Diz-se que candeia que vai à frente alumía duas vezes...
Nesse sentido tudo pode acontecer um pouco mais cêdo, sendo maior a surprêsa. O mês de Dezembro começa amanhã, mas eu já recebi hoje o primeiro presente de Natal !
Frutas bonitas e perfumadas; dá gosto estar por perto...
Gostei muito! Tanto, que decidi fotografá-las.
Do sabôr, que já adivinho, falarei depois.
sábado, 30 de novembro de 2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
O casaco branco
Eu julgava que já tinha contado as minhas histórias todas, mas hoje sem procurar, a imaginação trouxe-me esta. Foi há tanto tempo, anos sessenta...
Eu tenho a impressão que naquela altura, as pessoas, sobretudo jovens, eram mais vaidosas. Ligava-se muito ao vestuário, não havia roupas de marca, era tudo confecionado por medida, ao geito do corpo. Havia modistas, alfaiates, e costureiras que trabalhavam diáriamente na arte da costura. E algumas casas em Lisboa já recebiam roupas prontas, feitas não sei onde, mas que marcavam a moda e eram caras.
O meu marido que nessa altura residia na Capital, e era apenas meu conversado (era assim que se chamava) fez compras numa dessas lojas de moda, e quando chegou o mês de setembro época das festas da Vila, veio a Montemor-oVelho onde eu residia. Apareceu-me todo elegante, vestido com calça preta e casaco de linho branco, e engravatado, claro, naquela altura era assim.
No principio do ano seguinte casámos, ficámos a residir na zona de Lisboa, e quando acabou a lua de mel, eu com vagares, tratei de pôr as roupas em ordem. Lá encontrei o casaco branco devidamente acondicionado numa mala, e o meu marido até me recomendou cuidados com ele, que vestiria depois na primavera. Coloquei-o no guarda fatos e não pensei mais.
Quando o mês de Maio chegou, aconteceu termos de vir a Coimbra tratar dum assunto. Seria no dia 28 de Maio que há época era feriado nacional. O tempo tinha aquecido, apetecia roupa um pouco mais leve, e então o meu marido uns dias antes disse-me que nesse dia iria vestir aquele casaco branco. Perfecionista como sempre, entendi que o dito cujo não estava devidamente limpo, e em vez de o levar á lavandaria para limpar a seco como fazia com os fatos escuros, tratei de o meter no tanque e comecei a lavá-lo com sabão. Fiquei estarrecida... o que eu tinha nas mãos já não era um casaco, era um monte de tecido retorcido, todo encolhido, dum lado maior do que do outro, todo assimétrico, uma lástima. E eu amargurada com a minha obra...
Há noite quando o meu marido chegou, lá arranjei forças para lhe dizer que tinha estragado o casaco. Ele a principio até pensou que eu estava a brincar, mas quando a realidade foi mais forte, ficou decepcionado; "o casaco que era novo e tinha sido caro..." e repetia uma e outra vez. Fez-me censuras, pois claro... e naquela altura do campeonato, ainda casados de fresco, aquilo foi para mim o fim do mundo... Recordo que nem jantei, comi uma canja, e fui prá cama chorar.
No dia previsto viajámos para Coimbra no combóio, e eu sempre a pensar no casaco... Depois de tratarmos do assunto que ali nos levou, fomos visitar os Padrinhos. A certa altura a Madrinha fez questão de me levar só a mim ao andar superior da residência para falarmos, e fomos ao terraço; uma vista lindíssima sobre o Mondego, fiquei maravilhada. Mas eu estava aflita, e contei-lhe do casaco: ela como desconhecia a dimensão do estrago que era total, animou-me, e disse que eu com o meu jeito iria descoser e remediar...
De facto remediei. Mas como? Fiz eu um casaco novo.
No rés do chão do nosso prédio havia uma lojinha de tecidos. Fui lá buscar umas amostras de algo parecido e que agradásse ao"prejudicado".Tecido aprovado, comprei, assim como entretela e forro.
Eu não sabia corte de alfaiate, mas sabia como fazer para o arranjar.
Um alfaiate muito conceituado com estabelecimento na rua Augusta, tinha feito uns fatos para o meu marido, e também a indumentária para o casamento. Sacrifiquei um lençol usado, e colocando uns pedaços dele sobre um dos casacos, com muito cuidado, cortando aos poucos, construí todos os moldes necessários e completamente à medida. Depois, confecionar não era problema, fiz uma obra perfeita. Do casaco retorcido aproveitei apenas os botões.
Uns dias depois, quando o meu marido chegou e entrou no quarto, encontrou "em pose" em cima da cama, o casaco novo. Gostou.
No dia seguinte já o levou para o trabalho. Naquele salão só as empregadas usavam bata. Os homens trabalhavam de fato inteiro e gravata, fosse verão ou inverno. Todos repararam no casaco e à pergunta normal "onde compráste" veio a resposta, secalhar com alguma doze de vaidade, foi a minha mulher que fez! Mesmo à distância eu senti os louros... mas não merecia todos, porque o corte pertencia ao grande Alfaiate. Só que isso, eu não disse a ninguém.
Eu tenho a impressão que naquela altura, as pessoas, sobretudo jovens, eram mais vaidosas. Ligava-se muito ao vestuário, não havia roupas de marca, era tudo confecionado por medida, ao geito do corpo. Havia modistas, alfaiates, e costureiras que trabalhavam diáriamente na arte da costura. E algumas casas em Lisboa já recebiam roupas prontas, feitas não sei onde, mas que marcavam a moda e eram caras.
O meu marido que nessa altura residia na Capital, e era apenas meu conversado (era assim que se chamava) fez compras numa dessas lojas de moda, e quando chegou o mês de setembro época das festas da Vila, veio a Montemor-oVelho onde eu residia. Apareceu-me todo elegante, vestido com calça preta e casaco de linho branco, e engravatado, claro, naquela altura era assim.
No principio do ano seguinte casámos, ficámos a residir na zona de Lisboa, e quando acabou a lua de mel, eu com vagares, tratei de pôr as roupas em ordem. Lá encontrei o casaco branco devidamente acondicionado numa mala, e o meu marido até me recomendou cuidados com ele, que vestiria depois na primavera. Coloquei-o no guarda fatos e não pensei mais.
Quando o mês de Maio chegou, aconteceu termos de vir a Coimbra tratar dum assunto. Seria no dia 28 de Maio que há época era feriado nacional. O tempo tinha aquecido, apetecia roupa um pouco mais leve, e então o meu marido uns dias antes disse-me que nesse dia iria vestir aquele casaco branco. Perfecionista como sempre, entendi que o dito cujo não estava devidamente limpo, e em vez de o levar á lavandaria para limpar a seco como fazia com os fatos escuros, tratei de o meter no tanque e comecei a lavá-lo com sabão. Fiquei estarrecida... o que eu tinha nas mãos já não era um casaco, era um monte de tecido retorcido, todo encolhido, dum lado maior do que do outro, todo assimétrico, uma lástima. E eu amargurada com a minha obra...
Há noite quando o meu marido chegou, lá arranjei forças para lhe dizer que tinha estragado o casaco. Ele a principio até pensou que eu estava a brincar, mas quando a realidade foi mais forte, ficou decepcionado; "o casaco que era novo e tinha sido caro..." e repetia uma e outra vez. Fez-me censuras, pois claro... e naquela altura do campeonato, ainda casados de fresco, aquilo foi para mim o fim do mundo... Recordo que nem jantei, comi uma canja, e fui prá cama chorar.
No dia previsto viajámos para Coimbra no combóio, e eu sempre a pensar no casaco... Depois de tratarmos do assunto que ali nos levou, fomos visitar os Padrinhos. A certa altura a Madrinha fez questão de me levar só a mim ao andar superior da residência para falarmos, e fomos ao terraço; uma vista lindíssima sobre o Mondego, fiquei maravilhada. Mas eu estava aflita, e contei-lhe do casaco: ela como desconhecia a dimensão do estrago que era total, animou-me, e disse que eu com o meu jeito iria descoser e remediar...
De facto remediei. Mas como? Fiz eu um casaco novo.
No rés do chão do nosso prédio havia uma lojinha de tecidos. Fui lá buscar umas amostras de algo parecido e que agradásse ao"prejudicado".Tecido aprovado, comprei, assim como entretela e forro.
Eu não sabia corte de alfaiate, mas sabia como fazer para o arranjar.
Um alfaiate muito conceituado com estabelecimento na rua Augusta, tinha feito uns fatos para o meu marido, e também a indumentária para o casamento. Sacrifiquei um lençol usado, e colocando uns pedaços dele sobre um dos casacos, com muito cuidado, cortando aos poucos, construí todos os moldes necessários e completamente à medida. Depois, confecionar não era problema, fiz uma obra perfeita. Do casaco retorcido aproveitei apenas os botões.
Uns dias depois, quando o meu marido chegou e entrou no quarto, encontrou "em pose" em cima da cama, o casaco novo. Gostou.
No dia seguinte já o levou para o trabalho. Naquele salão só as empregadas usavam bata. Os homens trabalhavam de fato inteiro e gravata, fosse verão ou inverno. Todos repararam no casaco e à pergunta normal "onde compráste" veio a resposta, secalhar com alguma doze de vaidade, foi a minha mulher que fez! Mesmo à distância eu senti os louros... mas não merecia todos, porque o corte pertencia ao grande Alfaiate. Só que isso, eu não disse a ninguém.
sábado, 16 de novembro de 2013
Mais um pôr do sol
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Sumi, mas estou de volta...
Olá amigas e amigos!
Grata pelas atenções recebidas, desejos de melhoras e palavras encorajadoras; eu recebi esses mimos todos, por email, por telefone, e aqui no meu birras; contudo a falta de disposição afastou-me do computador... Renovo agradecimentos, e junto o meu pedido de desculpas.
Mas hoje aqui estou! Ainda não é caso para deitar foguetes, mas como já me sinto melhor, estou animada e vim contar-vos.
Também por enquanto ólho o trabalho com má vontade, e como as teclas deste meu amigo me cativam sobremaneira, vim ao que gósto, e vou colocar uma poesia que encontrei num jornal à algum tempo já, precisamente em Março de 2008. "Gostei, guardei."
" Sombra dos mortos,maldição dos vivos.
Também nós... Também nós... E o sol recua.
Apenas o teu rosto continua
A sorrir como dantes,
Liberdade!
Liberdade do homem sobre a terra,
Ou debaixo da terra.
Liberdade!
O não inconformado que se diz
A Deus, à tirania, à eternidade.
Sepultos insepultos,
Vivos amortalhados,
Passados e presentes cidadãos:
Temos nas nossas mãos
O terrível poder de recusar!
E é essa flor que nunca desespera
No jardim da perpétua primavera".
(Manuel Alegre)
E quem poderia ser, senão ele, a falar em verso desta forma?!
Grata pelas atenções recebidas, desejos de melhoras e palavras encorajadoras; eu recebi esses mimos todos, por email, por telefone, e aqui no meu birras; contudo a falta de disposição afastou-me do computador... Renovo agradecimentos, e junto o meu pedido de desculpas.
Mas hoje aqui estou! Ainda não é caso para deitar foguetes, mas como já me sinto melhor, estou animada e vim contar-vos.
Também por enquanto ólho o trabalho com má vontade, e como as teclas deste meu amigo me cativam sobremaneira, vim ao que gósto, e vou colocar uma poesia que encontrei num jornal à algum tempo já, precisamente em Março de 2008. "Gostei, guardei."
" Sombra dos mortos,maldição dos vivos.
Também nós... Também nós... E o sol recua.
Apenas o teu rosto continua
A sorrir como dantes,
Liberdade!
Liberdade do homem sobre a terra,
Ou debaixo da terra.
Liberdade!
O não inconformado que se diz
A Deus, à tirania, à eternidade.
Sepultos insepultos,
Vivos amortalhados,
Passados e presentes cidadãos:
Temos nas nossas mãos
O terrível poder de recusar!
E é essa flor que nunca desespera
No jardim da perpétua primavera".
(Manuel Alegre)
E quem poderia ser, senão ele, a falar em verso desta forma?!
domingo, 3 de novembro de 2013
Obras, um mal necessário
Pois amigos e amigas visitantes,
Procuro trazer para aqui coisas bonitas, ou pouco feias, mas desta vez trouxe o que me acompanhou durante cinco dias em que vivi atormentada. Obras em casa, mais própriamente desfazer na totalidade um quarto de banho, e refaze-lo com tudo novo.Os trabalhadores corretos, aplicadíssimos, nem um instante se descuidavam, uma equipa perfeita. Mas tudo leva seu tempo, e o pior foi o pó, que mesmo com o cuidado de fechar portas e tapar móveis, alastrou a quase toda a casa.
Já passou, mas creiam que ainda não tenho a casa em ordem; e seja ou não por causa destes pós, eu voltei a piorar em relação aos brônquios. Há quatro dias que estou de novo doente. Para arranjar ânimo, vim aqui contar "os meus males", porque desabafar, alivía.
Abraços para todos vós.
Aqui no patamar da entrada começava o estaleiro. Bom mesmo é o visinho só aqui vir de férias...
Porta aberta, casa guardada... era assim das oito da manhã às sete da tarde.
Procuro trazer para aqui coisas bonitas, ou pouco feias, mas desta vez trouxe o que me acompanhou durante cinco dias em que vivi atormentada. Obras em casa, mais própriamente desfazer na totalidade um quarto de banho, e refaze-lo com tudo novo.Os trabalhadores corretos, aplicadíssimos, nem um instante se descuidavam, uma equipa perfeita. Mas tudo leva seu tempo, e o pior foi o pó, que mesmo com o cuidado de fechar portas e tapar móveis, alastrou a quase toda a casa.
Já passou, mas creiam que ainda não tenho a casa em ordem; e seja ou não por causa destes pós, eu voltei a piorar em relação aos brônquios. Há quatro dias que estou de novo doente. Para arranjar ânimo, vim aqui contar "os meus males", porque desabafar, alivía.
Abraços para todos vós.
Aqui no patamar da entrada começava o estaleiro. Bom mesmo é o visinho só aqui vir de férias...
Porta aberta, casa guardada... era assim das oito da manhã às sete da tarde.
Lixo em duplicado
Mas isto era o quarto de banho ? E ficou assim em poucos minutos...
E isto, será o hall da minha casa? Quem tal pensaria...
E isto, será o hall da minha casa? Quem tal pensaria...
Tijolos e pouco mais
Desta varinha mágica é que eu gostei ! Em breves minutos estava a cola batida...
Quando começou a ganhar forma, mas muito rudimentar ainda...
Quando começou a ganhar forma, mas muito rudimentar ainda...
Um fim desejado
A obra ficou pronta, foram cinco dias, mas pareceu uma eternidade...
O Gabriel aproveitou a oportunidade; todo sorrisos, que nos contagiaram...
O Gabriel aproveitou a oportunidade; todo sorrisos, que nos contagiaram...
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Engraçado sem menosprezar
Criança é sempre um amor. Seja branca e lourinha,
ou seja escurinha e de cabelo encarapinhado.

E onde fui eu buscar esta ternura? Não adivinham? Então eu digo;
alguém que tal me permite, sem reservas. E quem é? É o
Zito, um amigo meu, do blog ARROSCATUM.
ou seja escurinha e de cabelo encarapinhado.

E onde fui eu buscar esta ternura? Não adivinham? Então eu digo;
alguém que tal me permite, sem reservas. E quem é? É o
Zito, um amigo meu, do blog ARROSCATUM.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
A Borboleta e a Flor

segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Uns dias no Paraiso
Eu ando como alguns relógios, sempre com atraso... As nossas férias no Algarve já quase estão esquecidas, e só hoje aqui vim falar delas. Mas mais vale tarde que nunca...
Pois eu tinha um desejo por realizar: -viver numa casa frente ao mar. Para residir em definitivo já não ia acontecer, de modo que um fim de semana, ou umas semanas de férias, seria a realização do sonho sempre adiado. Inesperadamente este ano aconteceu. Como adoeci, adiei o telefonema para garantir a mesma casa de sempre, e quando o fiz já estava ocupada. Porém o que parecia pouco agradável, termos de procurar casa, revelou-se simples e até favorável.
A sorte levou-nos de imediato para um quinto andar, com amplas varandas, e frente ao mar... Finalmente o sonho tornou-se realidade, foi mesmo surpresa agradável. Quando entrei na varanda, como eu fiquei contente... E nos dias seguintes que bons bocados de tardes eu ali passei, sentada a ler, ou a observar a maré que subia, e as gaivotas que voavam quase ao alcance da minha mão.
E também fotografei o que eu via lá do alto... Escolhi estas três fotografias.
Estas casinhas pertencem aos pescadores,são para guardarem os apetrechos da pesca.
Aqui havia animação de rua todas as noites. Lá está o placar de publicidade, e logo depois a entrada para a nossa praia.
A maré tinha sido grande, deixou a areia molhada e feia, mas logo mais o sol a deixaria seca.
Pois eu tinha um desejo por realizar: -viver numa casa frente ao mar. Para residir em definitivo já não ia acontecer, de modo que um fim de semana, ou umas semanas de férias, seria a realização do sonho sempre adiado. Inesperadamente este ano aconteceu. Como adoeci, adiei o telefonema para garantir a mesma casa de sempre, e quando o fiz já estava ocupada. Porém o que parecia pouco agradável, termos de procurar casa, revelou-se simples e até favorável.
A sorte levou-nos de imediato para um quinto andar, com amplas varandas, e frente ao mar... Finalmente o sonho tornou-se realidade, foi mesmo surpresa agradável. Quando entrei na varanda, como eu fiquei contente... E nos dias seguintes que bons bocados de tardes eu ali passei, sentada a ler, ou a observar a maré que subia, e as gaivotas que voavam quase ao alcance da minha mão.
E também fotografei o que eu via lá do alto... Escolhi estas três fotografias.
Estas casinhas pertencem aos pescadores,são para guardarem os apetrechos da pesca.
Aqui havia animação de rua todas as noites. Lá está o placar de publicidade, e logo depois a entrada para a nossa praia.
A maré tinha sido grande, deixou a areia molhada e feia, mas logo mais o sol a deixaria seca.
Gaivotas na areia
Aqui na praia dos pescadores há muitos barcos, redes amontoadas, pescadores sentados a tratar delas, e gaivotas convivendo de perto.
Barcos, mas sobretudo redes protegidas com tecido impermeável de várias cores. É assim na praia dos pescadores.
Barcos, mas sobretudo redes protegidas com tecido impermeável de várias cores. É assim na praia dos pescadores.
domingo, 13 de outubro de 2013
Gostei,roubei...
Aprecio este recorte escuro em forma de coração, e ao fundo as ondas brancas.
Estas duas são da autoría do meu marido. Bonitas, não acham? Direi mesmo excelentes, e eu até sou exigente. Gosto mesmo muito delas, e não perdi tempo "roubei-lhas."
Estas duas são da autoría do meu marido. Bonitas, não acham? Direi mesmo excelentes, e eu até sou exigente. Gosto mesmo muito delas, e não perdi tempo "roubei-lhas."
Quando o dia começa em Armação de Pêra
Pelas oito horas da manhã, com a praia quase deserta, só nossa...
A sétima onda, maiorsinha, a dizer-nos que isto também é mar salgado.
A sétima onda, maiorsinha, a dizer-nos que isto também é mar salgado.
Senhora dos Navegantes
Entrámos na Igreja. Esta é a imagem da Sra. dos Navegantes. Armação de Pêra foi e ainda é, mas em menor escala actualmente, terra de pescadores.
Praia diferente
Nuvens escuras e vento; chamado o levante, que por vezes é demasiado forte, assustador mesmo, mas desta vez não foi o caso. Apenas o mar alterado e a areia a agredir-nos...
O tempo mudou, e dissemos adeus
Estava calor, mas instalou-se a cor cinza no céu e no mar.
E a chuva já anunciada, não se fez esperar. Assim, adeus Algarve...
E a chuva já anunciada, não se fez esperar. Assim, adeus Algarve...
sábado, 12 de outubro de 2013
É bom fazer anos
Fica-se mais velha, mas recebe-se mimo. Livros, a minha colónia preferida (que por acaso até é indicada para o sexo oposto) e mais prendas.
As minhas filhas e o meu marido sabem das minhas preferências, e neste aniversário também não se esqueceram.
Ao fotografar não tive a devida atenção, e escondi o titulo do livro de Ken Follett, é O Estilete Assassino.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Mimos, bonitos e bons.
Já não é segredo, eu gosto muito de chocolate. Nunca recebi tantos como neste aniversário. Aqui só coloquei um de cada, mas a verdade é que as ofertas foram em triplicado... Penso que terei chocolate até ao Natal, porque eu consumo com moderação.
À conta do meu aniversário...
E porque não, eu oferecer também uma prenda a mim própria? Pois desta vez "lembrei-me" de mim. Não pensei muito no preço, e zás, mandei embrulhar. A carteirita pequena é para os cartões do multibanco, e tem até uma calculadora. A particularidade é apenas o material de que são feitas. Trata-se de cortiça, dos sobreiros do Alentejo, um produto português muito em moda actualmente, a chamada pele de cortiça.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Setembro 2013
Setembro é o mês dos aniversários cá em casa. Eu, e o meu marido, a filha mais nova, e também o Gabriel, nascemos todos em setembro. Só a filha mais velha é de fevereiro.
Assim no dia 30, mais um aniversário; da Clarinha,(que até é morena) que o passou a trabalhar, pois a Escola tem datas e horários que a tudo se sobrepõem. Eu como tinha vindo de férias, até me apeteceu cozinhar; coisa muito simples, mas gostosa... Jantar na cozinha, tudo na lei do menor trabalho.
Gostei, gostámos, de ter as filhas em nossa casa, à nossa mesa, como antigamente.
Assim no dia 30, mais um aniversário; da Clarinha,(que até é morena) que o passou a trabalhar, pois a Escola tem datas e horários que a tudo se sobrepõem. Eu como tinha vindo de férias, até me apeteceu cozinhar; coisa muito simples, mas gostosa... Jantar na cozinha, tudo na lei do menor trabalho.
Gostei, gostámos, de ter as filhas em nossa casa, à nossa mesa, como antigamente.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
E mais um ano eu somei.
Estas são as recordações fotográficas do meu aniversário. Foi em setembro. Como se tornou hábito, neste dia eu recuso cozinhar, e por isso vamos jantar ao restaurante. A filha mais velha fez as fotos, de modo que não ficou no grupo. Todos estamos com expressão esquisita, e eu já estava a começar a adoecer, mas ainda não tinha perdido o apetite...
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Bloguistas amigas e amigos
Nestes últimos meses a saúde tem andado a pregar-me partidas.
Mas será a saúde? Ou a falta dela?
Não quero acreditar em depressão, mas um desânimo intermitente (e ainda bem que não é constante) tem vindo a apoderar-se da minha pessoa. Por isso tenho descurado o blogue, que coitadito também está a ficar sem jeito.
Coloquei a borboleta azul, e logo no dia seguinte adoeci, mas a valer, com febre alta e qualquer coisa de grave no sistema respiratório. Médico, medicamentos e cama, durante uma semana, coisas tão desconsoladas para quem perspectivava sair de férias em dia já marcado... Sofri mesmo com tanto mal estar, e já nem pensava em Algarve nem nada, eu só queria silencio e isolamento. Mas, dizia o povo antigamente "que, a quem Deus promete, não falta", e na linha dessa máxima, eu fui presenteada com as melhoras, e embora ainda achacáda mas já em condições de viajar, lá segui ou melhor, lá seguimos, uns dias mais tarde do que o previsto, rumo ao Algarve. O computador ficou cá em casa, por isso só hoje (regressámos ontem) e já sentindo a sua falta, vim bater-lhe as teclas para mandar a todos vós as minhas saudações, com a promessa de recomeçar, e tentar fazer algo de melhor; se for capaz...
Mas será a saúde? Ou a falta dela?
Não quero acreditar em depressão, mas um desânimo intermitente (e ainda bem que não é constante) tem vindo a apoderar-se da minha pessoa. Por isso tenho descurado o blogue, que coitadito também está a ficar sem jeito.
Coloquei a borboleta azul, e logo no dia seguinte adoeci, mas a valer, com febre alta e qualquer coisa de grave no sistema respiratório. Médico, medicamentos e cama, durante uma semana, coisas tão desconsoladas para quem perspectivava sair de férias em dia já marcado... Sofri mesmo com tanto mal estar, e já nem pensava em Algarve nem nada, eu só queria silencio e isolamento. Mas, dizia o povo antigamente "que, a quem Deus promete, não falta", e na linha dessa máxima, eu fui presenteada com as melhoras, e embora ainda achacáda mas já em condições de viajar, lá segui ou melhor, lá seguimos, uns dias mais tarde do que o previsto, rumo ao Algarve. O computador ficou cá em casa, por isso só hoje (regressámos ontem) e já sentindo a sua falta, vim bater-lhe as teclas para mandar a todos vós as minhas saudações, com a promessa de recomeçar, e tentar fazer algo de melhor; se for capaz...
Mais um ano! Viver é um privilégio...
Esta foto pertence também ao conjunto daquelas feitas na praia do Pedrógão. O ambiente não parece bonito, é na esplanada dum restaurante popular; mas acreditem, as sardinhas assadas que ali comemos eram mesmo ricas!
Ricas no aspecto e no sabor!
Meu marido de parabéns nesse dia, completando mais um ano.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Eu gosto das borboletas
Desta vez, eu não roubei a borboleta. Palavra que não! Alguém não lhe ligou importância, e foi para colocar a revista no contentor... Pelo menos eu encontrei-a ali, em jeito de ter caído, e meio aberta, precisamente na folha onde ela estava, esta borboleta de características especiais. Vale a pena ler o pequeno texto com os pormenores.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Surpreendida
Não gosto muito de falar de dinheiro, nem do modo como qualquer de nós o gere, acho que é assunto do foro intimo, e por isso cada qual sabe de si.
Pela minha parte sempre o gastei com ponderação, não podia ser doutra maneira, e ainda hoje observo alguns limites, que não me agrada transpor. Mas não sou escrava do vil metal ao ponto de "andar ás voltas" por causa de evitar gastar uns escassos centimos.
No entanto, não gosto de algumas facilidades que considero erradas, que há quem pratique como sendo certas. Há pouco tempo ainda, mas não sei à quantos dias ou semanas, recebi uma encomenda vinda pelo correio, e entregue em mão por um funcionário da empresa. Era um pequeno pacote, cuja entrega era feita contra reembolso. O empregado recebeu o dinheiro, e quanto ao troco que eu aguardava, disse-me com ar mais que natural: - "eu tinha de lhe dar um euro, mas como não tenho, não dou".
Surpreendida, não disse nada, mas não gostei. Afinal um euro não é o valor dum saudoso escudo. Quero acreditar, mas não sei se deva, que ele não tivesse um euro, mas teria no dia seguinte e poderia colocar na caixa do correio. Assim, achei que aquilo foi uma espécie de caça à gratificação forçada.
E entretanto pensei : se isto é hábito nesta criatura, ao fim do mês deve ter colecionado qualquer coisa suficiente para uns cafésinhos bem bons...
Isto o necessário é ter ligeireza...
Pela minha parte sempre o gastei com ponderação, não podia ser doutra maneira, e ainda hoje observo alguns limites, que não me agrada transpor. Mas não sou escrava do vil metal ao ponto de "andar ás voltas" por causa de evitar gastar uns escassos centimos.
No entanto, não gosto de algumas facilidades que considero erradas, que há quem pratique como sendo certas. Há pouco tempo ainda, mas não sei à quantos dias ou semanas, recebi uma encomenda vinda pelo correio, e entregue em mão por um funcionário da empresa. Era um pequeno pacote, cuja entrega era feita contra reembolso. O empregado recebeu o dinheiro, e quanto ao troco que eu aguardava, disse-me com ar mais que natural: - "eu tinha de lhe dar um euro, mas como não tenho, não dou".
Surpreendida, não disse nada, mas não gostei. Afinal um euro não é o valor dum saudoso escudo. Quero acreditar, mas não sei se deva, que ele não tivesse um euro, mas teria no dia seguinte e poderia colocar na caixa do correio. Assim, achei que aquilo foi uma espécie de caça à gratificação forçada.
E entretanto pensei : se isto é hábito nesta criatura, ao fim do mês deve ter colecionado qualquer coisa suficiente para uns cafésinhos bem bons...
Isto o necessário é ter ligeireza...
domingo, 1 de setembro de 2013
No Pedrógão encantei-me de novo, e fotografei
Esta estrutura não é obra humana, é natural. Só pedra, com os seus milhares de vincos, e cortes. Obra de anos e anos, com o mar na sua constante erosão.
Ainda a beleza do Pedrógão
Ao lado direito na foto, é onde começa a praia para a maioria dos banhistas. Amanheceu com forte névoa, e nesta altura ainda não se tinha dissipado completamente.
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