segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Em Rio Maior


Um fragmento dum cromeleque                                                                                                              
De saída do Parque, já a caminho do carro, uma ultima fotografia.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Justiça

Já não foi a primeira vez que estive, ou melhor, estivemos, em Rio Maior. Há alguns anos ficáva em caminho quando íamos para o Algarve. Agora já não é necessário passarmos pela Cidade.
Parávamos à beira do Jardim, e perto havia um café onde entrávamos sempre.  (o café ainda lá está)

Mas nestas férias decidimos voltar a passar por Rio Maior. E sem pressa passeámos no seu belo Jardim Municipal. É um parque magnifico, cheio de arvoredo. Um lago bonito de grandes dimensões, adornado com jatos de água que se elevam em curvas graciosas, prende-nos a atenção; um café acolhedor... mas também algumas estátuas de notáveis que mereceram a homenagem dos naturais de Rio Maior, povoam aquele "oásis."
Caminhando naquela profusão de verdes que tanto aprecio, parei junto a uma outra estátua, esta em frente ao Tribunal Judicial, (no mesmo Jardim) uma obra notável muito mais grandiosa, do que as que tinha observado antes.
Fotografei, mas foi pena não ter fotografado também, do lado oposto.

Este conjunto escultórico formado por cinco figuras, representa a Justiça.

A figura que se encontra no lado esquerdo para quem observa a escultura de frente, representa a Culpa ou o Crime, e encontra-se numa posição angustiada com uma expressão de dor dentro de uma cavidade.
A figura que se encontra por trás representa a Consciência, e encontra-se numa espécie de concha.
As duas figuras que encimam a escultura,  representam a Inteligência e a Vontade.
A figura que se encontra no lado direito representa o Arrependimento, e encontra-se sentado com a mão estendida como que a tentar aproximar-se da Justiça, através da Inteligência e da Vontade.

Em resumo, se um culpado tiver um acto de consciência e fizer um apelo à inteligência e à vontade, poderá aproximar-se da Justiça e assim reabilitar-se perante a sociedade.

         A Justiça, da autoria de Lagoa Henriques, em 1961

Ainda no Jardim de Rio Maior

Perpétuado em pedra branca, D. Nuno Álvares Pereira enquanto guerreiro. Actualmente venerado nos altares como Santo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

As minhas pobres rimas

Recado

Quando eu morrer, mantém a calma:
Não penses em rezar, nem tenhas dó,
Eu não creio na existência da alma
Quando a vida acaba, e o corpo é pó.

Flores à minha volta, também não:
Elas são vida, merecem outra sorte,
Que não aquela, que é só ilusão
Méro capricho, ou hábito na morte.

Guarda para ti a minha imagem.
Morrer é natural, não há opção.
Eu tomo a dianteira, vou nessa viagem,
Mas tu irás também, noutra ocasião.

(Dilita)

domingo, 1 de novembro de 2015

Retalhos do Jardim de Rio Maior

 Aqui, no grande e bonito Jardim da Cidade, apesar do tempo ameaçar chuva naquele  Domingo de manhã, a ginástica aconteceu, e em alegria.
Só o menino, um amorsinho, ocupado na sua tarefa (quiçá inadiável) estava ausente, nada à sua volta o distraía...
As árvores e o chão de verdes magníficos, somam beleza e dão bem estar físico e regalo ao olhar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Em Grândola, nós e o cão

Já começo a recordar, e ainda há tão pouco tempo aconteceu...
Na viagem de regresso das férias, em que já não vamos visitar mais nada, a ideia que persiste à saida de Armação, é vencermos sem pressas, os quatrocentos kilómetros que nos separam de casa.
Assim, fazemos umas curtas paragens, para beber água fresca, comer uma fruta, e dar alguns passos...
A primeira paragem foi em Grândola; deixámos a estrada nacional, e virámos prá terra da fraternidade, como diz  a Canção: - Grândola Vila Morena / Terra da Fraternidade / O Povo é quem mais ordena / Dentro de ti ó Cidade... Assim o disse cantando o José Afonso, o cantor da Liberdade.

Era hora de almoço, e no nosso caso já apetecia mesmo. Assim, com o carro a dois passos, levámos o cesto da merenda e num espaço empedrado contíguo ao jardim, assentámos arraiais. Mesas, bancos, e água potável esperam os visitantes neste local a eles dedicado; árvores dando frescura e sombra, e uma calma que conforta.
O Jardim começa ali, num plano um pouco mais elevado e prolonga-se por grande extensão, e é magnifico. Cativou-me logo que a ele cheguei, (já no ano passado) o verde predomina nos canteiros, nos arbustos, e nas árvores enormes, que filtram o calor entre a folhagem abundante e linda. Apetece ficar sentada à beira do lago, ou em qualquer dos bancos existentes ao longo do enorme espaço público. E também apetece dizer baixinho hei-de voltar...

Mas retomando a minha estória, eu tinha acabado  de pôr a mesa, e adivinhem quem nos veio fazer companhia?! Um bichinho calmo, e simpático...  um cãozinho bonito.  Deu uma volta a inteirar-se dos odores, e depois quedou-se ao alcance do meu marido. Ele começou logo a tentar repartir com ele, do que ali tinhamos. E digo tentar, porque ele não aceitava; nem pão, nem batatas fritas, nem frango. Nunca tínhamos encontrado um cão que rejeitasse comida... Ou não tinha fome, ou então tinha sido ensinado a não comer fora de casa.
Ficou connosco durante uns minutos só a fazer companhia. Qual seria o seu pensamento em relação a nós? Impossível sabermos, mas acredito que fosse favorável, porque finalmente lá se decidiu, e aceitou petiscar -  pouco depois caminhou decidido, e foi embora, talvez ao encontro do dono...



sábado, 24 de outubro de 2015

O Jardim de Grândola




No Alentejo Interior

 Um retalho duma rua, da linda Vila de Mora, com seu casario tipicamente Alentejano

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Trouxe comigo esta decoração

Eu chamo-lhe "o nosso café..." E em boa verdade já nem me recordo do seu nome.
Em Armação de Pêra não queremos outro, e a preferência já vem de há muitos anos atrás.
Tem uma boa área, e... dois enormes televisores, distantes entre si o suficiente, para que relatos de futebol diferentes, sejam ouvidos simultâneamente em perfeitas condições. Assim já se adivinha a fidelização a este café, por parte do meu marido. E como em tempo de férias não há divergências, lá vou eu também, e sem má vontade.
Sempre me atraiu a decoração do dito cujo, e neste ano pedi licença para fotografar.
Aqui ficam algumas fotos, esperava melhor obra, mas paciência, não consegui fazer melhor...



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A arte de que eu gosto

Voltei, para colocar mais umas poucas que fiz no espaço destinado ao Bilhar, no mesmo café (esqueci o nome) cujas paredes estão decoradas com objectos de arte indígena, e que eu não me cansava de observar, enquanto uma Senhora ao meu lado vendo o meu interesse, me disse sem reservas que se aquilo fosse dela, punha tudo a arder no forno, porque detestava.
Eu sorri, apenas na aparência...




terça-feira, 13 de outubro de 2015

Do Brasil a Portugal

Eu recebi uma prenda, um Livro!
Entregou-mo o carteiro numa manhã da semana passada.
Nada digno de reparo, dirão os mais práticos. E assim parece, contudo existe algo mais, e eu vou contar.
O seu autor, Mestre de Filosofia, e de muitos escritos em jornais e revistas, mas também pessoa sem vaidade, e de enorme simpatia, fez voar o seu  LIVRO  DO  ESQUECIMENTO, de  São Paulo no Brasil, até ás minhas mãos, sem nunca me ter visto, ou ouvido sequer a minha voz. Fiquei muito contente, e ficarei sempre agradecida.
A capa também é bonita, eu gostei, e fotografei.



domingo, 11 de outubro de 2015

Em Armação de Pêra

No ano passado, a Igreja Paroquial desta Vila foi atacada por vândalos que com o prazer de fazer mal, danificaram parte dela, sobretudo a capela-mor e a sacristia. Por fim atearam-lhe fogo e fugiram. Sem ninguém como testemunha, o fogo progrediu...  Posteriormente a destruição ficou visível, e os lamentos do povo foram constantes.
No passado mês de Setembro entrámos na Igreja, e da tragédia (provocada) nem sinais. Ela está igual ao que era, ou quem sabe?! Mais bonita ainda!

 Este óleo que representa Nossa Senhora sobre as ondas, foi esquecido pelo fogo, assim com a bela imagem que se vê à esquerda.
 Logo à entrada da Igreja está a capela baptismal, e ali ao lado, ao alcance de todos a concha da água benta.
A bonita concha da TRIDACNA.  
Num gracioso suporte de ferro forjado que faz conjunto com o portão da Capela Baptismal.
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Tridacna
Tridacna é um gênero de largos e gigantescos mexilhões, moluscos bivalve marinhos de água salgada da subfamília Tridacninae, de mexilhões gigantes. Eles possuem conchas pesadas, e manto fortemente colorido.


sábado, 10 de outubro de 2015

Isto é Algarve

 O mar acordou cêdo e tomou conta do areal...
 Era de manhã, o sol ainda estava meio adormecido...
A escada da minha embirração. Mas porquê? "São só, trinta e nove degraus..."

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Rapinei estas fotos

Adeus Monsaraz...
Gostei de te conhecer; mas muito de ti, ficou ainda por visitar.
Encantei-me com as pedras e as casinhas, e esqueci-me dos monumentos. Mas não sinto desânimo por isso, porque o que vi deu-me muita satisfação.
Enquanto eu trocava dois dedos de conversa com uma natural de Monsaraz, o meu marido (seguindo um grupo de turistas) agarrado ao corrimão de ferro, trepava devagar pela enorme escada, até à Torre de Menagem.  A vista é soberba, dizem, e ele confirmou, mas não me incitou a ir, muito pelo contrário...
Claro que não fui, altos vôos, agora, não são para mim.
Por isso não tenho fotos feitas lá do alto; mas tenho as que ele fez, e ... roubei-lhe estas três que ainda vou colocar aqui.


Na antiguidade este lugar terá sido palco de espectáculos ligados à época.
Actualmente trata-se da Praça de Toiros, as gentes desta região são aficionadas, gostam e querem as touradas. (confesso que sou contra tal espectáculo)
Um pouco da antiga plateia. 
E em plano bastante inferior e fora dos muros do castelo, o solo sagrado que a todos aguarda.