sábado, 9 de abril de 2016

Esqueceram-se do Poeta

Caros visitantes,

Quero deixar desculpas pela minha ausência, não é demasiada é certo, mas um constante adiar tem-me deixado calada mais tempo do que é habitual. Os vírus deram comigo, e tem sido difícil irradicá-los. Mas, como diz a canção "a tempestade há-de passar..."

Sem procurar muito, encontrei um blog da região de Viana do Castelo, mais própriamente de Afife.
Afife, Cabanas, nomes ligados ao Poeta Pedro homem de Melo, que nos deixou há 32 anos. Tanto tempo que já passou... Parece que ainda o estou a ver na TV, e a ouvi-lo declamar com a sua voz forte os lindos versos da sua autoria, ou a falar do folclore e da gente humilde, do povo que ele tanto valorizava.
Nascido no Porto, de ascendência fidalga, iniciou os estudos em Coimbra, continuando depois em Lisboa onde concluiu o curso de Direito, e posteriormente desempenhou vários cargos públicos.
O seu currículo é rico, mas não vou aqui reproduzi-lo, apenas e só, por ser demasiado extenso. E de resto porque é conhecido da maioria dos portugueses.
Estou a escrever porque li no tal blog de Afife, noticias que me deixaram um tanto penalizada.
E porquê ? Pelo que encontrei escrito.

Diz assim o bloguista :-

«Hoje o poeta está esquecido, Cabanas já não é mais o local de inspiração dos poetas, nem tão pouco o terreiro que servia para se dançar o folclore a 6 de Setembro, não tem hoje qualquer significado...
Agora é só lembranças de alguns, e que se vão perdendo conforme as pessoas vão desaparecendo, levando consigo muitas das histórias vividas em Cabanas e do Poeta.»
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Como é possível, murmurei para mim própria...
É simplesmente triste, que no nosso País se votem ao esquecimento homens que foram grandes no seu saber, como é o caso deste Poeta e grande folclorista, que marcou uma época com a sua extraordinária versatilidade. Mas não é só triste, é injusto, é falta de respeito, é ignorância em relação ao belo, às letras, à poesia, aos cantares do povo... Ao que é nosso, e de que actualmente já nem se fala.

Pedro Homem de Melo nasceu no Porto, mas passou grande parte da sua vida em Afife, na localidade de Cabanas, local inspirador para a sua poesia.

A entrada da antiga mata de Cabanas, onde se encontram os poemas de Pedro Homem de Melo, "Eternidade e Ascenção" datados de 1939.


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Estas fotos foram feitas há seis anos - já então era notória a degradação dos muros que outrora receberam os azulejos...
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Pedro da Cunha Pimentel Homem de Melo, faleceu com 74 anos na cidade do Porto, mas por vontade expressa repousa em campa rasa no cemitério de Afife. Ali se encontram há entrada, algumas das suas poesias.

Obviamente destaco esta, "ULTIMAS VONTADES"


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Posteriormente, na data do centenário do seu nascimento, foi-lhe prestada merecida homenagem, póstuma.

E depois, veio o silêncio, e o esquecimento...
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Quero dizer que só me foi possível fazer este post, indo buscar elementos e fotografias ao
Afife Digit@l Jornal on-line de Afife.
E caso alguém se sinta desagradado, agradeço me informe, que apagarei de imediato.

sábado, 26 de março de 2016

Saudações Pascais

Ainda nos recordamos do Natal, parece que foi à pouco, contudo, já estamos em tempo de Páscoa - está a findar a Semana Santa, e amanhã será a Festa da Ressurreição. Tempo de alegria, as flores brancas já desabrocharam (as páscoas, como eram chamadas) e o sol e céu azul costumam vir à Festa. Porém, neste ano deram lugar à cor cinza, e alguma chuva está prometida. Mas não faz mal, que importa que chova lá fora, se em casa o sol está a brilhar?!
E é isso mesmo que desejo ás amigas e amigos blogueiros e vizitantes - que a ressurreição de Cristo seja uma festa de alegria, e o prenúncio duma Páscoa Feliz e Abençoada.
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«Que fazes tu aí ó Cristo antigo
Pregado nessa cruz,eternamente?
Liberta a tua mão omnipotente,
Desprega esses teus pés...e vem comigo!

Não sabes que sem ti nada consigo?
Não vês que fazes falta a tanta gente?
Oh! Vem de novo,como antigamente!
Viver connosco e nós, contigo!

Não vens? Não queres ouvir a humilde prece
Num mundo que, sem ti, desaparece,
Vencido pela morte e pela dôr ?

Não vens? Não pode a cruz ficar sózinha?
Pois bem: permite então que seja minha!
Eu fico nela... e desce tu, Senhor!»

(Padre Doutor Abel Varzim)

domingo, 20 de março de 2016

Recordando Nicolau Breyner

Foi na passada semana. Mas embora eu não tenha escrito nada sobre o facto tão falado na altura, tive conhecimento e lamentei a perda. Refiro-me ao desaparecimento da vida terrena do Actor Nicolau Breyner.
E qual foi o português que não terá feito um Ah... misto de espanto, e de pena?!  Nenhum!
A Televisão trouxe-o até nossas casas, e por isso o conhecia como Actor excelente que era, não o recordo apenas nos papéis cómicos, mas também nos papéis ditos sérios, em que era igualmente perfeito.
Como pessoa, os que com ele conviveram de perto, são unânimes na afirmação de que era um homem superdotado de qualidades, destituído de vaidades ou caprichos, amigo desinteressado e sempre solidário.
E como é bonito deixar atrás de si, quando o corpo desaparece em pó, lembranças tão ricas !

São pessoas assim que fazem a diferença...
Está em Paz, Nicolau !

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Quero também aqui  recordar Joaquim Rosa, outro actor igualmente desaparecido há poucos dias. Pouco se falou acerca do seu falecimento. Contudo era um Grande Actor. Tinha uma dicção correcta e uma voz de tonalidade inconfundível.
Nunca esquecerei a sua interpretação no papel de Tomaz Moor...
- E daí para cá (pois foi há muito tempo) quantos personagens
ele incarnou, magistralmente?!
Muitos; tantos e sempre com êxito.
Porém, parece-me já votado ao esquecimento, mas...
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«Não choreis nunca os mortos esquecidos
Na funda escuridão das sepulturas.
Deixai crescer, à solta, as ervas duras
Sobre os seus corpos vãos adormecidos.

E quando, à tarde, o Sol, entre brasidos,
Agonizar... Guardai, longe, as doçuras
Das vossas orações, calmas e puras,
Para os que vivem, mudos e vencidos.

Lembrai-vos dos aflitos, dos cativos,
Da multidão sem fim dos que são vivos,
Dos tristes que não podem esquecer.

E, ao meditar, então, na paz da Morte,
Vereis, talvez, como é suave a sorte
Daqueles que deixaram de sofrer.»

(Pedro Homem De Melo)

quarta-feira, 16 de março de 2016

A Primavera vai e volta sempre...

Vem aí a Primavera !
Chega no próximo Domingo, dia 20 de Março ás quatro horas e trinta minutos.
Mas  as flores chegaram antes!
Já cá estão para a receber.
Bem-vinda sejas Primavera!


domingo, 6 de março de 2016

Poesia sem Rima

VIDA SEM SEGREDO

O palco,
é a vida.
São muitos os cenários.
A harmonia não se faz sem luta.
Nem sobrevive sem vigilância.
Do micro,
ao macro cosmo,
todo equilíbrio exige treino,
em corda esticada,
e em corda bamba.
A corda também se solta.
Exige,
então,
mais do que equilíbrio.
Para que não se caia no abismo,
é preciso saber voar.
Mas,
se houver vítima,
quem assiste ao treino,
cuida também da vítima.
O palco,
é a vida.
O assistente,
é o Criador.
O artista do micro é o átomo,
é a bactéria,
que também luta.
O glóbulo branco,
enfrenta o vírus,
e protege o sangue.
Nele,
vive de sentinela.
Mas,
o vírus também é vivente.
Compõe a cena do cenário,
sob a vigilância do Criador.
A batalha não é somente do homem.
O artista é também o bólido,
é também o astro.
Não se despreze a poeira cósmica,
que também compõe a dança do universo.
O maestro de tudo,
não pense o homem que é ele,
juiz,
cego,
e parcial.
Há quem garante o palco,
há quem garante o artista.
Pode ser o átomo,
pode ser o vírus,
pode ser o homem,
pode ser a poeira cósmica,
pode ser o astro.
O garantidor é o Intuitivo,
é o Criador.

Evaldo

E quem é Evaldo? - Alguém do País Irmão, com sensibilidade bastante para escrever nestes termos (bonitos) o que pensa sobre a realidade da vida. 

No Blog -  
epomoreira.blogspot.com. br. (escritos e desenhos do Evaldo)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Na Gala (Figueira da Foz)

Caras amigas e amigos,

Por motivo alheio à minha vontade, não tenho postado nada no blog. E hoje mantém-se o facto, de modo que vou colocar apenas duas fotos.


Num Domingo de inverno, mas sem chuva.
A Praia deserta, e o mar em sossego - talvez nuns momentos de descanso, da sua constante labuta...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Ajudar alguém, dá felicidade...

Acidentes sempre acontecem, e sempre também os lamentamos. Mas alguns pelas suas consequências extremamente desumanas e penosas, perduram na nossa lembrança.Ainda não passaram muitos meses sobre um naufrágio que aconteceu aqui na nossa Barra, a barra da Figueira da Foz apontada por quem sabe, de perigosa e assassina.
Os mortos foram a enterrar, adornados de lágrimas de dor pelos seus familiares e amigos.
E o tempo foi passando, e deixando a nu as dificuldades de ordem monetária, que os parentes vão suprindo com dificuldade.
Ontem aconteceu no Casino um espetáculo, um desfile de moda, cujo produto monetário será entregue ás familias dos referidos náufragos.
Cabeleireiros mostraram a sua arte ao pentearem os modelos no Palco, a que se seguiu o desfile das lindas mulheres exibindo a sua elegância e arte de pisar.

Ora o meu marido não podia ficar "a leste..."  ( Na altura ele até sofreu, porque conhecia estes homens do mar.)
E assim, agora,  só foi preciso uma palavrita, e logo ele disse presente!

Mas presente, querendo levar vestido um fato de oleado dum pescador - o modelo seguiu no mesmo encalço quanto à indumentária, homenageando os dois à sua maneira, todos os pescadores. E assim  permaneceram no palco enquanto durou o trabalho de pentear, e até ao fim.

Também não dispensou  umas singelas rimas que fez questão de ler ...
 
 Ao pescador português, na Gronelândia

Na Gronelândia gelada
Onde o sol não aparece
A vida é amargurada
Só a esperança prevalece

O dia parece noite,
Noite fria e sem luar
Ao longe serras geladas
E boreais de assustar

Navios fortes, bacalhoeiros,
E nos seus Dóris remando
Os valentes marinheiros
Horas e horas pescando

Há tristeza há desalento
Suas lágrimas de sal
Ali ao frio e relento
Tão longe de Portugal...

Aves marinhas voando
Impelidas pelo vento
E eles falam com elas...

Pedem que levem recados
Aos familiares amados
Que trazem no pensamento.



O jovem modelo Luís Borges, durante um dos ensaios do trabalho a apresentar.
Olímpio o cabeleireiro, e o modelo Luís Borges, vestidos com roupa dos pescadores.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O Meu Obrigada


Caras amigas e amigos, esta sou eu, hoje. Bem diferente do que era há cinquenta anos atrás... Pois, todos nos recordamos da canção que dizia "porque a beleza é fugidia como a aurora..." E é verdade. Por isso, é que se lhe dá valor, à beleza, porque ela vai sumindo e não volta.
Hoje fiz esta foto a mim própria, com a minha máquina fotográfica, e como tal não escolhi bem o cenário, é o meu museu, que não favoreceu nada.
Mas o propósito era  eu vir aqui deixar os meus agradecimentos pelos Parabéns que recebi  na data das minhas (nossas) Bodas de Ouro. E então aqui estou, manifestando a minha gratidão, e contente por ter amigas e amigos que "apareceram" para me mimar naquela data única.
Peço que aceitem, um beijinho da velhota.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

BODAS de OURO

                       
                                FOI ASSIM HÁ 50 ANOS

                             (16 - 1 - 1966 ) (16 - 1 - 2016 )

Entre ondas revôltas, e mares de pequena vaga, conseguimos lado a lado ultrapassar os obstáculos, e manter-nos à superfície.
Força Suprema, permitiu vida e saúde para  vivermos esta data única, assinalada como Bodas de Ouro.

Estes noivinhos de loiça, (que no bolo de noiva) também foram companheiros da nossa festa em 1966, estão de modo igual a festejar as suas Bodas de Ouro... merecem por isso fotografia.

*
O meu neto, um mocinho já crescido (13 anos) trouxe -me estas flores, lindas. Planta de esperança, a avaliar pelas várias flores ainda em botão.

Em datas marcantes, os amigos aparecem - quero aqui relevar o Zito, amigo sempre gentil, que nos enviou este presente muito gracioso, uma surpresa linda que nos deixou enternecidos; vai o nosso agradecimento, e um grande abraço dos velhotes.

E também um abraço grande ao Valdemar, (o decano...) pelas felicitações cheias de espírito, com que nos brindou nesta data.

domingo, 3 de janeiro de 2016

A queda em duplicado

Naquela sexta feira, eu fui às compras ao supermercado.Durante muitos anos comprava num mini mercado uma vez por mês, e entregavam em casa sem eu precisar de me deslocar - até a encomenda fazia por telefone. Mas tudo mudou com as enormes superfícies de vendas que se instalaram na cidade. Uma a uma, as mercearias fecharam, e o "meu" mini mercado aguentou-se mais uns tempos, mas posteriormente e com pena minha, também encerrou as suas portas. O ser humano tem o poder de se adaptar, e eu não sou excepção - tornei-me cliente dum supermercado que se situa perto da minha residência, e não quero outro.
Vou até lá a pé, faço as compras calmamente, distribuo os artigos pelos quatro sacos grandes e fortes, só usados para este fim, e entretanto o meu marido vem para almoçar, mas antes encontra-se lá comigo para trazer tudo no carro para casa.  
Aqui chegados, o carro fica no estacionamento da urbanização. Ele não é pessoa de fazer caminho pra cá e pra lá, do carro até à entrada do prédio - pega nos sacos todos duma vez, dois em cada mão, pesadíssimos, e apressado aí vai ele...

Mas por vezes manifesta-se, meio a sério, meio a brincar, e diz:
- Ora esta, pra que um homem se casa - e estou a ver que vai ser assim até ao fim da vida...  
E eu a rir sempre lhe respondo
- então que queres, tu prometêste... 
e ele confirma; Pois, prometi ! - Bem me tramei !!!
Mas foi verdade - uma promessa que hoje ninguém faz... 
Foi quando pediu para eu namorar com ele, naquele tempo em que namoro não tinha o mesmo significado que hoje tem, entre outras coisas que eram relevantes, também prometeu que carregaria os volumes pesados - amável, sem dúvida... 
Pois nessa tal sexta feira, os sacos estavam com muitas compras, e eu também segurava numa das mãos  um frascão dum produto liquido para lavar a roupa. A outra estava livre, apenas a carteira no braço, e foi com essa mão que acionei o elevador.  
Logo depois reparei que do andar inferior ao nosso tinham premido o botão, pelo que iríamos parar lá. E disse ao meu marido, vamos ter uma paragem extra.
Era a nossa vizinha  Rosa, que mal abriu a porta fez uma exclamação de surpresa agradável... cumprimentos, palavras ruidosas de ocasião, e entrou no elevador ao mesmo tempo que dizia - eu também vou, depois venho pra baixo - os sacos ocupavam espaço, não era muito boa opção, pensei, mas não disse nada. Contudo adverti-a que se afastásse da porta, e que agarrasse o vestido. (que era comprido e esvoaçante.)
Chegámos logo, era no piso seguinte - ela tinha de sair primeiro, para depois nós sairmos. Ainda pôs o pé no chão fora do elevador, mas logo entrou em desiquílibrio, e impossível de parar murmurou, olha, olha, e estatelou-se no chão - acto continuo o meu marido sem largar os sacos, fez igual, e ainda com os mais de cem quilos da sua pessoa, caiu de barriga em cima dela. 
Ambos altos, tiveram sorte por não baterem com a cabeça no gradeamento de ferro que guarnece a escada, porque caíram enviesados, mas os pés atravancaram a saída  do elevador, não me deixando espaço para eu passar e acudir, foi uma aflição pra mim.
Sem ajuda, lentamente levantaram-se, e já estavam de pé, aturdidos compondo as roupas, mas calados. O meu marido estava bem, mas a Rosa é uma pessoa doente, e eu sentia-me muito preocupada com ela; e por isso insistia várias vezes na mesma pergunta  - se estava magoada - ansiando por uma resposta que me tranquilizasse, e que tardava.
Então finalmente, depois de alguns segundos de silêncio que me pareceram horas, ela olhou para mim e muito séria, respondeu-me - pôrra, que ele é pesado...  

(A causa das quedas, foi o elevador ter parado desnivelado em relação ao pavimento fixo.)

Só falta dizer que ao fim da tarde, arrumados os meus receios, eu lembrei a cena, perfeita, qual pedacinho dum filme. (esta sem ensaios) - e dei num riso imparável, até ás lágrimas.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Aniversário do Birras

Olá queridas amigas e amigos, visitas deste espaço, colegas de blog, que me têm acompanhado por aqui ao longo de alguns anos já.
Pois reparei agora, que faz hoje sete anos que coloquei o primeiro post neste meu Birras. Como o tempo passa rápido na sua cavalgada silenciosa...
Distraída como ando, não preparei a festa do aniversário - nem bolo nem champanhe. Vai ser tudo virtual, "embarco na modernice..."

Mas para toda a familia blogueira vai o meu abraço de agradecimento, pela simpatia que me dedicaram relativamente ao que rabisco, e aqui tenho colocado ao longo dos sete anos passados.

E hoje não escrevo nada, com o tempo tão cinzento falta-me a inspiração... Mas vou colocar uma linda poesia - e garanto que vale muito mais que a minha humilde prosa.


EXEMPLO DE PEDRINHO

(a bicicleta verde)

Tudo começou naquele dia
em que Pedrinho a conheceu:
era toda verde,
os raios brilhantes,
o farol enorme.
- a mais bonita bicicleta da loja.

- "Seu moço, quanto custa?"

O negociante estendeu o lábio com desprezo:
- "Tres mil cruzeiros."

Tres mil cruzeiros?!
Pedrinho coça a cabeça desanimado,
mete a mão no bolso
e tira, envergonhado,
uma amassada notinha de dois cruzeiros.
Sai da loja,
sobe o morro
e entra no barraco
onde o tio dorme o seu sono de ébrio.
Apanha uma lata vazia
e guarda a velha nota.
Era o início da luta:
engraxa os sapatos,
carrega água,
guarda carros,
aluga os bracinhos magros
nas feiras de sábado...
Quanto tempo!
Quanto sacrifício!
Quanto ponta-pé do tio embriagado,
até ao dia em que Pedrinho pode contar:
- 50, 100, 500, 1000, 2000, 3000 cruzeiros...
Faz um pacote e desce o morro
para o grande encontro.

Na casa da esquina Pedrinho pára.
Havia tanta gente...
Entra.
Um homem de preto falando:
"Irmãos, grande desgraça na China:
doença, frio, falta de pão.
Crianças morrem de fome,
velhos perecem sob a neve..."

Mostra fotografias:
crianças amarelinhas,
de mãos estendidas,
os olhos amendoados no rostinho sujo.

Passam uma bandeja pelo auditório
e começam a cair as moedas.
Pedrinho não entende porque dão dinheiro.
As crianças da China querem pão.
Ele não sabe onde é a China,
nem o que é morrer sob a neve,
mas sentir fome ele o sabe bem.

O menino não resiste.
Deixa o auditório, corre à padaria
e começa a comprar muitos,
muitos pães cobertos de açúcar.
O preço do seu tesouro,
toda sua economia de longos meses...

Volta curvado sob os pacotes enormes.
O homem de preto interrompe o apelo
e Pedrinho explica:
- "Moço, é para as crianças da China."

A multidão está boquiaberta.
Teria roubado?
Interrogam-no.
E a criança, fazendo força para não chorar,
piscando para esconder a lágrima teimosa,
balbucia:
- "É o dinheiro da bi-ci-cle-ta verde..."

Um murmúrio cresce no auditório
de admiração e vergonha
diante do sacrifício da criança.
Os pães são vendidos por milhares de cruzeiros,
maravilhosamente multiplicados
como os cinco pães do menino galileu...

As crianças da China teriam pão
porque um menino pobre do morro
dera tudo quanto possuía,
seu sonho,
sua bicicleta verde,
seu primeiro amor...

Talvez pareça um exagero de poeta
numa tremenda força de expressão.
Mas se sentirmos em toda intensidade
o peso de toda a humanidade
que geme sem Cristo, o verdadeiro pão.

Se contemplarmos milhões de mãos crispadas,
de almas revoltadas que suplicam amor,
milhões de famintos, pobres que morrem de frio
num mundo vazio - rebanho sem pastor.

Se olharmos através do IDE de Jesus
o campo enorme que é o mundo sem Deus;
se sentirmos também de igual maneira,
tudo entregaremos à Obra verdadeira
de semear na terra para colher nos céus.

Eu sou, tu és, nós somos responsáveis
pelos que perecem sem amor, sem luz.
Que Deus nos arranque do vil comodismo,
nos faça mártires, se assim for preciso,
mas que o mundo se dobre ao nome de Jesus.


 Myrtes Mattias
(Poetisa Brasileira)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A Oferta do Poeta

Descalço venho dos confins da infância
E a minha infância ainda não morreu
De traz de mim em face inda distante
Menino Deus Jesus da minha infância
Tudo o que tenho e nada tenho é Teu.

Venho da estranha noite dos Poetas
Noite em que o mundo nunca me entendeu
E trago a noite vazia dos Poetas
Menino Deus Amigo dos Poetas
Tudo o que tenho e nada tenho é Teu

Feriu-me um dardo ensanguentando as ruas
Onde o demónio em vão me apareceu
Porque as estrelas todas eram Tuas
Menino irmão dos que andam pelas ruas
Tudo o que tenho e nada tenho é Teu

Quem Te ignorar, ignora os que são tristes
Óh meu Irmão Jesus triste como eu
Óh meu Irmão Menino de olhos tristes
Nada mais tenho além de uns olhos tristes
Mas o que tenho e nada tenho é teu

     ( Pedro Homem de Melo)

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O Poeta das Árvores


PELA PÁTRIA - por António Correia de Oliveira


Primavera, pintura de Claude Monet

Ouve, meu Filho: cheio de carinho,
Ama as Árvores, ama. E, se puderes,
(E poderás: tu podes quanto queres!)
Vai-as plantando à beira do caminho.

Hoje uma, outra amanhã, devagarinho.
Serão em fruto e em flor, quando cresceres.
Façam os outros como tu fizeres:
Aves de Abril que vão compondo o ninho.

Torne fecunda e bela cada qual,
a terra em que nascer: e Portugal
Será fecundo e belo, e o mundo inteiro.

Fortes e unidos, trabalhai assim...
- A Pátria não é mais do que um jardim
Onde nós todos temos um canteiro.

O Manuel, meu colega blogueiro, a propósito das árvores, lembrou-me um Poeta português que amava a Pátria, a Natureza e as árvores. Eu recordo-me de o "ter conhecido" na escola, na instrução primária de então, e até parte deste soneto, que figurava no Livro de Leitura. Hoje fui procurar, e além do Poeta encontrei o Pintor - e, trouxe os dois.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Poesia antiga, sempre actual

A minha amiga Viviana sabe que eu gosto muito de poesia, e que também tenho um certo carinho pelas árvores. Gosto de todas; das altas e fortes, ou das esguias como são os choupos, das mais maneirinhas de copa redonda, e até dos arbustos. Nelas predomina o verde, a côr da esperança, mas numa gama variada de tons entre si. Sempre que é possível guardo-as em fotografia, chamo-lhes monumentos com vida. Então esta senhora, que sabe das minhas preferências, mandou-me estas rimas que achei muito bonitas, e por isso as vou colocar aqui.

Árvores

Parece-me que nunca ninguém há-de
Ver poema tão belo como a árvore.

Árvore que sua boca não desferra.
Do seio doce e liberal da terra.

Árvore, sempre de Deus a ver imagem
E erguendo em reza os braços de folhagem.

Árvore que pode usar, como capelo,
Ninhos de papo-ruivo no cabelo;

Em cujo peito a neve esteve assente;
Que vive com a chuva intimamente.

Os tontos, como eu, fazem poesia;
Uma árvore, só Deus é que a faria.

(J. Kilmer
Poeta americano
1886-1918)


domingo, 29 de novembro de 2015

É passado, mas não esquecido

Hoje resolvi falar de mim. Já não é a primeira vez, mas não é muito meu hábito, porém e sem algo que o fizesse prever passei a recordar, e aqui estou eu a contar...
Recordei-me dos anos em que em Portugal se fabricavam Máquinas de Costura. A fábrica situava-se em São João da Madeira, e a marca da máquina era OLIVA. Ali não se fabricavam só máquinas, também criaram a publicidade inerente e puseram-na em prática. E era assim - uma Firma idónea em terra que parecesse promissora, era convidada a ser Agente daquela Marca - depois tratava-se de bater todos os lugares ao redor, para vender as máquinas. Falava-se da qualidade do produto, da facilidade de pagamento, e o mais importante - a menina para quem a máquina era comprada, tinha direito a ir aprender costura e bordados gratuitamente, num curso com a duração de três meses, o qual teria inicio em breve, em local perto da Agência.

Em Montemor uma Firma de prestígio aderiu e tornou-se Agente. Fizeram uns arranjos num rés do chão desabitado na rua principal, criando um amplo espaço. Ao lado da porta da entrada que era parcialmente de vidro, abriram a parede e criaram uma enorme montra também em vidro, de modo que claridade não faltava no Stand, e a luz fluorescente fazia o resto.
Quando o cheiro das tintas desapareceu, chegou o mobiliário... máquinas, bancos, uma mesa enorme, uma estante e um armário. Posteriormente veio o resto: tesouras, agulhas, linhas, esquadros,fitas métricas, papel, e artigos de tecido com motivos já desenhados, prontos a serem bordados.

Como na Vila não se passava nada, qualquer coisa de diferente era logo notada. Não foi preciso muito tempo para que toda a gente soubesse, que iria funcionar um curso de corte e bordados...

Eu já tinha acabado a minha aprendizagem, já tinha três anos de bordados à máquina, e de costura tinha a técnica, e alguma prática. Eu só tinha 16 anos.

Um dia passei e fui espreitar pela montra, lá estavam as máquinas alinhadas... A Agência ficava em frente do outro lado da rua, e não tardou ouvi uma voz ao meu lado - era dum contabilista que lá trabalhava à pouco tempo; era novo, simpático, e de modo delicado perguntou-me quando é que eu me queria inscrever para participar no curso... eu disse que já trabalhava, e que também não precisava de comprar máquina, porque já tinha - então ele disse-me que não fazia mal, podia ir na mesma, não era obrigada a comprar... mesmo assim eu declinei o convite.

Mas, daí a dias fui lá inscrever-me. Eu acho que no intimo me assaltou a vaidade, se bem que nunca soube lidar bem com a dita. Era uma vaidade escondida que me dava um certo gozo, porque de antemão eu tinha a certeza que já sabia bordar bem, e as outras não.

E na data marcada lá fui, e caladinha, fiz o que a Professora mandou fazer a todas - uns riscos de cordonett - pela forma como eu conciliava a máquina com o mexer do bastidor, não tardou que a Professora viesse ter comigo - deixei logo os riscos e passei a trabalhar a sério, de imediato.

Foram três mêses maravilhosos para mim, eu ia só na parte da tarde e, estava como peixe na água - convivi com as jovens do meu tempo, eu até as ensinava, conheci outras de terras mais distantes, fiz trabalhos bonitos, mas não aprendi mais nada, para além do que já sabia quando para lá fui.

No fim do curso os nossos trabalhos foram expostos num espaço alugado para o efeito, e ficaram durante uns dias. Ouve baile no sábado, e no Domingo fez-se fotografia, e ouve festa no Teatro - entrega de diplomas, e variedades com artistas do Porto, recordo o Ângelo Fernandes e a Maria Amélia Canóssa, entre outros.

Consideraram que entre os trabalhos expostos, um dos meus era o melhor, e a Agência atribuiu-me um prémio que ainda conservo - um espelho em forma de leque com aplicações em prata.

E tudo voltou ao antes, as máquinas calaram-se e regressaram "à base", o resto ficou, e a chave deu volta na fechadura.
Esta a foto do curso onde eu fui aluna... E agora digam lá, qual sou eu?
( Na fila inferior, sentadas, sou a terceira da esquerda, com blusa branca.)

Passado algum tempo, sei lá, teria eu talvez 19 anos - o mesmo empregado de então, agora já fazendo parte integrante da firma, foi ter com o meu pai (dantes era assim) convidando-me para  ir dirigir o Stand em continuidade, só era necessário eu ter o curso de corte Oliva (eu tinha outro) mas era fácil, ia a Coimbra fazer isso que eles pagavam as viagens.

E daí  a pouco mais dum mês, voltei ao Stand, agora como encarregada, cheia de entusiasmo e também com um pouquinho de mêdo... Posteriormente constatei que não devia ter sentido receio - algumas alunas eram mais velhas do que eu, mas sempre o respeito imperou entre todas nós - sem o pressentirmos, éramos uma familia...
Foi positivo, direi mesmo que para além de tudo o que classifico de agradável e vantajoso, foi igualmente motivo de realização pessoal.

E os dias iam passando, entre bordados e costuras.
Um dia este empregado, que já era um amigo, e amigo de toda a gente na Vila,entrou no Stand como de costume para levar o correio que o carteiro sempre lá deixáva, e depois de me cumprimentar falou assim  - tenho um pedido a fazer-lhe. - Precisamos duma bandeira bordada para o Monte Pio, e queria pedir que a fizesse, não há prazo, embora seja muito necessária, pode até levar um ano, mas há um pormenor, não nos leve dinheiro.

Fiquei surpreendida, e nem respondi nada.

Não era fácil o que me estava a ser pedido...
Havia ali alguma responsabilidade. Não era um bordado qualquer, era uma cópia da antiga bandeira. Esta, um trabalho perfeitíssimo, bordado á mão sobre sêda natural, uma maravilha - na altura em tiras a desfazer-se em pó.

O meu pai sempre conselheiro alertou-me - "se és capaz vai em frente, se não és, não aceites..."

Eu fiz a bandeira!
E de acordo com o pedido não cobrei dinheiro algum.

"Eu amei"aquela bandeira.

Foram muitos dias de trabalho, curvada sobre a máquina, sempre com entusiasmo para chegar ao fim. Mas nesse dia eu senti-me triste, porque ia deixar de a ver... E antes de a embrulhar para entregar, levei-a para casa e coloquei-a na minha mala do enxoval, queria que ela levásse o perfume dos sabonetes... Eu se pudésse guardava-a para mim... Foi a minha melhor obra!
Num canto em pontos miudinhos e linha amarela (quase despercebido) bordei o meu nome, só a provar a minha autoria.

Guardei a fotografia que o meu pai fez questão que fosse feita - foi o Sr. António Rodrigues, o fotografo que a fez. É a única recordação que guardo.

E falo com mágoa ao dizer que dos responsáveis pela Associação em questão, nem um mísero cartão com a palavra obrigado,tiveram para mim. Nem tão pouco, pessoalmente, uma palavra.
Reuniram e apresentaram a bandeira  aos membros presentes, mas também não me convidaram para a respectiva sessão.
Sei que alguns deles, talvez mais sensíveis, se manifestaram maravilhados.
Mas comigo, só silêncio e nada mais.

Não é percetivel na foto o desenho - é um castelo encimado por uma corôa - e sobre ele a meio, duas mãos ( um aperto de mão) um ramo de loureiro, e outro de folhagem menor. A rematar, uns arabescos bordados a azul forte, e contornados a cordão dourado, assim como todas as letras, mesmo as do lado inverso.


sábado, 28 de novembro de 2015

As malhas que as mãos tecem

Estive de visita nuns blogs, onde apreciei trabalhos de crochet e de tricô transformados em bonitas peças para vestir, nomeadamente vestidos, e camisolinhas. (há quem lhe chame blusas)
Peças mais fresquinhas para o verão, e outras apropriadas para usar nos dias frios que nos estão prometidos para breve.

Então lembrei-me de vos mostrar a vós "colegas na arte das farpas", duas peças que também tricotei à mão.

Esta é a mais nova, pois vou colocar também a mais velha. Elas (camisolas) são irmãs, mas não são gêmeas... Esta de cor rosada foi tecida com fio brilhante. 

Esta de cor de trigo é de lã fininha, chamada fio industrial. Para os canelados dos punhos e decote,teve de ser com dois fios de lã. Bem, e o ponto é conhecido, é o Pavão.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Almeirim, terra de ótimos melões - mas não só...

 Uma rua do Parque de Almeirim. As árvores sempre a cativarem-me...

Em Rio Maior


Um fragmento dum cromeleque                                                                                                              
De saída do Parque, já a caminho do carro, uma ultima fotografia.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Justiça

Já não foi a primeira vez que estive, ou melhor, estivemos, em Rio Maior. Há alguns anos ficáva em caminho quando íamos para o Algarve. Agora já não é necessário passarmos pela Cidade.
Parávamos à beira do Jardim, e perto havia um café onde entrávamos sempre.  (o café ainda lá está)

Mas nestas férias decidimos voltar a passar por Rio Maior. E sem pressa passeámos no seu belo Jardim Municipal. É um parque magnifico, cheio de arvoredo. Um lago bonito de grandes dimensões, adornado com jatos de água que se elevam em curvas graciosas, prende-nos a atenção; um café acolhedor... mas também algumas estátuas de notáveis que mereceram a homenagem dos naturais de Rio Maior, povoam aquele "oásis."
Caminhando naquela profusão de verdes que tanto aprecio, parei junto a uma outra estátua, esta em frente ao Tribunal Judicial, (no mesmo Jardim) uma obra notável muito mais grandiosa, do que as que tinha observado antes.
Fotografei, mas foi pena não ter fotografado também, do lado oposto.

Este conjunto escultórico formado por cinco figuras, representa a Justiça.

A figura que se encontra no lado esquerdo para quem observa a escultura de frente, representa a Culpa ou o Crime, e encontra-se numa posição angustiada com uma expressão de dor dentro de uma cavidade.
A figura que se encontra por trás representa a Consciência, e encontra-se numa espécie de concha.
As duas figuras que encimam a escultura,  representam a Inteligência e a Vontade.
A figura que se encontra no lado direito representa o Arrependimento, e encontra-se sentado com a mão estendida como que a tentar aproximar-se da Justiça, através da Inteligência e da Vontade.

Em resumo, se um culpado tiver um acto de consciência e fizer um apelo à inteligência e à vontade, poderá aproximar-se da Justiça e assim reabilitar-se perante a sociedade.

         A Justiça, da autoria de Lagoa Henriques, em 1961

Ainda no Jardim de Rio Maior

Perpétuado em pedra branca, D. Nuno Álvares Pereira enquanto guerreiro. Actualmente venerado nos altares como Santo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

As minhas pobres rimas

Recado

Quando eu morrer, mantém a calma:
Não penses em rezar, nem tenhas dó,
Eu não creio na existência da alma
Quando a vida acaba, e o corpo é pó.

Flores à minha volta, também não:
Elas são vida, merecem outra sorte,
Que não aquela, que é só ilusão
Méro capricho, ou hábito na morte.

Guarda para ti a minha imagem.
Morrer é natural, não há opção.
Eu tomo a dianteira, vou nessa viagem,
Mas tu irás também, noutra ocasião.

(Dilita)

domingo, 1 de novembro de 2015

Retalhos do Jardim de Rio Maior

 Aqui, no grande e bonito Jardim da Cidade, apesar do tempo ameaçar chuva naquele  Domingo de manhã, a ginástica aconteceu, e em alegria.
Só o menino, um amorsinho, ocupado na sua tarefa (quiçá inadiável) estava ausente, nada à sua volta o distraía...
As árvores e o chão de verdes magníficos, somam beleza e dão bem estar físico e regalo ao olhar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Em Grândola, nós e o cão

Já começo a recordar, e ainda há tão pouco tempo aconteceu...
Na viagem de regresso das férias, em que já não vamos visitar mais nada, a ideia que persiste à saida de Armação, é vencermos sem pressas, os quatrocentos kilómetros que nos separam de casa.
Assim, fazemos umas curtas paragens, para beber água fresca, comer uma fruta, e dar alguns passos...
A primeira paragem foi em Grândola; deixámos a estrada nacional, e virámos prá terra da fraternidade, como diz  a Canção: - Grândola Vila Morena / Terra da Fraternidade / O Povo é quem mais ordena / Dentro de ti ó Cidade... Assim o disse cantando o José Afonso, o cantor da Liberdade.

Era hora de almoço, e no nosso caso já apetecia mesmo. Assim, com o carro a dois passos, levámos o cesto da merenda e num espaço empedrado contíguo ao jardim, assentámos arraiais. Mesas, bancos, e água potável esperam os visitantes neste local a eles dedicado; árvores dando frescura e sombra, e uma calma que conforta.
O Jardim começa ali, num plano um pouco mais elevado e prolonga-se por grande extensão, e é magnifico. Cativou-me logo que a ele cheguei, (já no ano passado) o verde predomina nos canteiros, nos arbustos, e nas árvores enormes, que filtram o calor entre a folhagem abundante e linda. Apetece ficar sentada à beira do lago, ou em qualquer dos bancos existentes ao longo do enorme espaço público. E também apetece dizer baixinho hei-de voltar...

Mas retomando a minha estória, eu tinha acabado  de pôr a mesa, e adivinhem quem nos veio fazer companhia?! Um bichinho calmo, e simpático...  um cãozinho bonito.  Deu uma volta a inteirar-se dos odores, e depois quedou-se ao alcance do meu marido. Ele começou logo a tentar repartir com ele, do que ali tinhamos. E digo tentar, porque ele não aceitava; nem pão, nem batatas fritas, nem frango. Nunca tínhamos encontrado um cão que rejeitasse comida... Ou não tinha fome, ou então tinha sido ensinado a não comer fora de casa.
Ficou connosco durante uns minutos só a fazer companhia. Qual seria o seu pensamento em relação a nós? Impossível sabermos, mas acredito que fosse favorável, porque finalmente lá se decidiu, e aceitou petiscar -  pouco depois caminhou decidido, e foi embora, talvez ao encontro do dono...



sábado, 24 de outubro de 2015

O Jardim de Grândola




No Alentejo Interior

 Um retalho duma rua, da linda Vila de Mora, com seu casario tipicamente Alentejano

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Trouxe comigo esta decoração

Eu chamo-lhe "o nosso café..." E em boa verdade já nem me recordo do seu nome.
Em Armação de Pêra não queremos outro, e a preferência já vem de há muitos anos atrás.
Tem uma boa área, e... dois enormes televisores, distantes entre si o suficiente, para que relatos de futebol diferentes, sejam ouvidos simultâneamente em perfeitas condições. Assim já se adivinha a fidelização a este café, por parte do meu marido. E como em tempo de férias não há divergências, lá vou eu também, e sem má vontade.
Sempre me atraiu a decoração do dito cujo, e neste ano pedi licença para fotografar.
Aqui ficam algumas fotos, esperava melhor obra, mas paciência, não consegui fazer melhor...



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A arte de que eu gosto

Voltei, para colocar mais umas poucas que fiz no espaço destinado ao Bilhar, no mesmo café (esqueci o nome) cujas paredes estão decoradas com objectos de arte indígena, e que eu não me cansava de observar, enquanto uma Senhora ao meu lado vendo o meu interesse, me disse sem reservas que se aquilo fosse dela, punha tudo a arder no forno, porque detestava.
Eu sorri, apenas na aparência...