As águas calmas do rio Nabão, numa tarde quentinha de Outono.
A ponte a convidar-nos a atravessá-la e a entrarmos para um passeio no Parque.
sábado, 25 de outubro de 2014
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Isto é Portugal
Subimos até ao alto e entrámos no Castelo Mourisco. Fotografei ao acaso, e na segunda foto sobressai um edificio de grandes dimensões, é o Hotel dos Templários. Qual é o nome desta cidade?
Eu sei que sabem, querem dizer-me?
Eu sei que sabem, querem dizer-me?
sábado, 18 de outubro de 2014
Já fez cem anos
O sino da Igreja começou a repicar alegremente, e as pessoas que no adro esperavam para ver sair os noivos repetiam: - já está casada! Já está casada! Umas quatro raparigas aproximaram-se da porta da Igreja, cada uma com um prato de pétalas de flores na mão, para as atirar ao casal assim que ali chegásse. A aldeia era pequena, todos se conheciam, e todos participavam das alegrias uns dos outros.
A comida para a boda estava decerto a esfriar, porque os abraços não acabavam mais, e retinham os noivos ainda no Adro da Igreja.
Uma familia em perspectiva, dizia um dos acompanhantes, ambos sabem bem tratar da lavoura, irão ter casa farta com o produto do seu trabalho. E assim aconteceu, fizeram as sementeiras, as sachas e as mondas, e viram as searas crescer, porém o Zé já não fez as colheitas.
Num dia que foi demasiado triste para a Rita, o Zé recebeu ordem para se apresentar no Quartel, que ele já conhecia, porque iria ser mobilizado para seguir para França; a guerra havia começado, e Portugal como aliado de Inglaterra ia participar.
A Rita gritou, e depois desfez-se em lágrimas. O Zé fazia-se forte e repetia;- tem coragem mulher, nem todos que vão prá guerra lá ficam.- Eu hei-de voltar! - Eu volto, vais ver... - Sei lá se voltas, dizia em lágrimas a Rita. - Estou cheia de maus presságios, tenho o coração negro como a noite...
Passados dois dias, o Zé lá partiu, e com ele também outros homens dos lugares próximos. Na aldeia só se ouviam lamentos, não se falava noutra coisa.
Entretanto o tempo foi passando, a Rita tomou coragem, e deitou mãos ao trabalho; a lavoura ocupava-lhe o tempo de sol a sol.
Começou a ter esperança, e pensava - talvez Deus o proteja... E à noite na cama sózinha, rezava e pedia a almejada proteção. Era crente, e a fé uma enorme força, agora já não queria pensar no pior, o seu Zé iria voltar, dizia em pensamento.
Mas não... numa manhã de céu enevoado, inesperadamente alguém bateu à porta:
- quem é? inquiriu a Rita antes de abrir...
A voz de fora respondeu - carteiro! Sobressaltada correu a abrir a porta, ansiosa...
- trago uma carta, é do exército; disse o Sr. João, o carteiro, com ar apreensivo.
- eu não sei ler, abra se faz favor, e diga-me o que é que aí vem... disse a Rita já de lágrimas nos olhos.
Choraram os dois, o Zé não voltaria mais, ficara naquela batalha maldita.
----------------------------------------------------------------------------------------
A Rita vestiu o luto das viúvas, chorou a sua mágoa, viveu a desilusão e a tristeza, maldizendo aquela guerra estúpida e má, que tanto mal lhe tinha causado. As amigas davam coragem, com opiniões repetidas, que ela só tinha era de procurar conformar-se, porque já nada havia a fazer...
O tempo ia passando, a Rita continuava a trabalhar, e quantas vezes com as lágrimas a cairem na terra que cavava.
E um dia um primo do Zé, o Jorge, fez por se encontrar com ela no caminho para a mercearia. Falaram pouco tempo, ela tinha sempre pressa. A situação repetiu-se algumas vezes, sempre de modo igual. Mas um dia depois de muito pensar, ela decidiu dar crédito ao que ele lhe andava a propôr, e aceitou recebe-lo em casa para acertarem pormenores.
O Jorge todo palavroso, fazia-lhe referência favorável, dizendo que se sentia com sorte, pois ela até já tinha a casa posta, era um bom principio para ele. Começou o namoro... Combinaram casar daí a tres meses.
A Rita voltou a sonhar!
Mas o sonho acabou em pesadelo, quando um dia por uma questão fútil o Jorge se mostrou agastado e deixou de aparecer.
Ela deixou-se ficar "nas suas tamanquinhas" como sói dizer-se, mas daí a uma semana as lágrimas voltaram aos seus olhos. O Jorge ia casar com uma vizinha que já esperava um filho dele, e até a data para o casamento estava marcada.
No dia do casamento, a Rita, pela janela entreaberta viu o cortejo com os noivos todos sorridentes.
Também ela esperava um filho do Jorge... Em lágrimas ajoelhou-se no chão da cozinha, e desta vez não pediu ao seu Deus qualquer proteção. Pediu para aquela mulher que hoje era noiva, que se gozásse tanto do marido, como ela, que foi enganada na sua boa fé, e estava só.
Um mês depois, também o Jorge foi mobilizado, e mandado para a guerra. Morreu no campo de batalha em França.
Não chegou a conhecer o filho legitimo, nem a filha da Rita, ambos da mesma idade.
--------------------------------------------------------------------------
( Estamos em 2014. 100 anos sobre o inicio da primeira Guerra Mundial )
Escrevi este texto, simples, baseado em factos verídicos)
A comida para a boda estava decerto a esfriar, porque os abraços não acabavam mais, e retinham os noivos ainda no Adro da Igreja.
Uma familia em perspectiva, dizia um dos acompanhantes, ambos sabem bem tratar da lavoura, irão ter casa farta com o produto do seu trabalho. E assim aconteceu, fizeram as sementeiras, as sachas e as mondas, e viram as searas crescer, porém o Zé já não fez as colheitas.
Num dia que foi demasiado triste para a Rita, o Zé recebeu ordem para se apresentar no Quartel, que ele já conhecia, porque iria ser mobilizado para seguir para França; a guerra havia começado, e Portugal como aliado de Inglaterra ia participar.
A Rita gritou, e depois desfez-se em lágrimas. O Zé fazia-se forte e repetia;- tem coragem mulher, nem todos que vão prá guerra lá ficam.- Eu hei-de voltar! - Eu volto, vais ver... - Sei lá se voltas, dizia em lágrimas a Rita. - Estou cheia de maus presságios, tenho o coração negro como a noite...
Passados dois dias, o Zé lá partiu, e com ele também outros homens dos lugares próximos. Na aldeia só se ouviam lamentos, não se falava noutra coisa.
Entretanto o tempo foi passando, a Rita tomou coragem, e deitou mãos ao trabalho; a lavoura ocupava-lhe o tempo de sol a sol.
Começou a ter esperança, e pensava - talvez Deus o proteja... E à noite na cama sózinha, rezava e pedia a almejada proteção. Era crente, e a fé uma enorme força, agora já não queria pensar no pior, o seu Zé iria voltar, dizia em pensamento.
Mas não... numa manhã de céu enevoado, inesperadamente alguém bateu à porta:
- quem é? inquiriu a Rita antes de abrir...
A voz de fora respondeu - carteiro! Sobressaltada correu a abrir a porta, ansiosa...
- trago uma carta, é do exército; disse o Sr. João, o carteiro, com ar apreensivo.
- eu não sei ler, abra se faz favor, e diga-me o que é que aí vem... disse a Rita já de lágrimas nos olhos.
Choraram os dois, o Zé não voltaria mais, ficara naquela batalha maldita.
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A Rita vestiu o luto das viúvas, chorou a sua mágoa, viveu a desilusão e a tristeza, maldizendo aquela guerra estúpida e má, que tanto mal lhe tinha causado. As amigas davam coragem, com opiniões repetidas, que ela só tinha era de procurar conformar-se, porque já nada havia a fazer...
O tempo ia passando, a Rita continuava a trabalhar, e quantas vezes com as lágrimas a cairem na terra que cavava.
E um dia um primo do Zé, o Jorge, fez por se encontrar com ela no caminho para a mercearia. Falaram pouco tempo, ela tinha sempre pressa. A situação repetiu-se algumas vezes, sempre de modo igual. Mas um dia depois de muito pensar, ela decidiu dar crédito ao que ele lhe andava a propôr, e aceitou recebe-lo em casa para acertarem pormenores.
O Jorge todo palavroso, fazia-lhe referência favorável, dizendo que se sentia com sorte, pois ela até já tinha a casa posta, era um bom principio para ele. Começou o namoro... Combinaram casar daí a tres meses.
A Rita voltou a sonhar!
Mas o sonho acabou em pesadelo, quando um dia por uma questão fútil o Jorge se mostrou agastado e deixou de aparecer.
Ela deixou-se ficar "nas suas tamanquinhas" como sói dizer-se, mas daí a uma semana as lágrimas voltaram aos seus olhos. O Jorge ia casar com uma vizinha que já esperava um filho dele, e até a data para o casamento estava marcada.
No dia do casamento, a Rita, pela janela entreaberta viu o cortejo com os noivos todos sorridentes.
Também ela esperava um filho do Jorge... Em lágrimas ajoelhou-se no chão da cozinha, e desta vez não pediu ao seu Deus qualquer proteção. Pediu para aquela mulher que hoje era noiva, que se gozásse tanto do marido, como ela, que foi enganada na sua boa fé, e estava só.
Um mês depois, também o Jorge foi mobilizado, e mandado para a guerra. Morreu no campo de batalha em França.
Não chegou a conhecer o filho legitimo, nem a filha da Rita, ambos da mesma idade.
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( Estamos em 2014. 100 anos sobre o inicio da primeira Guerra Mundial )
Escrevi este texto, simples, baseado em factos verídicos)
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Presentes da Natureza
Não sei qual será o nome destas flores, mas atrevo-me a chamar-lhes sorrisos.
E a estas chamaria esperança e prosperidade...
Quem pela hera passou, e uma folhinha não apanhou, dos seus amores não se lembrou...
Eu lembrei-me....
Na varanda
Hoje amanheceu enevoado, a anunciar que a chuva não tardaria a cair. Estamos assim numa espécie de inverno antecipado; mas sem frio.
Abri a janela, e tinha uma visita na varanda, uma pombinha.Tenho de dizer que me esperava, pois se até ficou à espera que eu fôsse buscar a máquina para a fotografar...
Só depois sem pressa ou qualquer susto, voou ao encontro das companheiras,
Abri a janela, e tinha uma visita na varanda, uma pombinha.Tenho de dizer que me esperava, pois se até ficou à espera que eu fôsse buscar a máquina para a fotografar...
Só depois sem pressa ou qualquer susto, voou ao encontro das companheiras,
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Adeus Algarve
O tempo magnifico, quentinho, o mar em que eu vejo sempre beleza, e a ausência de tarefas de que ainda não me divorciei e que na Figueira me aguardavam, fez-me sentir pena de me ausentar sem termo, deste Paraíso. Um tanto penalizada, fotografei, e disse adeus...
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Milagres da Natureza
Duas flores bonitas que eu trouxe de Armação de Pêra para a minha amiga Nouredini, com um beijinho e um lamento, por não conseguir colocar comentário no seu Café e Bolinho.
Mesmo sem culpas, eu me sinto em falta com esta anomalía prolongada.
Abraços apertados para você amiguinha Nouredini.
Daqui, deste Portugal, da Dilita.
Mesmo sem culpas, eu me sinto em falta com esta anomalía prolongada.
Abraços apertados para você amiguinha Nouredini.
Daqui, deste Portugal, da Dilita.
domingo, 5 de outubro de 2014
Mesmo na praia...
Olá amigas e amigos!
Neste momento em minha casa,a T.V. está a apresentar um jogo de Futebol entre o Benfica e o Arouca. O meu marido que entre nós se tem confessado "curado" ( o que não é verdade) está ali caladinho a roer a unha, porque o Benfica ainda não marcou.
Assim, benfiquista sofre.....
Um dia depois de chegarmos ao Algarve ele somou mais um aniversário. Já sabemos que a boa disposição tem de vir de nós, principalmente quando não há mais ninguém por perto que ajude à festa.
Então eu sósinha, cantei-lhe os parabéns, com os versos todos,como cantam os Brasileiros. E ofereci uma prenda que tinha comprado cá, e levei escondida.
Ele gostou muito, usou logo nesse dia, e em muitos mais. Vou colocar a foto, ela diz tudo...
Só lhe falta a coroa de louros para parecer um romano, mas fora de tempo, pois os dedos em V de vitória, referem-se ao Benfica.
Coloquei também esta, afinal "o velhote" ainda tem boa perna...
Neste momento em minha casa,a T.V. está a apresentar um jogo de Futebol entre o Benfica e o Arouca. O meu marido que entre nós se tem confessado "curado" ( o que não é verdade) está ali caladinho a roer a unha, porque o Benfica ainda não marcou.
Assim, benfiquista sofre.....
Um dia depois de chegarmos ao Algarve ele somou mais um aniversário. Já sabemos que a boa disposição tem de vir de nós, principalmente quando não há mais ninguém por perto que ajude à festa.
Então eu sósinha, cantei-lhe os parabéns, com os versos todos,como cantam os Brasileiros. E ofereci uma prenda que tinha comprado cá, e levei escondida.
Ele gostou muito, usou logo nesse dia, e em muitos mais. Vou colocar a foto, ela diz tudo...
Só lhe falta a coroa de louros para parecer um romano, mas fora de tempo, pois os dedos em V de vitória, referem-se ao Benfica.
Coloquei também esta, afinal "o velhote" ainda tem boa perna...
Outras escadas...
Seriam estas a meu gosto?
São um pouco mais agradáveis, por serem de madeira e divididas em patamares...
Mas são quarenta degraus... Mesmo assim tiveram a minha preferência, e como recordação a foto.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Há que descer, ou subir; para ler 4 versos.
Devo andar demasiado ocupada e distraída, pois nem dou pelo tempo passar. Confesso que acho desagradável, mas não há nada a fazer; isto é a realidade nua e crua. Mas pelo que me apercebi não sou só eu, porque quando estavamos a almoçar o meu marido fez alusão igual, ao lembrar que já faz hoje oito dias que deixámos Armação. Pois, as férias deste ano já são passado, resta-nos a recordação e as fotos.
As escadas do meu descontentamento... São vinte degraus, detestei descê-los.
As escadas do meu descontentamento... São vinte degraus, detestei descê-los.
Mas gostei da obra; simples, com as cores tradicionais e das piteiras quais sentinelas sempre firmes.
E onde houver poesia eu paro... E parei, e gostei desta quadra que nunca tinha lido, embora guarde em casa alguns versos deste autor.
Uma amostra de chuva...
Algarve é sobretudo praia; com céu azul, sol muito luminoso e mar agradável.
Bandeira amarela, não estava nos planos, mas, o mar estava um pouco zangado...
Daí a pouco uns pingos de chuva caíram do céu com alguma intensidade...
Depois parou de chover e um arco-íris se formou rápidamente,
E logo após, o sol voltou para ficar, primeiro desmaiado, mas depois em todo o seu esplendor.
Bandeira amarela, não estava nos planos, mas, o mar estava um pouco zangado...
Daí a pouco uns pingos de chuva caíram do céu com alguma intensidade...
Depois parou de chover e um arco-íris se formou rápidamente,
E logo após, o sol voltou para ficar, primeiro desmaiado, mas depois em todo o seu esplendor.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Chegámos a Armação de Pêra
O sol ergueu-se cêdo naquele Domingo, ultrapassou o rendado dos cortinados do quarto, e indiscreto acordou-nos. Belo despertar sem dúvida.
Breve dissemos adeus à linda Grândola, e fizemo-nos à estrada rumo a Armação. Foi práticamente um passeio, não tinhamos pressa; chegámos com tempo para nos acomodarmos, e depois ir almoçar ao restaurante de sempre. Como já para ali vamos há muitos anos, nada é novo, é tudo habitual, contudo gostamos de rever as pessoas de quem nos despedimos no ano anterior.
E de rever o jardim onde gostamos de voltar. Estar aqui é estar na praia, é só descer a escada e temos a areia aos pés. As palmeiras não param de crescer...
Breve dissemos adeus à linda Grândola, e fizemo-nos à estrada rumo a Armação. Foi práticamente um passeio, não tinhamos pressa; chegámos com tempo para nos acomodarmos, e depois ir almoçar ao restaurante de sempre. Como já para ali vamos há muitos anos, nada é novo, é tudo habitual, contudo gostamos de rever as pessoas de quem nos despedimos no ano anterior.
E de rever o jardim onde gostamos de voltar. Estar aqui é estar na praia, é só descer a escada e temos a areia aos pés. As palmeiras não param de crescer...
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
De passagem por Grândola
Disse adeus até breve, e felizmente aqui estou de novo. Eu sempre digo que gosto de sair para férias, mas também gosto muito de regressar, e regressei contente.
Foi tudo agradável, desde a viagem à estadia, e daqui a pouco até vou sentir saudades...
Naquele sábado ensolarado, saímos de casa de manhãzinha rumo "à nossa" Armação de Pêra, mas com a perspectiva de ficarmos no Alentejo, e só no Domingo seguirmos para o Algarve. E assim aconteceu, ficámos em Grândola. Outrora esquecida envolvida na planície, hoje ninguém ignora a existência da Grândola Vila Morena, mercê da canção criada por Zeca Afonso, e esta imortalizada por ter sido escolhida como a Senha que marcou o inicio da revolução de Abril.
Como diria o Carlos Malato, " já fui muito feliz em Grândola."
Permanecemos largo tempo no Jardim, muito arborizado, cheio de frescura, e depois fomos à procura de algo que recordásse o Zeca Afonso, e encontrámos.
Foi tudo agradável, desde a viagem à estadia, e daqui a pouco até vou sentir saudades...
Naquele sábado ensolarado, saímos de casa de manhãzinha rumo "à nossa" Armação de Pêra, mas com a perspectiva de ficarmos no Alentejo, e só no Domingo seguirmos para o Algarve. E assim aconteceu, ficámos em Grândola. Outrora esquecida envolvida na planície, hoje ninguém ignora a existência da Grândola Vila Morena, mercê da canção criada por Zeca Afonso, e esta imortalizada por ter sido escolhida como a Senha que marcou o inicio da revolução de Abril.
Como diria o Carlos Malato, " já fui muito feliz em Grândola."
Permanecemos largo tempo no Jardim, muito arborizado, cheio de frescura, e depois fomos à procura de algo que recordásse o Zeca Afonso, e encontrámos.
Esta foto saiu errada, mais chão que céu; "pró ano eu rectifico..."
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Até breve...
Caras amigas e amigos que aqui me visitam e deixam a vossa estima, traduzida em palavras simpáticas com que me mimam, e também a todos os outros que não dizem nada, mas que têm a paciência de ler o que eu rabisco, quero dizer que vou dar férias ao blog.
Vou até ao Algarve, na expectativa de encontrar sol e mar de água tépida. Deixo a nossa linda Praia da Claridade apenas porque a água é fria, mas no dia em que este video foi feito, (na passada semana) ela rivalizava com qualquer praia do sul do País. Mas diz o provérbio "que Santos de ao pé da porta não fazem milagres" e mudar de ambiente também nos agrada, e faz bem ao espírito. Espero regressar no fim do mês. Aceitem os meus cumprimentos, e um abraço do tamanho do mundo.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Eram amigos, mas...
As duas ambulâncias estacionaram em frente à entrada para as urgências do hospital. Tratava-se de casos graves, e os maqueiros apressaram-se a entrar pedindo passagem livre, e sem parar desapareceram através da porta de vai e vem.
Um casal idoso que aguardava sentado, comentou em jeito de lamento - dois feridos graves, que terá sido? decerto um acidente de carro, está sempre a acontecer...
Sem coragem para mais, as esposas dos feridos ficaram junto duma das ambulâncias, com o coração a baloiçar entre o mêdo e a esperança.
Passou algum tempo, e entretanto os maqueiros reapareceram com as macas vazias, e encaminharam-se para as viaturas.
Não foi necessário eles falarem; a Luísa e a Rosa abraçaram-se e confundiram entre ambas, os gritos e as lágrimas durante alguns minutos. Quando se acalmaram, ouviram que os maridos estavam em perigo de vida, e que ficavam internados.
---------------------------------------------------------------
Era um dia de primavera; tempo ameno, propício ao inicio das sementeiras. O Zé acordou cedinho como havia planeado, vestiu a roupa de trabalho,tratou do gado, foi almoçar, e de seguida pôs as vacas ao carro, (carro de madeira) neste colocou o arado, e outras alfaias agrícolas que lhe pareceram necessárias, e rumou ao campo onde tinha uma boa tira de terreno que havia herdado dos pais, e que ele cultivava com enorme gosto e esmero.
Antes olhou para a porta e chamou - Luísa! Luísa! Ela apareceu: - então não desces esses degraus para vires aqui dizer-me até logo? Que é como quem diz, para me vires dar uma beijoca... Ela sorriu e desceu lésta. - Claro que não te deixava ir embora sem um agrado! Tu é que estás sempre cheio de pressa...
-Sou assim, tu já sabes. -Sei, claro que sei; logo vou lá ter contigo ao campo com o almoço, e olha que até levo broa mole, deve ficar cosida a tempo, já pus o lume ao forno. - Que bom, disse ele, já estou a ansiar por isso... bem, são horas de ir andando. E lá se pôs a caminho.
Agarrado ao arado que fundo sulcava a terra, o Zé nunca parou em toda a manhã, trabalhava animado, sempre a assobiar, musicas alegres, ele gostava mesmo do campo.
Agora que o sol estava a pino, a Luísa já não devia demorar... Desatrelou o gado, levou-o para a sombra e pôs-lhe alimento verde. Depois sentou-se ele também, à sombra.
Aguardando a sua Luísa e o almoço prometido, ele só tinha olhos para a serventia que antecedia as terras de cultivo. Reparou que outro carro de bois se dirigia para o campo, e cedo percebeu que o homem que conduzia o gado era o seu compadre Tibúrcio. Pôs-se de pé e esperou que ele se aproximásse. Ainda antes dos habituais cumprimentos, o Zé antecipou-se: - Ora ainda bem que veio, compadre! Estive toda a manhã sózinho! Não é que eu tenha mêdo; é que um homem também gosta de falar! - Tem razão compadre Zé, respondeu o outro. Sabe, eu queria vir descarregar o fertilizante de manhã, mas não pude, assim,vim agora. Encaminhou-se para a sua nesga de terra, não sem antes ainda lhe perguntar pela comadre Luísa...
Estava tudo na paz de Deus, ou assim parecia, quando o Zé vê o Tiburcio a caminhar na sua direção e a praguejar- Admirado, e sem perceber a razão daquela atitude tão estranha, perguntou: - O que é isso compadre Tibúrcio?
- O que é isso, ainda me pergunta?
- Pois se não sei, pergunto, pois claro...
- Não se faça de anjinho, sabe muito bem que me anda a roubar.
- A roubar? Você está a brincar, ou a ofender-me? Eu ando a roubar-lhe o quê?
-Quer que eu diga, pois eu digo. Desde há três anos que na altura das lavras, você me rouba sempre uma leiva de terra.É dali daquele lado. Já são três que você juntou ao seu terreno.Não tem vergonha? Ande diga lá se é mentira...
-Claro que é mentira. Eu não lhe admito, ouviu? Que disparate; as terras até estão sinalizadas com marcos.
E o Tibúrcio repisa; tem marcos mas de nada valem.
-Aqui o Zé perdeu a calma. -Sabe, eu não estou para lhe aturar tal difamação, ouviu? - Olhe que eu perco a cabeça e ainda lhe vou às fussas... e dito isto puxou dum foeiro do carro das vacas, e correu para ele. O Tibúrcio por seu turno recuou, mas para ir buscar a forquilha, e logo de seguida investiu contra o compadre. Os dois envolveram-se em agressão mútua, uma agressão raivosa que só parou quando ambos caíram por terra sem sentidos, e a esvaírem-se em sangue.
A Luísa chegou com o almoço e ainda os viu cair. Sentiu-se vacilar, mas tinha de ser forte. Correu, a gritar por socorro, e alguém a ouviu...
Os homens estavam muito maltratados. O Zé a contas com perfurações no intestino, foi operado de urgência, e o Tibúrcio com fraturas e traumatismos, também não se livrou de várias intervenções cirúrgicas.
Estiveram com prognóstico reservado, permaneceram no hospital durante três meses, mas escaparam.
Passado o período crítico, foram colocados na enfermaria, cada um em sua cama, mas ao lado um do outro. (seria por castigo? ) Mesmo assim, continuavam enraivecidos, não se falavam, nem se olhavam sequer, e assim viveram quase até ao fim do internamento.
A Rosa e a Luísa iam juntas ao hospital diáriamente, alhearam-se das zangas deles, só queriam que ambos se curássem. Visitavam os dois, e para ambos tinham boas palavras.
Uma semana antes de receberem alta, o Tibúrcio logo de manhã pouco depois de acordar, soergueu-se na cama e chamou, - compadre Zé, está acordado? - Estarei a sonhar, interrogou-se o Zé... mas respondeu que sim.
Então ouça; - quero pedir-lhe que me perdôe pelos males que lhe causei. Eramos tão amigos! Tornei-me um obsecado avarento, e vi o mal onde ele não existia, andei cego de olhos abertos...
Foi preciso estar na eminência de me juntar à terra, e fundir-me com ela, para ver como estava errado, e arrepender-me. Repito, perdoa-me?
-O Zé surpreendido, achou que também lhe devia pedir perdão, por o ter agredido tão brutalmente, porém, não lhe ocorreram as palavras adequadas para isso; chegou-se para a beira da cama, e em silêncio estendeu-lhe a mão.
E enquanto permaneciam de mãos apertadas, murmurou; - curaram-nos o corpo, mas não só, também a alma ficou mais sã!
Um casal idoso que aguardava sentado, comentou em jeito de lamento - dois feridos graves, que terá sido? decerto um acidente de carro, está sempre a acontecer...
Sem coragem para mais, as esposas dos feridos ficaram junto duma das ambulâncias, com o coração a baloiçar entre o mêdo e a esperança.
Passou algum tempo, e entretanto os maqueiros reapareceram com as macas vazias, e encaminharam-se para as viaturas.
Não foi necessário eles falarem; a Luísa e a Rosa abraçaram-se e confundiram entre ambas, os gritos e as lágrimas durante alguns minutos. Quando se acalmaram, ouviram que os maridos estavam em perigo de vida, e que ficavam internados.
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Era um dia de primavera; tempo ameno, propício ao inicio das sementeiras. O Zé acordou cedinho como havia planeado, vestiu a roupa de trabalho,tratou do gado, foi almoçar, e de seguida pôs as vacas ao carro, (carro de madeira) neste colocou o arado, e outras alfaias agrícolas que lhe pareceram necessárias, e rumou ao campo onde tinha uma boa tira de terreno que havia herdado dos pais, e que ele cultivava com enorme gosto e esmero.
Antes olhou para a porta e chamou - Luísa! Luísa! Ela apareceu: - então não desces esses degraus para vires aqui dizer-me até logo? Que é como quem diz, para me vires dar uma beijoca... Ela sorriu e desceu lésta. - Claro que não te deixava ir embora sem um agrado! Tu é que estás sempre cheio de pressa...
-Sou assim, tu já sabes. -Sei, claro que sei; logo vou lá ter contigo ao campo com o almoço, e olha que até levo broa mole, deve ficar cosida a tempo, já pus o lume ao forno. - Que bom, disse ele, já estou a ansiar por isso... bem, são horas de ir andando. E lá se pôs a caminho.
Agarrado ao arado que fundo sulcava a terra, o Zé nunca parou em toda a manhã, trabalhava animado, sempre a assobiar, musicas alegres, ele gostava mesmo do campo.
Agora que o sol estava a pino, a Luísa já não devia demorar... Desatrelou o gado, levou-o para a sombra e pôs-lhe alimento verde. Depois sentou-se ele também, à sombra.
Aguardando a sua Luísa e o almoço prometido, ele só tinha olhos para a serventia que antecedia as terras de cultivo. Reparou que outro carro de bois se dirigia para o campo, e cedo percebeu que o homem que conduzia o gado era o seu compadre Tibúrcio. Pôs-se de pé e esperou que ele se aproximásse. Ainda antes dos habituais cumprimentos, o Zé antecipou-se: - Ora ainda bem que veio, compadre! Estive toda a manhã sózinho! Não é que eu tenha mêdo; é que um homem também gosta de falar! - Tem razão compadre Zé, respondeu o outro. Sabe, eu queria vir descarregar o fertilizante de manhã, mas não pude, assim,vim agora. Encaminhou-se para a sua nesga de terra, não sem antes ainda lhe perguntar pela comadre Luísa...
Estava tudo na paz de Deus, ou assim parecia, quando o Zé vê o Tiburcio a caminhar na sua direção e a praguejar- Admirado, e sem perceber a razão daquela atitude tão estranha, perguntou: - O que é isso compadre Tibúrcio?
- O que é isso, ainda me pergunta?
- Pois se não sei, pergunto, pois claro...
- Não se faça de anjinho, sabe muito bem que me anda a roubar.
- A roubar? Você está a brincar, ou a ofender-me? Eu ando a roubar-lhe o quê?
-Quer que eu diga, pois eu digo. Desde há três anos que na altura das lavras, você me rouba sempre uma leiva de terra.É dali daquele lado. Já são três que você juntou ao seu terreno.Não tem vergonha? Ande diga lá se é mentira...
-Claro que é mentira. Eu não lhe admito, ouviu? Que disparate; as terras até estão sinalizadas com marcos.
E o Tibúrcio repisa; tem marcos mas de nada valem.
-Aqui o Zé perdeu a calma. -Sabe, eu não estou para lhe aturar tal difamação, ouviu? - Olhe que eu perco a cabeça e ainda lhe vou às fussas... e dito isto puxou dum foeiro do carro das vacas, e correu para ele. O Tibúrcio por seu turno recuou, mas para ir buscar a forquilha, e logo de seguida investiu contra o compadre. Os dois envolveram-se em agressão mútua, uma agressão raivosa que só parou quando ambos caíram por terra sem sentidos, e a esvaírem-se em sangue.
A Luísa chegou com o almoço e ainda os viu cair. Sentiu-se vacilar, mas tinha de ser forte. Correu, a gritar por socorro, e alguém a ouviu...
Os homens estavam muito maltratados. O Zé a contas com perfurações no intestino, foi operado de urgência, e o Tibúrcio com fraturas e traumatismos, também não se livrou de várias intervenções cirúrgicas.
Estiveram com prognóstico reservado, permaneceram no hospital durante três meses, mas escaparam.
Passado o período crítico, foram colocados na enfermaria, cada um em sua cama, mas ao lado um do outro. (seria por castigo? ) Mesmo assim, continuavam enraivecidos, não se falavam, nem se olhavam sequer, e assim viveram quase até ao fim do internamento.
A Rosa e a Luísa iam juntas ao hospital diáriamente, alhearam-se das zangas deles, só queriam que ambos se curássem. Visitavam os dois, e para ambos tinham boas palavras.
Uma semana antes de receberem alta, o Tibúrcio logo de manhã pouco depois de acordar, soergueu-se na cama e chamou, - compadre Zé, está acordado? - Estarei a sonhar, interrogou-se o Zé... mas respondeu que sim.
Então ouça; - quero pedir-lhe que me perdôe pelos males que lhe causei. Eramos tão amigos! Tornei-me um obsecado avarento, e vi o mal onde ele não existia, andei cego de olhos abertos...
Foi preciso estar na eminência de me juntar à terra, e fundir-me com ela, para ver como estava errado, e arrepender-me. Repito, perdoa-me?
-O Zé surpreendido, achou que também lhe devia pedir perdão, por o ter agredido tão brutalmente, porém, não lhe ocorreram as palavras adequadas para isso; chegou-se para a beira da cama, e em silêncio estendeu-lhe a mão.
E enquanto permaneciam de mãos apertadas, murmurou; - curaram-nos o corpo, mas não só, também a alma ficou mais sã!
domingo, 31 de agosto de 2014
A vidraça indiscreta
Depois duma noite bem dormida, ele acordou muito cedo. Das janelas compostas com cortinas de tecido fino, apenas sobressaía uma ténue claridade, era o alvorecer. A seu lado a esposa dormia placidamente o sono dos justos. Reparou nela, não era feia nem bonita, mas fora o seu grande amor. Tinham passado já alguns anos, quantos? Se calhar alguns 10, quando ele, terminado o curso universitário e arrumado num emprego, se apaixonou pela filha do seu próprio patrão. Já a conhecia dos tempos em que ambos estudavam na mesma Universidade, sem contudo alguma vez lhe ter falado mais do que uma fugaz saudação. Mas estava escrito no destino e, numa manhã de primavera, ambos ajoelharam na Igreja junto ao altar, trocaram as promessas habituais, as alianças, e receberam as bênçãos matrimoniais da igreja católica, embora ele fosse ateu.
Entenderam-se, e foram felizes, até aquele fim de tarde em que a mulher, da sua casa, o viu abraçado à Júlia, a vizinha da frente, na casa dela. Ficava perto, e a vidraça estava aberta. Sentiu que o mundo desabava e com ele todos os sonhos e esperanças que acalentava. Após uma troca de palavras duras, e algumas lágrimas, tornaram-se dois estranhos, mas continuaram a viver lado a lado.
Ainda a recordar o passado, ele levantou-se devagarinho e saiu do quarto. Pouco depois entrava na cozinha, e olhando pela janela viu o que sempre quisera esquecer.Aquela vidraça antiga a uns metros de distância ainda ali estava, qual testemunha acusatória. A Júlia partira para o estrangeiro, e só a recordação ficara. - Não, nunca a amei! Tenho a certeza! - disse a meia voz. Contudo fora ela a causadora da facada no seu matrimónio, e que alterou a sua vida para sempre.E de que forma? Depois de tanto email para que fosse a sua casa, mandou aquela sms em que afirmava com juras, que se suicidava se ele não fosse. Ele, ingénuo, acreditou. E foi.
Entenderam-se, e foram felizes, até aquele fim de tarde em que a mulher, da sua casa, o viu abraçado à Júlia, a vizinha da frente, na casa dela. Ficava perto, e a vidraça estava aberta. Sentiu que o mundo desabava e com ele todos os sonhos e esperanças que acalentava. Após uma troca de palavras duras, e algumas lágrimas, tornaram-se dois estranhos, mas continuaram a viver lado a lado.
Ainda a recordar o passado, ele levantou-se devagarinho e saiu do quarto. Pouco depois entrava na cozinha, e olhando pela janela viu o que sempre quisera esquecer.Aquela vidraça antiga a uns metros de distância ainda ali estava, qual testemunha acusatória. A Júlia partira para o estrangeiro, e só a recordação ficara. - Não, nunca a amei! Tenho a certeza! - disse a meia voz. Contudo fora ela a causadora da facada no seu matrimónio, e que alterou a sua vida para sempre.E de que forma? Depois de tanto email para que fosse a sua casa, mandou aquela sms em que afirmava com juras, que se suicidava se ele não fosse. Ele, ingénuo, acreditou. E foi.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Este é o Teco
Muito bonito, e fotogénico... E sabem a quem pertence?
À minha amiga Viviana;
que junto com a sua estima, me mandou a foto deste seu amiguinho.
Gostei muito, e não resisti ao desejo de o colocar aqui.
Obrigada Viviana por partilhar. Ele é mesmo uma beleza...
À minha amiga Viviana;
que junto com a sua estima, me mandou a foto deste seu amiguinho.
Gostei muito, e não resisti ao desejo de o colocar aqui.
Obrigada Viviana por partilhar. Ele é mesmo uma beleza...
sábado, 16 de agosto de 2014
A rir também se denuncía
Oh, BES salgado! Quanto do teu capital,
São furtos a Portugal?
Pra te encheres, quantos
Perderam aos milhares!?
Que vigários foste subornar?
Quais se deixaram comprar
BES salgado
Pra tudo tu surripiares!
Quantos aumentos acções fundos
Inventaste imundos
Como mandaste tanto tempo
Em todos os regimes,
Sem idoneidade, que portento,
Pois que sem nada arriscares
Acabas por a muitos afogar
Em dívidas, aos mares!
Quantos projectos ceifaste,
Do tesouro público por saber.
Inda vais, da soberana
A todos enliar...
Só por te encheres
Até abarrotar!
Descansa, oh BES!
Cadeia tu não vais aguentar!
Um Espírito Santo te virá salvar!
( Recebi à pouco, desconheço o autor, que se inspirou em Fernando Pessoa.
Creio que o Poeta não levaria a mal...)
São furtos a Portugal?
Pra te encheres, quantos
Perderam aos milhares!?
Que vigários foste subornar?
Quais se deixaram comprar
BES salgado
Pra tudo tu surripiares!
Quantos aumentos acções fundos
Inventaste imundos
Como mandaste tanto tempo
Em todos os regimes,
Sem idoneidade, que portento,
Pois que sem nada arriscares
Acabas por a muitos afogar
Em dívidas, aos mares!
Quantos projectos ceifaste,
Do tesouro público por saber.
Inda vais, da soberana
A todos enliar...
Só por te encheres
Até abarrotar!
Descansa, oh BES!
Cadeia tu não vais aguentar!
Um Espírito Santo te virá salvar!
( Recebi à pouco, desconheço o autor, que se inspirou em Fernando Pessoa.
Creio que o Poeta não levaria a mal...)
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Insólito
Hoje tive outra surpresa, esta não foi de manhãsinha mas sim um pouco antes do almoço e não me agradou mesmo nada. Tinha terminado a confecção da comida, e começava a pôr a mesa, porque daí a pouco iriamos almoçar. Aguardava a chegada do meu marido que não tardou, indo de imediato ao meu encontro, mas bastante transtornado. E porquê? Porque uns cães o tinham atacado. Vinha de calça rôta, e arranhões na perna perto da nádega. Muito perturbado não sabia se devia ir ao centro médico ou se, se remediava na prata da casa... Fui ver, não era mordedura, e assim mais uma vez fui promovida a enfermeira, (enfermeira de trazer por casa) e procedi ao tratamento assim: uma chuveirada e uma ensaboadela com sabão da roupa; depois três passagens com alcool com tres algodões limpos; e finalmente uma passagem com água oxigenada. A seguir o almoço e um cafésinho para activar, pois o homem estava mesmo abalado. Mas daí a uma hora já se confessava óptimo, e no local de trabalho a laborar.
Mas também este incidente não aconteceu por acaso... infelismente há pessoas que gostam de manter débitos indefenidamente. O meu marido decerto estaria bem disposto, e decidiu passar pela residencia dum desses "que gostam de ser recordados..." assim poupava-lhe passadas, e recebia, caso ele quisesse pagar. Mas nem o chegou a ver, os cães anteciparam-se e da pior forma. Valeu ter ali o carro, se assim não fosse teria sido bem pior.
E agora pergunto eu - e se fosse uma criança?
Que imprudência terem estes animais soltos...
E.mais não digo.
Aqui o estrago produzido pela pata do cão...
Convenhamos que era preferível ter ficado em casa quietinho...
além do grande susto e indisposição, ainda sobrepôs outro prejuiso.
Mas também este incidente não aconteceu por acaso... infelismente há pessoas que gostam de manter débitos indefenidamente. O meu marido decerto estaria bem disposto, e decidiu passar pela residencia dum desses "que gostam de ser recordados..." assim poupava-lhe passadas, e recebia, caso ele quisesse pagar. Mas nem o chegou a ver, os cães anteciparam-se e da pior forma. Valeu ter ali o carro, se assim não fosse teria sido bem pior.
E agora pergunto eu - e se fosse uma criança?
Que imprudência terem estes animais soltos...
E.mais não digo.
Aqui o estrago produzido pela pata do cão...
Convenhamos que era preferível ter ficado em casa quietinho...
além do grande susto e indisposição, ainda sobrepôs outro prejuiso.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Coisas simples, grandes gestos...
Hoje logo de manhãsinha fui presenteada com este mimo, uma flor linda ainda orvalhada, secalhar das caracteristicas orvalhadas de São João. E também algumas palavras muito bonitas, atenciosas, pois da amiga Viviana não se espera outra coisa que não sejam gentilezas, e amizade.
O blog da Viviana vale bem um visita. Passem por lá.
Como se chama ?
"Olhai o lirio do campo".
Vão ver que ficam com desejos de lá voltar sempre.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Poesia
Refúgio
Se a solidão estrangulásse
Escolheria a roseira como ultimo refugio
Talvez não sobrevivesse ao impacto dos espinhos
E as rosas tombássem sobre mim,
Ou o seu viço amortecesse a minha queda.
Ou então,
Rasgariam no meu corpo um insólito epitáfio:
Aqui jaz para quem os sonhos se esfumaram
Ante pesadelos que em teima os superaram.
O futuro é o tributo de quem deliberadamente
Abandonou o passado
E vive num presente envenenado.
(Aníbal José de Matos)
O autor chamou-lhe Poema de Fim de Ano, e colocou-o no seu Blog em 29 - 12 - 2013.
Embora triste, achei-o muito bonito, e trouxe-o...
Se a solidão estrangulásse
Escolheria a roseira como ultimo refugio
Talvez não sobrevivesse ao impacto dos espinhos
E as rosas tombássem sobre mim,
Ou o seu viço amortecesse a minha queda.
Ou então,
Rasgariam no meu corpo um insólito epitáfio:
Aqui jaz para quem os sonhos se esfumaram
Ante pesadelos que em teima os superaram.
O futuro é o tributo de quem deliberadamente
Abandonou o passado
E vive num presente envenenado.
(Aníbal José de Matos)
O autor chamou-lhe Poema de Fim de Ano, e colocou-o no seu Blog em 29 - 12 - 2013.
Embora triste, achei-o muito bonito, e trouxe-o...
terça-feira, 29 de julho de 2014
Chegou pela manhã
Hoje trago mais uma das minhas histórias verdadeiras, esta é novinha.
Pois é verdade, aconteceu ontem de manhã.
Com o meu marido já no carro à minha espera para irmos a Montemor, saí de casa apressada desci no elevador e caminhei pelo átrio em direcção à saída. Abri a porta, e com espanto vejo um passarinho a voar na minha direcção, pousando ali mesmo ao meu alcance, num pequeno relevo da placa do intercomunicador. Eu tinha a mão esquerda ocupada com uns sacos e a carteira, e mesmo sem esperança aproximei do passarinho a mão direita, que é mais hábil, mas neste caso não resultou. Ele voou para o outro lado da porta e pousou em cima das caixas do correio. Ficou quieto a olhar para mim, e eu a olhar também.
Não pensei muito, chamei a minha filha, e o passarinho à espera... O resto adivinha-se, ela com as mãos livres não teve dificuldade em o agarrar. Logo percebemos que era um canário, novinho, lindo, um amor.
Depois, eu corri para o carro, pois os homens sofrem com esperas... e ela veio para cima contente com o passarinho, mas a dar voltas à cabeça sem saber aonde o "arrumar," provisoriamente é claro. Quando regressámos vim encontrar o passarinho tratado com pão molhado, e água, e sabem aonde? Isto o necessário é ter ideias rápidas; dentro duma fruteira de rede. Uma fruteira redonda e com tampa da mesma rede, e o habitante não se mostrava nada infeliz.
Depois do almoço a minha filha foi comprar uma gaiola, e alimento adequado, e agora andamos todos incluindo o meu marido, "a adorar o passarinho" (passe o exagero do termo adorar)
Bem, na verdade o passarinho veio ter comigo, e eu entendi que devia ficar com ele. Já tenho ouvido opiniões baseadas em estudos, dizerem que nada acontece por acaso...
A minha filha mais nova, a mãe do Gabriel, é dessa opinião, e até me disse que o passarinho veio para me trazer alegria. Agrada-me essa perspectiva.
Quero adquirir para ele uma companhia, pois não gosto de ver o passarinho sozinho.
E agora caras amigas e amigos, digam lá se não é um canarinho cheio de formosura?! E simpático que até deixou que eu o fotografásse.
É um passarinho caseiro, não o roubei à Natureza, estou tranquila.
Pois é verdade, aconteceu ontem de manhã.
Com o meu marido já no carro à minha espera para irmos a Montemor, saí de casa apressada desci no elevador e caminhei pelo átrio em direcção à saída. Abri a porta, e com espanto vejo um passarinho a voar na minha direcção, pousando ali mesmo ao meu alcance, num pequeno relevo da placa do intercomunicador. Eu tinha a mão esquerda ocupada com uns sacos e a carteira, e mesmo sem esperança aproximei do passarinho a mão direita, que é mais hábil, mas neste caso não resultou. Ele voou para o outro lado da porta e pousou em cima das caixas do correio. Ficou quieto a olhar para mim, e eu a olhar também.
Não pensei muito, chamei a minha filha, e o passarinho à espera... O resto adivinha-se, ela com as mãos livres não teve dificuldade em o agarrar. Logo percebemos que era um canário, novinho, lindo, um amor.
Depois, eu corri para o carro, pois os homens sofrem com esperas... e ela veio para cima contente com o passarinho, mas a dar voltas à cabeça sem saber aonde o "arrumar," provisoriamente é claro. Quando regressámos vim encontrar o passarinho tratado com pão molhado, e água, e sabem aonde? Isto o necessário é ter ideias rápidas; dentro duma fruteira de rede. Uma fruteira redonda e com tampa da mesma rede, e o habitante não se mostrava nada infeliz.
Depois do almoço a minha filha foi comprar uma gaiola, e alimento adequado, e agora andamos todos incluindo o meu marido, "a adorar o passarinho" (passe o exagero do termo adorar)
Bem, na verdade o passarinho veio ter comigo, e eu entendi que devia ficar com ele. Já tenho ouvido opiniões baseadas em estudos, dizerem que nada acontece por acaso...
A minha filha mais nova, a mãe do Gabriel, é dessa opinião, e até me disse que o passarinho veio para me trazer alegria. Agrada-me essa perspectiva.
Quero adquirir para ele uma companhia, pois não gosto de ver o passarinho sozinho.
E agora caras amigas e amigos, digam lá se não é um canarinho cheio de formosura?! E simpático que até deixou que eu o fotografásse.
É um passarinho caseiro, não o roubei à Natureza, estou tranquila.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Um cão no ombro amigo.
O ombro do dono, é o lugar que o cão já conquistou à tempo. Mesmo em casa, assim que ele se senta, logo o cão pula de imediato e ali fica devidamente instalado. Aqui à beira do café, é igual, e o facto dá lugar a sorrisos de simpatia de parte dos clientes; o meu marido incluído, que já tinha contado aqui em casa, e hoje fez algumas fotos. Gostei desta e coloquei aqui.
domingo, 6 de julho de 2014
Martelo Vencedor
Hoje venho falar dum facto que me deu satisfação, sei lá talvez até alguma vaidade, vaidade de mãe coruja. Só agora vou contar, mas aconteceu no mês passado, Junho mês dos Santos populares. E o assunto teve mesmo a ver com São João, que se festeja a capricho na Cidade do Porto. Do programa dos festejos fazia parte também um concurso de martelinhos. Outrora usava-se só o alho-pôrro, uma planta de haste comprida, terminada numa grande flor de tons de liláz. Ninguém naquela noite de arraial, passava sem levar um toque com a flor na cabeça, e algum mais ousado dava mesmo com o alho, que é grande, e não com a flor, na cabeça. Os mais tolos davam com a flor no nariz da gente, o que é bem desagradável e metia as pessoas a fugir! O que era tradicional era dar as ervas, como a cidreira, a cheirar. Mas já quase não se usa. Mas ninguém se zangava, porque era tradição, era festa, e quem dava recebia igual, tudo no meio de alvoroço saudável e muita alegria. Posteriormente com a invasão do plástico, alguém teve a ideia de construir um martelinho nesse material, nos anos 60, que veio para ficar. Há à escolha em várias cores, tem um sistema que faz barulho ao bater (na cabeça) e não magoa. Mas não acabou com os alhos, eles persistem, até porque o aroma é intenso e único, não é agradável, e assim, alhos e martelos no S. João do Porto estão sempre presentes e em grandes quantidades.
"Primeiro lugar, Categoria 3D, na 3ª edição do Concurso da Fundação da Juventude, Porto. Trabalho realizado em quilling (filigrana de papel). Na sua construção foram cortadas, enroladas e coladas cerca de 650 fitas de papel. O martelo incorpora os símbolos do São João - manjericos, um fogareiro com sardinhas a assar, o alho porro, um pequeno martelo e um balão, além do santo popular. As cores dominantes são verde-manjerico e azul-douro por razões óbvias! Escolhi esta técnica porque queria obter um produto final popular. O martelo remete claramente para as decorações sanjoaninas, muitas delas feitas em papel, e ainda para o floreado do ferro que adorna tantas varandas e portas da cidade do Porto, sem esquecer, também que a filigrana (mas em metais nobres) é uma arte tradicional no norte do país. Uma semana de trabalho, que incluiu aprendizagem, desenho e finalização." Belinha Fernandes
Mas voltando ao concurso dos martelinhos- a minha filha concorreu e ganhou o primeiro prémio.
O martelo foi até notícia no jornal. Na foto estão os Presidentes das entidades promotoras e o Vereador a mostrar os martelos vencedores. Lê-se no artigo do Jornal de Notícias:"É caso para dizer que martelos há muitos, mas,estes dois, os que estão à vista na foto, foram os melhores entre as quase 200 propostas apresentadas ao júri do "Martelinhos de S. João",um concurso da Fundação da Juventude que,este ano, cumpre a sua terceira edição. Um deles, em 3D, imita a filigrana e usa o papel. Foi feito por Maria Isabel Fernandes, ausente da cerimónia."
Especifíca ainda que, está desenhado e construído segundo a técnica de filigrana de papel (quilling), o martelo 3D vencedor incorpora elementos caraterísticos do S. João, como é o caso do alho pôrro, do fogareiro,e, claro está, do Santo que dá o nome à festa. Refere-se ainda aos vencedores do 2º e 3º prémios, género dos trabalhos, e os seus nomes, e aos valores monetários atribuídos.



E aqui está o motivo de eu ter ficado contente. E quem não ficaría?
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Grandes e boas!
Há uns bons anos atrás associava-se à cidade do Entroncamento tudo o que fosse fora do vulgar, geralmente frutos demasiado grandes, couve galega que crescia em altura parecendo arbusto, abóbora enorme, enfim, até se dizia - isso é fenómeno do Entroncamento.
Hoje, embora não considere fenómeno e o respectivo cultivo tenha sido aqui perto, na localidade de Lávos, (Figueira da Foz) também reparei no tamanho destas batatas. E, fotografei...
Todos os anos o Sr.Delmindo, nosso conterrâneo, como nós a viver um pouco distante da nossa terra, nos oferece (ele e a esposa que é a grande lavradora) uma saca de batatas. Estas foram apanhadas ontem.
Nunca são miudas, mas neste ano cresceram ainda mais...
Hoje, embora não considere fenómeno e o respectivo cultivo tenha sido aqui perto, na localidade de Lávos, (Figueira da Foz) também reparei no tamanho destas batatas. E, fotografei...
Todos os anos o Sr.Delmindo, nosso conterrâneo, como nós a viver um pouco distante da nossa terra, nos oferece (ele e a esposa que é a grande lavradora) uma saca de batatas. Estas foram apanhadas ontem.
Nunca são miudas, mas neste ano cresceram ainda mais...
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