quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Os Presépios

Estamos em tempo de Natal, tempo de festa familiar, se não para todos, pelo menos para a maioria dos cristãos. Diz o poeta que o melhor da vida são as crianças, e eu acrescento que o Natal é, ou devia ser, dedicado sobremaneira ás crianças. Há algo de comum porque é celebrado um nascimento,uma criança nasceu, foi o menino Jesus.E no presépio, ali está Jesus bébé, uma ternura, como todos os bébés são.
Decidimos levar o nosso neto até Montemor-o-Velho (nossa Terra) para ver o presépio, erguido numa das salas do 1º andar da Igreja da Misericórdia.No rés do chão logo à entrada, damos de caras com um Pai-Natal que ao som duma musica alegre se bamboleia todo divertido. Subimos a escada de pedra ao encontro do presépio, este só diferente do tradicional porque tem movimento: as ovelhas circulam, a água que corre numa levada aciona a roda da azenha, no Castelo a porta abre e fecha, as luzes acendem, e até a sagrada familia se movimenta também. O Gabriel nos seus 9 anitos irrequietos, gostou de ver e tudo serviu para brincar. Dançou com o Pai-Natal lado a lado, e o avô fotografou. O dia era para ele, de modo que almoçámos num restaurante ali ao lado, e a seguir fomos ao castelo porque ele queria repetir a visita do ano passado. Estava um sol magnifico, e era ainda muito cedo para vir para casa. Por isso seguimos por estradas secundárias e atalhando, rumámos a uma localidade denominada Tocha, a dois passos da praia do mesmo nome, para vermos um presépio de rua,que estava situado numa praça ajardinada a dois passos da Igreja. Embora estático, gostei muito, pelo facto duma maior aproximação à realidade. Não recria Belém, mas não perde por isso, porque tudo ali está representado em tamanho natural, inclusivé o estábulo, as figuras humanas, os anjos, e os animais.Lá estão também os pastores e as ovelhas, os Reis Magos com os seus cofres dourados, e os respectivos camelos.
Resumindo, um dia agradável para recordar.
Desta vez não foi o Gabriel a fazer as fotos da ordem, foi o avô, que não teve mãos a medir quanto à exigência do neto, que gostava de ser fotografado em todo o sitio, e para isso juntou-se à Sagrada Familia no Presépio da Tocha.


Na segunda foto, um bocadinho do Presépio de Montemor-o-Velho.

                                      



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

No Parlamento Europeu este deputado diz o que pensa



No Parlamento Europeu, o sr. Bloom diz que os países que estão endividados o estão porque os seus políticos foram estúpidos, ridiculamente ineficazes e incompetentes e que é imoral pedir aos contribuintes honestos que agora paguem o que eles gastaram, muitas vezes ineficazmente, que gastaram sempre a mais do que cobraram em impostos ou até do que aquilo que podiam cobrar. Mas estes políticos, digo eu, não são penalizados, basta ver que o sr. Sócrates fez o que fez, toda a gente já sabe, e agora está em Paris a estudar filosofia e a comer do bom e do melhor. Mas as coisas estão a mudar pois até Chirac já foi condenado por má gestão. Só que por ca´ainda vai demorar até se fazer Justiça e esta gente aprender que um país tem de ser governado e que eles são nossos funcionários, devendo prestar contas do que fazem, se bem, muito bem, se mal, então devem ser penalizados por isso, como acontece a qualquer empregado ou funcionário...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A minha árvore de Natal para todos vós

Paz
União
Alegria
Esperança
Amor . Sucesso
Realizações . Luz
Respeito . Harmonia
Saúde . Solidariedade
Felicidade . Humildade
Confraternização . Pureza
Amizade . Sabedoria . Perdão
Igualdade . Liberdade . Boa - Sorte
Sinceridade . Abundância . Fraternidade
Equilíbrio . Dignidade . Benevolência
Fé . Bondade . Paciência . Gratidão
Força
Jesus

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Recordar Ary dos Santos

Passei na avenida e vi o mar, grandioso e bonito,mas enfurecido, pronto a tornar-se
cruel, e lembrei-me dos pescadores. Heróis todos os dias, e nunca medalhados.
Ainda envolvida por estes pensamentos, hoje vou colocar aqui uma poesia.

A Pesca

O bafio o safio a enguia o atum
Um para todos todos para um
Mas nenhum por todos
E todos por nenhum.
Ai a raia ai a raiva
De pescar em jejum.

Amadores da fala das marés
Cicatrizes da faina amadises da gala
Duma cauda de renda duma onda de espuma
Este mar aprendiz da vossa força
Aprende a ser o vosso
Ou de coisa nenhuma.

Obrigai-o a dar-vos o que a vós
Deve em suor e choro.
Quando dizeis em coro
À uma à uma à uma
Se não for vosso o barco
Há-de ser vossa a voz
Ou de coisa nenhuma.

Uma lua uma vela uma lula uma estrela
Que lindo e mole é tudo
Mas quem dará por elas
Mais do que um pão de silêncio uma pedra de vinho.
Ah não!
Deveis vencê-las
Às vagas que vos saem ao caminho.

Garanhões das correntes
Campeões
Dos músculos da água
Ide
Ide e voltai contentes
Com vossas redes cheias dos latentes
Peixes da nossa mágoa.
Trazei monstros marinhos e ancestrais
Piranhas tubarões moreias e serpentes
Mas sobretudo os peixes canibais
Que se nutrem de gente.
Despejai-os na lota como ao ódio
Escamado que vos cobre:

Durante a luta
Haveis de ver quem morre.


(José Carlos Ary dos Santos)

domingo, 11 de dezembro de 2011

A Lenda do Pintarroxo

A minha amiga Anita que vive na Ilha da Madeira, aquela senhora que gosta de receber correio porque vive sózinha, e a quem eu escrevo ás vezes, e outras telefono, (aquela que me mandou as plantas) não se crusou com a felicidade, caminharam sempre em caminhos opostos, e assim o tempo passou por ambas, e elas sempre distantes. Tinha e tem sonhos como todos nós, mas parece que se ficam por aí sonhos apenas. Nem de saúde que é um bem próprio, ela usufrui. Há pessoas assim, que parecem destinadas a prescindir, sem que elas o desejem. Porém não se manifesta desesperada, por vezes lá vem um pequeno lamento, mas pouco consistente, ela está por tudo com boa vontade. É cristã, e possivelmente a fé lhe dará a força necessária.Tem a fé que a mim me falta, eu nem sei se já lho confessei, mas em todas as cartas que me envia, sempre junta umas pagelas com orações.Com os bolinhos e as plantas, que recebi na passada semana, vinha a cartinha que não fujiu à regra em relação ás orações, mas desta vez trazia também uma folha que ela tirou dum livro,e nesta uma Lenda cheia de ternura, que logo decidi aqui colocar.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

As 10 coisas que mais gosto

A minha filha indicou-me para dar continuidade a um MEME no blogue dela, o Palavras-Cruzadas. Ela explicou-me que é uma corrente que os blogs fazem- as pessoas escrevem sobre um tema, ou colocam fotos. Passaram-lho a ela e ela a mim e eu vou responder e depois passar a algumas das minhas visitantes: 10 pessoas. Depois essas 10 pessoas podem fazer também o MEME: responder e indicar mais 10 pessoas. Não é obrigatório, mas é engraçado.Assim, as 10 coisas que mais gosto são:
  1. Gosto de lombo assado com batatas à volta, e arroz com passinhas e pinhões, é fácil de executar, e sai sempre bem.
  2. Gosto de ouvir dizer poesia: gostava do Mário Viegas, do Manuel Lereno, do Pedro Homem de Melo, e actualmente do Manuel Alegre.
  3. Gosto de ler,tenho sempre um livro à minha espera. Acabei há pouco Diz Adeus,de Lisa Garden. Não gostei muito, embora o tema forte da história seja sobremaneira actual. As aranhas são também ali parte importante. Tarântulas e outros tipos, tem até explicação interessante para quem goste.
  4. Gosto do belo Canto,voz a solo, aquelas áreas deliciam-me. Não sei porque gosto.
  5. Gosto do fado de Coimbra, daquele estilo único, e as guitarradas prendem-me, gosto das serenatas nesta cidade.
  6. Gosto de estar à janela quando o dia finda e anoitece, gosto do escuro da noite cortado pelas luzes dos faróis dos automóveis, gosto de ver cá do alto.
  7. Gosto de visitar museus onde haja pintura, ourivesaria, louça. (coisas bonitas)
  8. Gosto de estar na praia com pouca gente, sentada a contar as ondas que se vão formando ao longe, e sentir a brisa morna á sombra do chapéu colorido. 
  9. Gosto dos espectáculos de equitação com os cavalos executando provas de saltos.Acho vistoso todo o ambiente que embora preparado é Natureza há verdura e flores,e cavalo e cavaleiro são conjunto elegante. Também a arte de conduzir o cavalo, acho bonito.
  10. Gosto de conversar, gosto de escrever e de interpretar as cartas de Tarot.
E agora passo o desafio às seguintes senhoras:

domingo, 4 de dezembro de 2011

Excesso de zêlo?

Ainda influenciada pela desigualdade que grassa entre os povos, nomeadamente na Europa, e claro no nosso torrão à beira mar plantado, que dela faz parte não sei se pra bem se pra mal. Mas enfim também os países não escolhem o local de nascimento, penso eu. Achei-me a recordar o tempo em que às crianças era incutido desde cedo, que era necessário trabalhar. Não se esperava nada do Estado.
Quem é que ia pedir uma casa ou algum subsídio a alguém do Governo? Nem sabiam como o fazer, mesmo que fosse possível. Daí que os homens naquela época (salvo excepções ) quando assumiam um trabalho aplicavam-se, observavam aquela máxima do "não deixes para amanhã o que podes fazer hoje", trabalhavam com gosto e assim viveram.
Bem, nós casal Fernandes, vimos dessas gerações, e naturalmente também nos ensinaram que o trabalho é honra, e o certo é que nós acreditámos, e temo-nos dado bem com esse conselho dos mais velhos.
Mas eu quero falar duma situação, que igualmente tem a ver com trabalho, e sempre me tem feito sorrir.
Foi há uns 30 anos atrás, aqui na Figueira. Estavamos na quadra da Páscoa, e a Sexta-Feira-Santa era considerada feriado. Porém, os cabeleireiros tinham-se entendido com o sindicato, e com as próprias empregadas, no sentido de trabalharem nesse dia. Depois na segunda era o habitual descanço, e na terça também seria, correspondendo assim ao dia de sexta, a que tinham direito. Isto já acontecia há alguns anos, e elas até gostavam porque eram dias seguidos em que paravam a respectiva actividade.
Mas neste ano gerou-se alguma confusão, o sindicato ora era favorável, ora pedia que esperassem pela confirmação. Sem novas do sindicato, subentendeu-se que iria ser como nos anos anteriores, e na dita sexta feira foi um dia normal de trabalho.
Daí a dias vem a surpresa, processados os responsáveis dos maiores salões que existiam na Figueira naquela altura. E no dia marcado, depois das inevitáveis (chatices) formalidades inerentes, lá foram sentar-se no banco dos réus os três homens. O senhor Mourinha (já na casa dos 50), o Mário Bertô, e o Olímpio, mais novos (ainda nos 40). Foram absolvidos, claro.
Mas não deixa de ser hilariante,

" TRÊS HOMENS NO BANCO DO RÉUS
POR ESTAREM A TRABALHAR! "