terça-feira, 18 de junho de 2019

Na Feira do Livro em Montemor-o-Velho

Pois minhas amigas e amigos, ontem dia 15 de Junho estive na Feira do Livro na minha terra Montemor-o-Velho, para autografar o meu livro Montemor Verdade e Fantasia. Estava um vento um tanto antipático, mas o calor humano e simpatia foram mais fortes.

Montemor Verdade e Fantasia (o meu filho mais novo)

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Montemor, Verdade e Fantasia: sessão de autógrafos na Feira do Livro de Montemor-o-Velho



Entre 11 e 16 de Junho vai decorrer em Montemor-o-Velho mais uma edição da Feira do Livro.  No dia 15 de Junho, pelas 15:00 horas terá lugar uma sessão de autógrafos do meu livro Montemor, Verdade ou fantasia. Convido-vos a aparecerem para trocarmos impressões e também a divulgarem a minha presença no evento!

Recordo aos mais distraídos que o livro foi  lançado em Novembro passado e que surgiu depois de, durante alguns anos, ter escrito histórias sobre a minha infância e adolescência na antiga vila, neste blogue. Incitada pelos blogueiros  meus leitores, e amigos, acabei por concretizar uma ideia nunca pensada: escrever e publicar um livro. Foram muitas horas a rever e melhorar os textos que escrevera no Renda de Birras, algumas contrariedades e até desânimos, antes do livro chegar à mão dos leitores. Embora seja uma publicação que interesse sobretudo aos nascidos e crescidos em Montemor, o livro já atravessou o Atlântico e chegou a terras brasileiras.

A publicação tem sido bem  recebida pelos leitores em geral o que me tem deixado muito satisfeita. Por vezes ainda me surpreendo com aquilo que consegui fazer: um livro. E agora estarei numa Feira de Livro, e até me chamam "escritora", o que não sou, na verdade sou uma amadora da escrita. Só isto já dava uma nova história! Uma sinopse detalhada das diversas histórias pode ser linda aqui, no blogue Renda de Birras, através do qual também podem, os interessados, solicitar a compra de um exemplar.

Sinopse breve

Em Montemor, verdade e fantasia, Dília Brandão Fernandes, junta trinta e uma estórias que resgatam do esquecimento um tempo sem retorno. Através de uma escrita simples mas cativante, onde se entrelaçam realidade e ficção, a autora relata memórias de Montemor-o-Velho, onde nasceu há 81 anos.

Acontecimentos coletivos e fenómenos hoje desaparecidos, usos, costumes e modos de vida dos anos 50-60 sustentam peripécias bem humoradas ou episódios mais sombrios protagonizados pelos habitantes da vila. São as jovens lavadeiras e as suas brincadeiras impensáveis, as bordadeiras e costureiras e o seu lavor, as trabalhadoras do arroz e a sua labuta, a sorte de mulheres companheiras da jornada de homens de virtudes e defeitos, quinteiros, agricultores, soldados, padres, as suas mágoas e os seus triunfos. São as figuras da terra, o gasolineiro, o farmacêutico, os médicos, o melómano, os “doutores” e os trabalhadores do campo, as suas brigas e ajustes de contas, e ainda seus ídolos, o ciclista Alves Barbosa, ou o artista e inventor das Espigas Doces, Henrique Flórido, que conseguiu fazer história na doçaria regional com as Espigas Doces. É também a paisagem anualmente transfigurada pelas cheias do rio Mondego, a escola da disciplina “à reguada” e o recreio, sessões de cinema ao ar livre que provocavam emoções fortes nunca vistas, as feiras da fartura e da miséria humanas, os pobres que pediam esmola de porta em porta aos sábados de manhã quase um  ritual, ou ainda a banda filarmónica no olhar de uma criança, entre outros ecos ímpares de um tempo e Montemor hoje incomparáveis.

O livro, uma edição de autor, de 196 páginas, inclui também mais de duas dezenas de fotografias de Montemor antigo, a preto e branco, feitas pela autora, e um prefácio escrito por Manuel Carraco dos Reis.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Feliz pelo merecimento!

Sobre este s

Chico Buarque é o vencedor do Prémio Camões 2019 o artista, que é músico e escritor, Chico Buarque vence o Prémio Camões Camões 2019, anunciou hoje o júri reunido no Rio de Janeiro, BrasilO Prémio Camões, considerado o maior prémio da Língua Portuguesa, foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988 com o objectivo de distinguir um autor "cu...

quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Rotunda

Da minha janela eu não vejo o Tejo preguiçoso, como dizia a cançoneta, nem tão pouco o sereno Mondego que aqui na linda Figueira da Foz se entrega ao mar. Vejo esta rotunda que tão mal recebida foi por mim, quando ela ainda era só projecto. Custou-me ver as árvores por terra sem apelo nem agravo como sói dizer-se, vítimas da alteração do espaço em beneficio do trânsito mecanizado, e também dos peões. É certo o ditado, não se pode ter tudo... Hoje, esquecidas as penas, eu gosto do que vejo, e bendigo a alteração. Da minha janela, cá do alto (frente ao candeeiro) eu fiz estas fotos com intervalo dum ano entre si.
A imagem pode conter: céu e ar livre

 A imagem pode conter: céu, árvore, nuvem, automóvel e ar livre

segunda-feira, 6 de maio de 2019

O bem duma saudação amiga



Do Jair meu amigo e parente brasileiro eu surripiei este texto da sua autoria.
Gostei, fala-nos da triste realidade actual, vão gostar de ler - tenho a certeza.

Sempre Bom Dia!

Quando tudo o que se esperou era paz e sossego, entra um homem bomba e morremos ou nos ferimos, mas sofremos mesmo assim com a dor alheia, com a destruição das casas e igrejas e sonhos. Respirar profundamente, pensando em Deus e seus anjos, para que amenizem esta intolerância, o ódio que destrói vidas, trocá-lo pelo amor que salva...Como crianças perdidas na floresta, fugindo do lobo mal e da casa de doces da bruxa, vamos correr nos campos abertos e respirar o ar puro da pampa. No Sri Lanka ou no Rio de Janeiro somos metralhados, somos destruídos como nada, e nada não somos, somos tudo que quisermos ser de bom...a liberdade se limitou ao nosso cérebro, se sair um pensamento, já não somos mais livres, pois sempre haverá alguém cheio de ódio para nos atirar pedras e falar mal de nós na internet. Quando estou deitado em casa pensando na minha vida, não tenho tempo para cuidar a vida do vizinho, mas ele perde seu tempo cuidando da minha vida. E meu cão late, como se ouvisse o barulho de uma explosão. Tempos passados e distantes, uma leve memória de felicidade, de paz...éramos inocentes crianças brincando de ser feliz, correndo livres na rua, ciranda cirandinha vamos todos cirandar...Oremos à Deus pedindo paz. Olhemos nossos vizinhos e vamos dizer bom dia. Não viremos as costas para quem pede comida em nossa porta. Vamos responder aos bons dias de todos, todos os dias. Devemos perdoar quem nos metralha? Devemos perdoar que explode igrejas nos festejos da Páscoa? Eu não sei, mas não desisto de Deus, não desisto de minha boa vontade. Não desisto de dizer BOM DIA.

Postado por jair machado rodrigues

terça-feira, 30 de abril de 2019

Soneto do amigo


Enfim depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


by Vinicius de Moraes

terça-feira, 26 de março de 2019

A ternura duma amiga que está longe, mas sempre perto. Obrigada Nouredini.

Querida amiga,

ao retornar de uma viagem a serviço na região de Juazeiro, lugar onde se moha os pés com o Rio São Francisco - nosso Velho Chico, tive a grata surpresa da chegada do vosso livro.
Fiquei alguns minutos em extase, manuseando o pacote, olhando a letra do remetente, imaginando-o atravessando mar e desaguando na Bahia. Depois, cuidadosamente abri o pacote e ohei para ele como se estivessemos nos apresentando. Olá, eu sou a Nouredini, a quem sua mãe lhe confio a guarda!
Cheirei as folhas, senti a maciez do papel, imaginei-a indo aos correios postar e meu coração se encheu de felicidade e gratidão pela sua amizade e tanta consideração. 
Por um breve momento senti um aperto no peito, quem derá Zito vivo estivesse  e certamente, colocaria com toda distinção um post no Arrozcatum, entretanto, de imediato, me recompus ao lembrar, com alegria, que o Renda nos uniu  - eu , você e Zito. É verdade , que conheci outros, mas amizade a vera, ficou a nossa.
Minha amiga, quanto orgulho desta sua vitória. Hoje carriei o livro ao trabalho e mostrei a todos. Não canso de dizer:  - a minha amiga de Portugal escreveu seu primeiro livro e na minha fala fica a certeza de que outros virão.
Obrigada por esta alegria. Toda a família lhe envia saudações e lhe parabeniza a vitória.
Vou fazer um bolinho, passar um café e prazerosamente inicar a leitura.
Com carinho,

Nouredini

domingo, 17 de março de 2019

Foi há cinquenta anos...



Foi na madrugada de 28 de fevereiro de 1969 que aconteceu em Portugal um dos grandes sismos de que há memória. São passados cinquenta anos, porém ainda não esqueci o grande susto que me deixou apavorada por largos meses e receosa para sempre, pois é fenómeno que não avisa quando se manifesta.


Eram quase quatro horas da manhã, e (nós) eu, dormia tranquilamente, mas a sonhar que a terra tremia enquanto eu tentava colocar os chinelos de quarto debaixo da mesa de cabeceira. Acordei e a terra tremia mesmo,sucedeu-se o alvoroço entre nós e a expectativa, pois a calma aconteceu, para logo logo depois, tremer a valer acompanhado dum ruído surdo que parecia paralisar-nos de terror. Apressadamente a minha mãe pegou ao colo a nossa filha bébé de dois anos, e precipitou-se a correr para o pequeno jardim tentando ultrapassar o pequeno muro que o separava dum espaço amplo de terra de semeadura paralelo à estrada. Nós corremos em sentido inverso e saímos pela porta principal achando-nos na rua aonde parte da vizinhança se juntou num ápice. Era em Braga num lugar chamado Ponte dos Falcões um subúrbio da cidade. Uma única rua de chão mal calcetado, mas de casas novas, lindas, pintadas de verde.Todas de rés do chão e primeiro andar com jardim nas traseiras. Mesmo com pressa de sairmos, ainda batemos violentamente á porta dos nossos senhorios que viviam no andar superior, receando, sei lá, que a casa caísse e eles adormecidos lá ficássem. Nem toda a gente teve presença de espírito para vestir um robe ou roupão, a maioria saiu como estava, de modo que se não fôsse a aflição instalada em que ninguém reparava em ninguém, aquilo até seria hilariante... Os minutos pareciam anos e os vizinhos de cima não desciam. Repetição de pancadas na porta, e eles falaram - já vai! E daí a mais um bocado lá apareceram então. Ainda os estou a ver... E como dizem os crentes" não os estou a chamar cá pra mal." Ouviu-se o som da chave e do trinco da porta e apareceram os dois na maior calma, impecávelmente vestidos e calçados como se fôssem para a cidade ás compras. Ela de vestido e casaco, e ele de fato inteiro camisa e gravata.


Apesar do mêdo reparei, e sorri. E pensei, que mesmo no meio do perigo há sempre quem seja forte e esteja para além...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A Natureza também capricha...

Entre muitas e da mesma árvore esta laranja nasceu diferente. Achei interessante e fotografei-a. E a origem? Daqui perto, duma aldeia bonita de nome Ereira.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

A brincadeira

Hoje acordei cedo. O sol muito descorado já me espreitava por entre as pregas dos cortinados do quarto incitando-me a deixar a cama. Porém aquele aconchego da roupa ainda quente, era por de mais agradável e sem mesmo me mexer deixei-me ficar a olhar o teto. Naquele silêncio um breve trinado fez-se ouvir - a minha vizinha do andar superior deixou que um casal de passarinhos fizesse o ninho na sua varanda, e são os seus pios que de vez em quando eu ouço com verdadeira delicia. Fazem-me lembrar a infância vivida de perto com a Natureza. Com outras meninas eu ia para a Cêrca, assim chamada porque eram as terras envolventes dum antigo Convento, nesta época já totalmente descaracterizado. Os pais da minha amiga Alice residiam nele, à época casa de lavoura, cultivavam as terras, e aturavam a invasão das meninas companheiras de brincadeiras da filha. Acercávamo-nos das pereiras e roíamos as pêras maduras ou verdes e as amêndoas duma única amendoeira raquitica que ainda subsistia. Entre duas pedras partíamos as cascas e comíamos o miolo ainda leitoso. Nada nos fazia mal, chapinhávamos na pequena regueira que corria em chão de areia entre a terra de semeadura e a estrada, e onde cresciam desordenados os "gordos" agriões na fresquidão da água nascida não sei onde. Mesmo com os pés molhados calçávamos os sapatos e reatávamos a brincadeira.  Uns pequenos salgueiros que se erguiam acima, na pequena encosta, também eram tentação, agarradas a eles saltávamos a pequena valeta de cá para lá e vice-versa, vangloriando-nos depois pelo feito, quando pela quantidade de vezes sem cair era apontada a vencedora. Quando eu conheci a Alice ela morava numa casa em frente à minha, e se a memória não me falha foi uma estadia transitória enquanto eram feitas umas obras no convento aonde ela e a família já residiam. Eu e algumas companheiras da escola, brincávamos na casa dela e na minha, mas a dela tinha um grande quintal e por isso era preferida. E saltavámos à corda na rua, que era uma via com trânsito mas chegava também para nós. Nesse verão a rua foi alcatroada de novo, um trabalho que durou semanas e nos aborrecia sobretudo pelo cheiro do alcatrão. Finalizaram a obra com uma camada de areia normal, e outra de areia grossa. Os automóveis ao passar afastavam essa areia grossa para os lados da estrada. E naquele fim de tarde em vêz de saltarmos à corda começámos a juntar a areia e a atirá-la para o meio da rua. Eu até era bem comportada e sossegada, mas deu-me para a asneira - agarrei duas mãos cheias de areia grossa e atirei-a propositadamente contra um automóvel que vinha em andamento. O Sr. falou alto, e parou adiante, e logo começou a recuar. Fugimos todas cada uma para seu lado, e eu e a Alice ignorando as nossas portas de casa ali mesmo em frente, fugimos esquina acima e entrámos na casa dela por uma porta do quintal ás escondidas da mãe, e fomos meter-nos de baixo da cama. Passado algum  tempo deixámos o esconderijo e eu regressei a casa cheia de mêdo, mas a fazer fé no nosso segredo. Mas qual?  Não me livrei da sova no dia imediato, porque a minha mãe teve conhecimento da "minha proeza" e, caiu das nuvens, como sói dizer-se. E ainda me prescreveu uma semana sem saltar à corda. E assim aconteceu sem lamentos nem queixas.
( as crianças não avaliam o mal e por vezes erram, e foi o meu caso, mas hoje ao recordar não fui alheia a um sorriso "ao ver" a cena da fuga...)


sábado, 19 de janeiro de 2019

Recordando...

Era um caixotito verde escuro com uma alça para colocar ao ombro, ou ao pescoço.E a alegria que eu vivi quando de regresso duma ida a Coimbra o meu pai me entregou aquele objecto... Foi a minha primeira máquina fotográfica. Eu teria então dez anos, tinha as minhas amizades, meninas da minha idade e companheiras de brincadeira. Aos Domingos saltávamos à corda, jogávamos ao esconde, mas a máquina veio alterar tudo, eu só queria fotografar, e para isso era necessário aprender. E foi então que toda vaidosa de máquina ao ombro eu passei a calcorrear as ruas íngremes da vila ao lado do meu pai, que cheio de paciência me explicava a posição a escolher em relação ao sol, as distâncias a observar, etc. (hoje nada disso é necessário) As fotos eram quadradas e pequenas, e passado algum tempo o meu pai trouxe-me outra máquina, já um modelo de fole que fazia fotos de 6x9 e com mais qualidade. Tinha feito uma troca e por isso levaria esta.
Ai que má noticia, ia levar o meu caixotinho... Triste, chorei, chorei, mas pai era para ser obedecido e, também depois de ouvir a sua argumentação propicia ao meu entendimento, enxuguei as lágrimas e no Domingo seguinte fiz as primeiras fotos com a máquina nova. Anos depois ofereceu-me a sua própria máquina, cujas fotos eram de 6,5X11, uma ICA que me acompanhou durante largos anos. Hoje é centenária, e como tal, objecto de estimação. Fotografei-a para colocar no cabeçalho do Blog e também no do Facebook.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

JORNAL de MONTEMOR publica notícia sobre o meu livro



O Jornal de Montemor fez-me uma surpresa. Estou contente e agradecida. Não é fácil fazer chegar a novidade ao conhecimento dos interessados, em especial são as pessoas que vivem em Montemor-o-Velho, ou que têm alguma ligação a Montemor ou às pessoas que ali vivem ou viveram. Apesar de fazer alguma divulgação no blogue e no Facebook, sei que muitos não andam nas redes sociais, nem sequer usam o computador ou o telemóvel. É assim muito importante que o Jornal de Montemor se tenha interessado pela publicação do meu livro de memórias. Sim, são memórias, histórias baseadas em factos e pessoas de carne e osso, em muitos casos, mas também alguma fantasia, e daí o título que escolhi dar.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

As felicitações vindas de além mar, da linda Cidade chamada São Salvador da BAÍA chegaram até mim...

As linhas pularam ao papel e salpicaram estórias.
Costura e borda na variedade dos matizes, avesso impecável e multiplicidades de pontos e laçadas, que formam trama infinita.
Ajusta e sabe dar final ás pontas e sobras e, com esta mesma destreza, a nossa querida Dilita teceu, costurou e porque não dizer, pintou e bordou muitas estórias e histórias e deu -lhes o impecável acabamento em forma de livro.
Um filho temporão, mas que promete crescer a família e não ser único. Há muito o que contar, sempre embalada por rendas e birras que construíram e fortaleceram está grande mulher, mãe, esposa e avó.
O que há de faltar a Seu Olimpio que a tenha como companheira já passadas as bodas de ouro? Sobra-lhe orgulho tenho certeza.
Seu Olímpico, faz-me um favor e na próxima vez que lhe oferecer um ramalhete, inclua as flores nossas, cá do outro lado.
Carinho, respeito e orgulho de ser sua amiga Dília Brandão Fernandes. Deus a guarde imortalizada nas estantes da vida.

Carinho e respeito,
Nouredini e família

sábado, 17 de novembro de 2018

Escrevi um livro!


Foi com alegria, e também com alívio, que recebi os meus livros impressos, na semana passada! É verdade! Foram anos, talvez não acreditem mas assim foi, desde que neste blogue me desafiaram para escrever um livro a partir das estórias que aqui escrevi. 
Após muitas hesitações, meti mãos à obra. Mas pelo meio foram muitas as complicações, coisas da vida e também da própria escrita, pois descobri que tinha de rever e polir as minhas "birras". Aqui no blogue a exigência não é tão grande, fica escrito, mas não fica escrito no papel. Foi assim que os textos que eu pensava estarem escritos nunca mais tinham um fim. E quando eu julgava que era agora, que, finalmente tinha acabado a escrita, ainda não era. Depois outros contratempos se juntaram e semana após semanas, mês após mês, o tempo passou. E é de tal maneira que até eu própria venho aqui menos vezes, ando pelo Facebook ou então presa aos meus afazeres e o blogue ficou mais parado do que nos tempos em inicialmente estes textos foram escritos. Mas como foi aqui que tudo começou, também é aqui que quero dar a notícia em primeira mão, aos meus amigos e amigas que leram as minhas linhas e me desafiaram a fazer isto, algo em que nunca tinha pensado. Uma pessoa nunca sabe para que está guardada, umas vezes para coisas menos boas, mas também para ser surpreendida sem saber que podia sê-lo. 
Para essas pessoas, as responsáveis por esta "loucura", caso desejem adquiri-lo, posso dizer que a leitura será ainda uma novidade, tantas as voltas que dei às minhas postagens iniciais, que leram por aqui. E também incluí novidades. 
Para já as opiniões têm sido favoráveis, mas resumem-se às pessoas da família, pelo que não posso acreditar em tudo o que me dizem. Acho que ficou um livro bonito de olhar e agradável de ler. Foi feito com muita dedicação e esforço, afinal, não sou escritora, e nunca serei. Mas gosto de escrever e de ler, e quem sabe se este livro não inspirará algum dos meus amigos ou das minhas amigas blogueiras a lançarem-se na mesma aventura. 
Se clicarem abaixo do cabeçalho do blogue, na página, "Sobre o meu livro, Montemor: verdade e fantasia", podem ler um resumo do contéudo do livro. E para encomendar, contactem-me pelo formulário de contacto, à direita do blogue. Assim eu recebo a vossa mensagem na minha caixa de email.

sábado, 16 de junho de 2018

As rosas perfumadas

Caras amigas e amigos, finalmente voltei! E que saudades eu tenho sentido do meu bloguinho que aniversariou em Dezembro passado e eu até deixei passar a data em segredo.
De igual modo sempre recordo as visitas que por aqui passavam e deixavam seu carinho em palavras simpáticas que me faziam bem. Mas deu-me a preguiça e parei. Fiquei com as recordações que valorizo e por isso hoje voltei. Oxalá não sofra nenhuma recaída...
Vou voltar ás minhas histórias, mas não já.
Hoje apenas deixo umas rosas, uma foto que fiz há dias, pena não poder transmitir o seu perfume; ao tempo que não encontro rosas como estas que perfumam o ar.
O meu marido nunca comprou rosas para me oferecer, não era capaz, confessa mesmo que nunca teve jeito; em contrapartida muitas vezes trás chocolates, eu não fico a perder... Mas sempre que calha rouba-as e, lá aparece um tanto encabulado de flores na mão. Estas não fugiram à regra, foi para visitar um amigo e não o encontrou em casa. Então do pequeno jardim frente à moradia, surripiou as flores. Em principio eu até pensei que seriam do amigo para mim, mas não.
Gostei, eram bonitas embora uma delas já estivesse um pouco "madura." (afinal como eu)
Coloquei-as na água, e depois fotografei.


Sagrado Coração de Jesus

Bonita imagem do Sagrado Coração de Jesus que se venera na Igreja de Santo António dos Congregados na Cidade do Porto, pertinho da Estação de São Bento.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Aniversário

Mais um ano passou sobre aquele dia 25 de Abril de 1974. Recordo-me  bem; estava um dia cinzento com pouca luz, não a prometer chuva, contudo o sol estava ausente.
Pelo meio da manhã na Cidade de Braga muitas pessoas corriam para o aparelho de televisão alertadas por outras para o facto de que algo estava a acontecer em Lisboa. Pouco se sabia ainda e daí a curiosidade natural. Eu também passei muito tempo a fazer igual, num alvoroço que contagiava sem nos apercebermos. Foi um dia enorme... a T.V. a pedir aos médicos que estavam em casa, para se dirigirem aos seus locais de trabalho, às pessoas de Lisboa para se manterem em casa, a espaços liam comunicados curtos com alguma informação, e por fim transmitiram em directo o ponto mais alto da revolução que já seria dos cravos. Era quase noite quando os altos magistrados da Nação se renderam pondo fim a uma Ditadura obsoleta, negra e trágica.
A palavra Ditadura só por si assusta, quanto mais o que o seu miôlo encerra, e encerrava no nosso Portugal. Os militares conquistaram a Liberdade chamados por isso os Capitães de Abril, com o valoroso Salgueiro Maia na frente, de peito aberto e arma no chão, desprezando a própria vida.
Que se festeje eternamente, e nunca seja esquecida esta data, nem os valores que ela encerra.


A 25 de Abril de 1974
Festejou-se a liberdade e o sonho,
Com hinos nos lábios,
Com votos renovados de esperança.
Com o País aberto à verdade,
E os braços estendidos aos Heróis,
Às promessas e à confiança.
Foi dia de luta, de lágrimas,
De adeus às armas, de acolhimento.
De um sorriso para uma certeza.
As prisões e as torturas
Queriam-se longe da lembrança,
Pois agora reforçavam-se os desejos
De uma Pátria nova, Renascida,
De uma Pátria nova Portuguesa!

Porém,
O tempo passou,
E um cravo rubro, solitário,
Ficou na estrada tombado.
As desilusões esmagaram-no
E o Homem Novo ignorou-o,
Tomando-o por vinho entornado.

E hoje,
É recordado com brindes e discursos de glória
Esse dia que ninguém esqueceu.
Mas há novos pés, no silêncio, a pisarem
Aquele cravo de sangue exaltado e vitória
Que no auge da festa alguém perdeu!..

No futuro,
Uma criança,
Brincando na areia da estrada,
Encontrará o cravo,
Que à Revolução foi ceifado.
Ao romper de uma aurora,
Em vigor, plantá-lo-á de novo,
Para que a fé não se apague.
E crente nas razões do povo,
Na sua justiça, na sua dor,
Estará a plantar, sem o saber,
A mais doce força da Saudade,
E o mais intenso poema de Amor.

Helena de Sousa Freitas, Setúbal, Portugal


segunda-feira, 12 de março de 2018

E de novo as flores fugiram... mas que hei-de fazer? Alguém me diga, eu agradeço.

Lindas florinhas à beira da estrada são um prenúncio de Primavera. A chuva tão desejada chegou e com ela a promessa do fim da séca que nos afligia a todos. A minha amiga Viviana que adora tudo o que é criação Divina, não cortou as flores, fotografou-as para me mandar. E como eu gosto destes mimos com que ela me surpreende de vez em quando! Obrigada boa amiga.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Pois, mas a foto fugiu...

Com palavras de muita estima a amiga Viviana mandou-me esta rosa que ela própria fotografou. Para além da sua beleza e dos botões que são promessa de mais rosas, tem a particularidade de ser uma rosa caseirinha isto é, do próprio quintal da Viviana na casa da aldeia, aonde ela vai amiúde cuidar das flores e dos gatinhos sem dono. Um deles ficou na foto. Está no tapete, já percebemos que o espaço também é dele.


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A lavoura há uns tempos atrás

Foto de Emídio Dionísio.

Caras amigas, companheiras e companheiros de blog aceitem as minhas saudações, e porque não, também as minhas desculpas. É que eu dum momento para o outro desapareci deste espaço, sem nada dizer nem mesmo um adeus, ou um simples até breve. Pois deu-me a mania para o silêncio, e os dias  acumulados somaram mêses. Resumindo e concluindo uma vergonha, e agora chegou-me a audácia para voltar e apresentar desculpas...
Na verdade eu tenho passado mal de saúde, física e psicológicamente, e essa é a verdadeira razão desta aparente ausência. Mas não vale a pena recapitular sobre maleitas, eu agora já estou aqui, venho ao vosso encontro e também para retomar as minhas histórias e com elas os vossos comentários, dos quais eu sinto muito a falta... Mas para já trago-vos uma tela do pintor José Eliseu, um motivo campestre que me fez recuar à infância, quando da minha janela eu me entretinha a ver os lavradores com o gado na labuta das sementeiras, nas tapadas situadas a pouca distância das nossas casas. Hoje são os tractores que sulcam as terras, perdeu-se o bucolismo, mas as máquinas puseram fim àquele modo de vida tão trabalhoso debaixo do sol escaldante e por vezes tão pouco compensador.
Gostei muito da tela, e como não a posso ter em casa como eu gostava, coloquei-a aqui para vós.

Eu tive muito gosto em "colar aqui" a referida tela, porém foi-me retirada não sei porquê, é situação que me ultrapassa, e só me resta apresentar desculpas a quem lê o texto e não encontra a mencionada ilustração.     

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Palavras minhas para quê? Por favor leiam este post até ao fim...


Atleta portuguesa - Nádia Carvalho (16 anos) salva idosa de morrer afogada




A atleta portuguesa Nádia Carvalho. Fonte da imagem:http://www.mediotejo.net/




A atleta saindo do rio apoiada pela PSP. Foto de Fabiana Sopusa. http://www.mediotejo.net/

« Nádia Carvalho, atleta de 16 anos do Núcleo do Sporting de Torres Novas, esteve no centro de um salvamento inesperado este domingo, 5 de novembro. Quando a equipa se preparava para seguir caminho para o corta mato nacional em Torres Vedras, cerca das 7h15, deparou-se com uma idosa que aparentemente se atirava para o rio Almonda. Nádia não hesitou, saltou para a água, e manteve a idosa à tona até chegarem as autoridades.

O caso foi relatado nas redes sociais e rapidamente partilhado sucessivamente, descrevendo-se a atitude de Nádia Carvalho como heróica. A jovem atleta acabaria por não participar na competição nacional, na qual iria procurar o apuramento para representar Portugal na modalidade.

O mediotejo.net contactou Nádia Carvalho na manhã desta segunda-feira, 6 de novembro, depois de um dia em que recebeu felicitações de muitos pelo ato de coragem. Passavam das 7h00 quando Nádia chegou ao ponto de encontro da equipa, junto à Ponte do Raro, e admite ter visto a idosa a atirar comida aos peixes. “Um senhor da minha equipa ouviu um som de alguém a mandar-se para a água. Começou tudo a gritar, eu atirei-me”.

Nádia reconhece que entrou em pânico e nem teve noção do que estava a fazer. “A senhora dizia que queria morrer, estive a consolá-la”, recorda. Entretanto chegou a polícia, sendo que um dos elementos também se atirou para dentro de água e ajudou Nádia a segurar na idosa.

Com toda a situação, a jovem atleta, recordista dos 1500 metros obstáculos nos Iniciados e anterior campeã nacional dos 2 mil metros obstáculos, acabaria por falhar o corta mato de Torres Vedras, perdendo assim a hipótese de qualificação nacional. “Valeu a pena, não me arrependo”, comentou ao mediotejo.net, constatando que haverá outras oportunidades.

Natural de Torres Novas, Nádia Carvalho pratica atletismo há sete anos. Ao telefone, num intervalo entre aulas, teve ainda tempo de falar um pouco de si, referindo que gostaria de se tornar polícia, como o pai, e treinadora. Uma situação como a de domingo, admite, espera não tornar a repetir.

O mediotejo.net falou também com um dos responsáveis do núcleo, Raúl Santos, que estava na carrinho a preparar a viagem quando tudo sucedeu. “É uma heroína”, afirmou, lembrando o episódio, constatando que no sítio onde a idosa caiu a própria Nádia já tinha a água pelo pescoço. “A corrente é pouca e o rio já não leva tanta água”, explicou, tendo acabado também por ser um momento de sorte.

Raúl Santos lamenta apenas a demora no contacto do 112, que fez com que a ambulância chegasse apenas 20 minutos depois ao local, tendo a polícia demorado metade do tempo. A equipa acabou por partir sem a atleta, que ainda ficou na água. Já a idosa, adiantou, é viúva e vive na zona, ao que tem conhecimento, tendo sido transportada para o Hospital de Abrantes.

Sobre a atleta, o responsável afirma que o próprio ato de coragem a descreve. “A Nádia deveria ser reconhecida nacionalmente”, frisou, assim como pelo município. “É uma criança”, constatou, que empreendeu um ato de audácia. “Eu só vi a Nádia no ar”.»

(http://www.mediotejo.net/)


Nota pessoal:

Esta noticia, ouvida hoje de manhã, alegrou e deu uma nova luz, ao meu dia!

Que contentamento senti!

Emocionei-me até...

16 anos!

Quase uma criança...

No entanto, saltou para a água e não pensou em mais nada, a não ser salvar a senhora idosa.

Creio que o caso deveria ser mais divulgado, para que "toda a gente soubesse".

Por mim, com o coração apertadinho... e com uma imensa gratidão, quero dizer à Nádia:

MUITO OBRIGADA NÁDIA!

Foi exemplar!

Continue sendo assim generosa.

Que Deus a recompense e lhe dê muitas alegrias.

Publicada por Viviana à(s) 11:08

no blog olhai o lirio do campo

sábado, 28 de outubro de 2017

Os Budas no sossego do seu Jardim

buddha eden
Finalmente aconteceu, foi no fim de Setembro. Fui, fomos ao Jardim dos Budas. Merece não só uma visita, mas várias, porque dada a sua dimensão muito fica por ver em apenas umas reduzidas horas.Primeiro fizemos o circuito no pequeno combóio e de seguida andámos em passeio a pé. Parámos no café que ali existe para um geladinho e descansar um pouco. Claro que gostei e como é habitual fiz fotografias, mas quero dizer que estas duas (acima) não são da minha autoria. As seguintes são minhas. São uma pequena amostra daquele lugar tão característico e único no nosso País. Houve um motivo forte, uma razão para a sua criação. É uma obra do querer do Comendador Joe Berardo, colecionador de arte entre outras actividades. O lugar escolhido foi aquela grande propriedade a Quinta dos Lóridos. A história deste Jardim  está no GOOGLE com todos os detalhes. Vale a pena ler e, depois vão até lá (quem ainda não foi) porque vão gostar tenho a certeza.

domingo, 1 de outubro de 2017

Viste o Algarve? Ora,ora, nem com binóculo.



O mês de Setembro chegou ao fim. Aquele em que ano após ano eu me afastava durante uns dias, dos meus afazeres habituais. Há uns tempos a esta parte assaltavam-me alguns receios e dava por mim a pensar: - isto de ir para o Algarve começa a ser um risco, se me dá por lá o badagáio o meu marido vai passar um mau bocado; tenho de desistir de Armação. Mas quando chegava a hora da verdade, lá estava eu de malas aviadas novamente. Já não é a água que me atrai, prefiro ver o mar e não o sentir, mas as viagens de ida e volta são tudo para mim. Andar por estradas pelo meio de povoações, piquenicar  pela hora do almoço, seguir depois e tomar um refresco num desses cafés em que a explanada é coberta por uma ramada de videira, chegar cêdo a determinado local, estacionar; passear a pé, jantar e dormir, e no dia seguinte voltar à estrada, calmamente, até ao destino, eu gosto mesmo. Depois ao chegar, não me livro dum certo péssimismo:- está instalado o marasmo, penso eu, mas claro nada digo porque aquilo passa depressa. E depois aquela ausência total das obrigações que me acompanham durante o ano inteiro, ai isso indiscutivelmente que aprecio, e muito. Com o tempo todo livre, posso passear, ler,  escrever, deitar-me de dia, fazer renda, enfim são dias de preguicite aguda autorizada e sem limites. E na verdade desistir disto de ânimo leve, mesmo com os tais receios, não é fácil. E neste ano já estávamos com o pensamento virado para sul e a aguardar o dia quinze quando surge um obstáculo.Um caso em que o meu marido ia testemunhar, e nos faria adiar a partida por cinco dias.
Pensámos, encolhemos os ombros, achando a solução:- ficamos lá até ao dia cinco, e se o tempo estiver bom nem faz diferença.
E no dia vinte lá foi ele para o Tribunal. Chegou a casa ao fim da tarde com a noticia de que tinha havido adiamento para o dia vinte cinco. Senti-me quase em fúria e disparei: - eu não tenho nada que censurar o réu, nem o conheço, mas por causa dele vou ficar em casa, quando precisava duns dias de descanso fora daqui.Ainda se fosse um testemunho importante, dum acidente, mas não; é só para vincar o bom comportamento do sujeito, homem que foi digno a todos os níveis, até fazer a maluqueira.
Ainda sugeri que podíamos dar uma volta por mais perto, mas nada se combinou e eu deixei de pensar no Algarve, até parecia que estava conformada de boa vontade. Mas quando o meu marido regressou da segunda audiência que finalmente aconteceu na data marcada, dia vinte cinco, eu entusiasmei-me e de forma espontânea saio-me com esta:
- Agora já podemos ir! são dez dias, ainda vale a pena, o tempo está tão bom...
Ele ficou surpreendido, pensou que eu não estava a falar a sério, mas afastadas as duvidas decidimos ir no dia seguinte.
Pois, mas o que (não) tem de ser também tem muita força, e não saímos de casa.
Ao levantar-se, ele queixou-se de cansaço e que só ia por minha causa, e aí, eu não aceito sacríficios e logo decidi:
- Ficamos, e não se fala mais nisso. E não se falou mesmo.
Mas no intimo eu não aceitei de boa vontade e com espírito alegre a abstenção destas férias, para mais tendo em conta o motivo que as impediu. Fiquei assim como que "augáda" como diziam antigamente nas aldeias as mães, referindo-se ás crianças que ficavam com o sentido em algo que tinham visto e não tinham comido e, até entristeciam...
Bem, mas o que não tem remédio, remediado está. A esta máxima me devo agarrar. E dizer como dizia a minha Tia-Avó " Im desconto dos mês pecados seja tudo, e mais áme." (ámen)

domingo, 3 de setembro de 2017

Passeio preterido

Pois é, ainda não foi desta que eu fui conhecer o Jardim dos Budas. Ando há alguns anos a afirmar que vou, ou melhor que vamos, mas depois, ou está frio, ou está calor, ou estou adoentada, ou estou com mais uma das manias que por vezes me visitam e eu respeito-a porque é mais forte do que eu. "E nestas perplexidades e eternas hesitações" como escreveu Macedo Papança, continuo apenas com o projecto.
E há quinze dias atrás num Domingo cheio de sol e tempo quente moderado, saímos de casa e entrámos no carro decididos a dar realidade ao desejo antigo. Desta vez é que é!, dizíamos em jeito de certeza. Mas qual, ainda não foi desta...
Muito trânsito, demora, e começámos a olhar o relógio. Daqui a nada são horas de almoço pensávamos cada um para si, até o dizermos de viva vós. De mútuo acordo ficámos pela Nazaré. Recordámos que fazia precisamente dois anos que ali tínhamos estado, mais exactamente no alto na freguesia denominada O Sítio e, havíamos prometido a nós mesmos que na próxima iríamos conhecer a Pederneira. E foi o que fizemos e ficámos sobremaneira agradados. Se do chamado Sítio da Nazaré a vista é maravilhosa, a da Pederneira é igualmente um encanto. São ambas freguesias da Nazaré, não sei se serão Vilas, mas percebi que  a Pederneira tem vida própria e é local de turismo como o Sítio. O ambiente é agradável, respira-se ali ar puro ao caminhar pelas ruas limpas, entre o casario de paredes brancas, algumas com enfeites de cor azul. Bem cuidadas as suas antigas igrejas, e gente simpática e acolhedora. É lugar ideal para uns dias de descanso, porque menos buliçosa do que a cidade. Observei um hotel magnífico com explanada sobre o mar - ai céus!, como eu gostaria de entrar e ficar ali toda a tarde olhando as ondas lá em baixo...
Mas também podemos aceder a algo que nos agrade despendendo pouco dinheiro, e assim fizemos depois do almôço: embarcámos no combóio o pequeno Trem, que numa viagem duma hora bem aviada, por ruas largas e ruelas, subidas e descidas, voltas e reviravoltas, nos mostrou afinal a Nazaré. Não só aquela grande avenida face à praia, mas também toda a Zona Alta nomeadamente o Sítio e a Pederneira. O altifalante informava em voz comedida os pontos de maior interesse a intervalos com a música gravada que soava em tom moderado. Gostámos!
Depois, o reverso da medalha; que se traduz por regresso a casa.
E visita ao Jardim dos Budas? Por agora adiada, sine-dia...

A cidade de Nazaré, a praia, e no alto o Sítio, vistos do alto na Pederneira.
Isto é uma das entradas da Pederneira, e o pequeno Trem iniciando a viagem.
Um pouco da praia, e ao fundo o prolongamento do gigantesco rochedo, obra grandiosa da Natureza, onde reside o Sítio. Na foto seguinte, uma bonita entrada de claridade através dos vitrais.Curioso o pormenor das colunas de pedra lavrada. (numa das igrejas da Pederneira)

sábado, 12 de agosto de 2017

Portugal antigo

Uma rua de Lisboa.
Com todo este colorido mantém ainda as marcas da sua antiguidade.
Trata-se da Rua da Bica Duarte Belo.
O eléctrico encobriu o Arco que lhe dá inicio.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Devagar mas apressados


No Domingo pelas 22 horas rebentou uma conduta de água perto do supermercado E.Leclerc. A zona parecia um lago, um desperdício enorme mas involuntário. Metade da via foi vedada ao transito e o mesmo desviado para aqui. Não faltaram as buzinadelas de quem ignorava os semáforos, e chegou a estar um policia a dirigir o trânsito mas por pouco tempo. Porém tudo acabou em bem, nem sequer se arranharam as latas felizmente, o pior foi estar, estarmos sem água durante 20 horas seguidas, mas também já passou.     

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Será para melhor?

O prédio onde vivo situa-se num entroncamento. Uma rua vem terminar numa via de quase transito rápido controlado por semáforos. Apesar dos prédios que por aqui foram nascendo em quantidade, algumas árvores que ladeavam a rua foram poupadas. Eram quatro, mas há uns anos atrás alinharam o passeio e uma delas foi sacrificada.
Aterrada, porque me dói maltratarem as árvores, vi as  raizes do bonito e grande plátano emergirem da terra pela força bruta dos ferros filados ao grosso tronco, abanando-o violentamente e elevando depois a árvore como se dum pequeno arbusto se tratásse, para logo a deixarem cair inteirinha por terra. Na minha ignorância pensei que seria replantada, pensei errado. As outras três continuaram de pé. Depois da poda periódica enchiam-se de folhagem nova, eram abrigo dos passarinhos, e era também um gosto ver aquele verde mudar de tom consoante o tempo que fazia. Ao lado num terreno que ficara abandonado por falecimento do respectivo dono, foi criado um espaço verde, plantaram algumas árvores de pequeno porte o chão foi arrelvado, e uma sebe de arbustos separava o passeio de calçada. Esta obra foi feita há uns sete anos. Algumas árvores não vingaram, outras cresceram,entre elas havia um  pinheirinho manso redondinho um amor, e aquele tapete verde ao qual não faltava frescura pela rega adequada estava bonito. E digo estava, porque actualmente já nada disto existe.
As máquinas invadiram o espaço e tudo o que era verde desapareceu em pouco tempo. Quando me apercebi de que os plátanos também estavam a ser cortados deixei a janela não quis vê-los cair, dá-me pena sinto-me mal... Em frente no outro lado outrora era mata, mas actualmente só alguns choupos ainda resistiam e agora tiveram sorte igual. É o preço do progresso por certo inevitável.
E assim dos dois lados da rua, as obras estão iniciadas. Pó e barulho dia após dia a toda a hora.
Segundo o que ouvi dizer, vou ter na frente da minha residência um supermercado e uma rotunda.Talvez eu venha a ser beneficiada de algum modo com esta transformação, mas por agora tenho pena das árvores.



( Fotos feitas a partir da minha janela no 5º andar )

quarta-feira, 19 de julho de 2017