um, estava maduro, resolvi trazer quatro. ( Mea-culpa porque estes não são nacionais)
São do Paraguai. Longe foi seu nascimento... Também não sei se vieram de lá, ou se são os pessegueiros oriundos do Paraguai e os frutos cá produzidos. A etiqueta diz pêssegos do Paraguai.
Pensei que seriam muito bons, mas tenho de tirar a palavra muito, porque chamar-lhe bons já é uma condescendência. Comem-se... não vai ser necessário cosinhá-los. É fruta, mas nada mesmo excecional. Recordei-me dos "nossos" pêssegos da região de Alcobaça, que mimos! E do mercado das Caldas da Rainha, onde a cada passo deparamos com um cestinho deles, acomodados entre folhas do pessegueiro. É só escolher pelo tamanho, porque em qualidade e sabor não há escolha, são todos divinais.
Não vou repetir a compra d'hoje, por isso vou aqui colocar a foto dos Paraguaios como recordação, porque do sabor, já esqueci.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Flores para Santo António

Gosto de saber a opinião das amigas. E se me parece certa, acato-a. Pois uma amiga disse-me por telefone que Santo António deve ter flores, sobretudo hoje, e que eu tinha colocado uma foto demasiado pobre, nem uma florinha... Certo, mea-culpa... Não tenho cravos, mas com o que tinha fiz um humilde adorno... Será que estou desculpada? Perdoada, nem tanto...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Santo António de Lisboa

Amanhã é dia de Santo António. Comemora-se na Liturgia, mas também com festas ruidosas, danças, marchas populares, e foguetes.
Eu sempre respeitei muito este Santo, é o nosso Santo português, que até nos é disputado por Pádua. Já aqui tenho confessado,e com lamentos, a minha falta de fé, ou antes a respectiva perda gradual, pois tempos existiram em que eu era crente em absoluto, e creiam que actualmente até sinto mágoa pela alteração do meu pensamento. Várias vezes pedi proteção a Santo António, e sempre me "ouviu"... Comprei a sua imagem de marfinite, em Braga, e está connosco há mais de trinta anos.
No entanto, esta dualidade em que me debato, esta dificuldade em assumir sem dúvidas, vive em mim e é mais forte do que eu. 


Mas não é por isto que deixo de respeitar, e admirar o nosso Santo António,franciscano,missionário, mestre de teologia em Bolonha, Montpellier e Tolouse, grande pregador e póstumamente Doutor da Igreja. Antes de ser Santo ele foi um Homem de extraordinária inteligência,e dedicação aos seus semelhantes, sobretudo aos mais carenciados. Foi um Homem diferente, daí estar nos altares.

Não resisto a colocar aqui uma poesia alusiva a Santo António. Ela é por de mais conhecida, mas é tão bonita....

O Passeio de Santo António

Saíra Santo António do convento,
A dar o seu passeio costumado
E a decorar, num  tom rezado e lento,
Um cândido sermão sobre o pecado

Andando, andando sempre, repetia
O divino sermão piedoso e brando,
E nem notou que a tarde esmorecia,
Que vinha a noite plácida baixando...

E andando, andando, viu-se num outeiro,
Com árvores e casas espalhadas,
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua das fartas, das puxadas.

Surpreendido por se ver tão longe,
E fraco por haver andado tanto,
Sentou-se a descansar o bom do monge,
Com a resignação de quem é santo...

O luar, um luar claríssimo nasceu.
E num raio dessa linda claridade,
O Menino Jesus baixou do céu,
Pôs-se a brincar com o capuz do frade.

Perto, uma bica d'água murmurante
Juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante
O luar, mais alto, iluminava mais.

De braço dado, para a fonte, vinha
Um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
Ele trazia... o coração no peito.

Sem suspeitarem de que alguém os visse,
Trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
- Ó Frei António, o que foi aquilo?...

O Santo, erguendo a manga de burel
Para tapar o noivo e a namorada,
Mentiu numa voz doce como o mel:
- Não sei o que fôsse. Eu cá não ouvi nada...

Uma risada límpida, sonora,
Vibrou em notas de oiro no caminho.
- Ouviste, Frei António, ouviste agora?
- Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho...

- Tu não estás com a cabeça boa...
Um passarinho a cantar assim!...
E o pobre Santo António de Lisboa
Calou-se embaraçado, mas por fim,

Corado como as vestes dos cardeais,
Achou esta saída redentora:
- Se o Menino Jesus pergunta mais,
... Queixo-me à sua mãe Nossa Senhora!

Voltando-lhe a carinha contra a luz
E contra aquele amor sem casamento,
Pegou-lhe ao colo e acrescentou: Jesus,
São horas... E abalaram pró convento.

(Augusto Gil)


terça-feira, 11 de junho de 2013

Recordando

Não sei desde quando eu reparei na poesia (decerto nos bancos da escola) e comecei a gostar de a ler, para mim, naturalmente. Confesso que de tanto a apreciar, quando apareceram as rádios pirata, e eu, e o meu marido, nos tornámos "rádialistas à pressa" aos sábados à noite durante três horas, eu tratei logo de lançar no meu espaço uma rubrica de poesia. Chamei-lhe O Cantinho do Poeta! Eu não sabia declamar poesia, limitava-me por isso, a lêr o melhor que podia, e com persistência consegui até melhorar um pouquinho. Ai, como eu gostei de recordar os poetas portugueses, nunca repeti nenhum, era mesmo necessário ser surpreza. Em casa fazia um curto texto sobre a biografia, e escolhia um soneto, ou umas quadras, conforme o poeta a recordar e sua obra, e lá ao microfone, depois de ler o texto primeiro, e a poesia a seguir, fazia a pergunta:-"estimados ouvintes, como se chama este poeta?..." Quando o telefone começava a tocar do lado de lá do vidro, e o camaramen me fazia sinal que ia colocar o ouvinte "no ar" para eu atender, o mundo lá fora podia parar, porque o meu mundo estava ali... Aquela hora era minha, as restantes eram de nós os dois, mas essa produção era do meu marido, apenas a musica era da minha escolha, derresto eu levava sempre dos meus discos, de casa. E nestas andanças permaneci perto de tres anos. O meu marido um pouco mais. A rádio prende, hoje recordo e tenho saudades de tudo, dos companheiros que já partiram, das conversas e risadas entre todos com o microfone fechado, das atenções dos ouvintes, até do nervoso que por vezes era dificil de evitar.
Também tenho uma história, e vou contar.

- Tinha terminado o meu espaço de poesia, quando o director de programas me chamou, para me dizer que aquele ouvinte de Coimbra (disse o nome) lhe tinha perguntado se eu sabia uma poesia do Conde de Monsaráz, intitulada A Lenda das Arcas; ele respondeu que decerto eu sabia, mas se me queria perguntar, eu podia ir atender o telefone, e ele queria de facto perguntar-me. Lá fui ao telefone atender o ouvinte, que era delicado, e gostava de poesia, gostava do programa, e lá me falou da tal poesia das Arcas, que ele conhecia e eu também, e eu ainda o informei, de que na Figueira da Foz existia um palacete, onde o autor desse poema teria nascido... A conversa até estava aparentemente para durar, quando ele me perguntou " o Sr. Olímpio é seu pai, não é? " Com a maior das naturalidades, respondi com a verdade, que era meu marido, e já há muitos anos.
Um tanto atrapalhado pediu desculpas, que eu lhe disse desnecessárias, pois não se tratou de nenhuma ofensa. " No intimo até achei graça, mas não lhe disse..."
A conversa acabou logo; disse adeus, e nunca mais voltou a telefonar para responder no programa de poesia, do qual ele era habitual.

E  quem foi  a culpada  disto tudo ? A Poesia !

 

sábado, 8 de junho de 2013

Tão lindos e tão amarguinhos

Entrei no "meu" supermercado e diriji-me ao lugar das frutas e legumes. Que agradável o perfume das frutas frescas onde subressaía o dos morangos, e que beleza de cores. Reparei que também havia alperces; trouxe outras frutas,mas como eram novidade decidi trazer. Escolhi dos mais coradinhos, e trouxe, poucos, para experimentar. Mas ao almoço quando já adivinhávamos o seu sabor, ficámos desiludidos, decerto eles tinham convivido de perto com o quiníno... amarguinhos a valer, impossíveis de comer. Mas deitar alimentos no lixo é pecado. Então, aqui nada se estraga, tudo se transforma. (a frase não é minha)
Abri-os ao meio e retirei os carocinhos.
Borrifei com aguardente de bagaço, e polvilhei generosamente com açúcar.
   
 
          Deixei repousar um tempinho, para que absorvessem o aroma da água ardente, e a  doçura
          do açúcar.- Depois juntei uma pitada de sal e coloquei ao lume,

                                    
                E deixei cosinhar durante uns quinze minutos aproximadamente...          
                              Retirei as metades de alperce um a um e coloquei em espera...
Deixei ao lume a calda a apurar mais um pouquinho, junto com a casca dos frutos que se tinha separado deles durante a fervura. Retirei do calor e deixei arrefecer. Com a varinha mágica tornei a calda cremosa, e espumosa, e espalhei-a sobre a fruta. Ficou uma delicia, acreditem.
Prometo repetir...

terça-feira, 4 de junho de 2013

No Benfica / Guimarães...

Não foi neste Domingo, mas sim no anterior, que reparei num facto que deve ter sido observado por centenas de pessoas no nosso País. Comentei no momento com o meu marido, e pensei logo que iria aqui falar do que me prendeu a atenção. Porém a preguicíte atacou-me e eu deixei, e posteriormente até pensei em calar-me ( já ficou para trás dizia a mim própria) mas como também sou resingôna, aqui estou a premir as teclas, para contar não uma história do passado mas para manifestar a minha estranhêza por atitudes acontecidas no presente. Pois foi naquele Domingo em o País quase parou por causa do futebol, e com alguma razão; era um momento alto, era o Benfica e o Guimarães, e jogava-se para a Taça de Portugal.
Até eu que "não sofro" com os resultados, acabei por me envolver e assistir ao jogo todo, pela Televisão.

Eu também gósto daquele aparato antes do jogo, a saída dos respectivos autocarros com os jogadores, a chegada ao estádio, as entrevistas que os jornalistas captam ali à entrada, com opiniões exageradamente confiantes dos adeptos, e por vezes sem nexo; e se no estádio se ouve o Hino Nacional eu não perco. De igual modo se no fim há entrega de medalhas e da Taça, eu quero ver. É a festa, a recompensa, há aplausos, alegria, é bonito, pelo menos essa é a minha opinião. E é aqui que surge o tal pormenor. Pormenor ??? esta palavra não me parece adequada... mas, adiante.

Num local especifico, estavam algumas individualidades convidadas e entre elas como é hábito neste ultimo jogo, estava o Presidente da Républica de Portugal de pé. Os jogadores dos dois clubes subiram até lá, para que lhes fôsse colocada a respectiva medalha, e aos vencedores também ser entregue a desejada Taça.
Manda a boa educação que os jogadores cumprimentem o Presidente da Républica, e alguns assim fizeram; mas a maioria passou pela sua frente, ignorando-o completamente. Eu digo sempre o mesmo: -"aquele homem" que estava ali de pé, é o chefe supremo da Nação, é o Presidente da Républica de Portugal. Em especial pelo cargo de que está investido, devemos-lhe respeito. Como cidadão até podemos censurá-lo, mas devemos proceder para com ele com educação. Não sermos nós mal educados, não nos fica bem.

É bem verdade que cada vez estamos mais pobres, já não é só a falta de dinheiro, são os valores morais, que desapareceram dos gostos dos portugueses. É chique ser mal educado, e de preferência em público.




Pobre Portugal, o que te espera?