domingo, 16 de outubro de 2011

A casinha da colina - música para recordar



Você sabe de onde eu venho
Duma casinha que eu tenho
Fica dentro dum pomar,
É uma casa pequenina
Lá no alto da colina, 
De onde se ouve longe o mar

Entre as palmeiras bizarras, 
Cantam todas as cigarras
Sob o pôr, de ouro, do sol, 
Do beiral vê-se o horizonte
No jardim canta uma fonte, 
E na fonte um rouxinol

Do jasmineiro tão branco 
Tomba de leve no banco
A flor que ninguém colheu, 
No canteiro há uma rosinha
No aprisco uma ovelhinha, 
E em casa, meu cão e eu.

Junto à minha cabeceira 
Minha santa padroeira
Que está sempre em seu altar, 
Cuida de mim, se adoeço,
Vela por mim se adormeço, 
E me acorda devagar . . . .

Quando eu desço pela estrada 
E olho a casa abandonada
Sinto ao vê-la, não sei o quê . . .
Anda em tudo uma tristeza
Como é triste a natureza 
Com saudade de você.

Se você  minha amiguinha
Quiser ver minha casinha
Minha santa e meu pomar, 
O meu cavalo é ligeiro
É uma légua só do outeiro 
Chega a tempo de voltar.

Mas, se acaso anoitecer 
Tudo pode acontecer
Que será de mim depois? 
A casinha é pequenina,
Lá no alto da colina 
Chega bem, para nós dois . . . .

Não sei porquê, mas hoje após o jantar dei por mim a dizer estes versos.Com o meu marido a dar-me atenção interessado até, eu procurava lembrar-me de todos, o que foi dificil. Comecei por ouvi-los cantados pela minha mãe que tinha uma voz linda, e foi com ela que eu os aprendi. Mais tarde quando chegou a Portugal a Televisão a preto e branco, vi algumas vezes e commuito agrado, a grande artista e cançonetista brasileira Mara Abrantes interpretar como só ela sabia A Casinha da Colina. Decidi colocar aqui esta bonita recordação (o video não tem muita qualidade) mas creio que as minhas amigas vão gostar de ver e ouvir a Mara Abrantes daqueles tempos.

12 comentários:

Olímpio disse...

Ò mulher de Deus...Tu és um reportório de saudade e saber de coisas tão bonitas. Comparar esta bela poesia com a actual em que as palavras por si não tem sentido da vida, muito menos a sua mensagem, gostei imenso desta interpretação da Mara Abrantes, que valoriza as palavras com os sons musicais.

Francisco Domingues disse...

Olá, Dilita!
Prazer em vir ao seu blog! Foi uma surpresa a música e o poema, pois para mim têm uma história especial: foi cantando essa canção, navegando num barco sobre a baía do Sado, que minha mulher se apaixonou por mim... Agora, canto-a para amigos, de vez em quando.
Então, anda à procura de uma resposta de Deus? Se gostar de dirimir ideias e questionar as religiões, veja e participe no meu blog http://ohomemperdeuosseusmitos.blogspot.com
Responderei a todas as perguntas que quiser colocar-me. Para uma nova religião com um Deus realmente verdadeiro, aconselho-lhe o meu livro "Um Mundo Liderado por Mulheres", Esfera do Caos. Mesmo sobre isto, poderemos falar no blog. Cordiais saudações!

Francisco Domingues disse...
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lilasesazuis disse...

Oi, querida Dilita,

Que belíssimo bom gosto musical...pura poesia...fiquei encantada!!
Obrigada pela explicação sobre meu blog...segui os passos corretamente e nada....ai...estou aguardando meu sobrinho...
beijinhos, fica com Deus!!!Lígia

Gersonita Paula disse...

Querida Dilita! Que linda canção... Quanta riqueza, preciosidade e ternura... e a interpretação linda da Mara Abrantes! Você concedeu ao seu marido um espetáculo de infinita ternura e saudade. Estar perto de você e desfrutar da tua sensibilidade deve ser enriquecedor.

Beijos querida!

dilita disse...

Olá Dr. Francisco!

É gratificante saber que contibuí para a recordação desse passeio no Sado! Bons tempos, não é? Sempre lembrados com ternura.

Resposta vinda de Deus?
Gostaria, mas...

Saudações,volte sempre.
(irei ver o seu outro blogue)

dilita disse...

Bemvinda Ligia!

Grata pelas suas palavras amigas.
Fico contente por ter gostado, aliás eu não esperava outra coisa,pois a Mara Abrantes sendo pequenina,era enorme em talento e graciosidade.
Beijinhos.

(

dilita disse...

Olá Gersonita!

É quase com carinho que eu vejo e
ouço a Mara Abrantes neste video.

Grata por partilhar comigo igual gosto.
Obrigada,beijinhos,volte sempre.

dilita disse...

Para o Olímpio não escrevo nada,
ele já sabe o que eu penso...
E à muitos anos.
(somos casados)

Viviana disse...

Olá Dilita

Lembro-me muito bem da Mara Abrantes, das suas lindas canções e da sua bela voz.

Na verdade, esta letra
é extraordináriamente bela e rica.

Saudades...

Obrigado por ter partilhado aqui connosco
Fiquei encantada.

Um grande abraço
viviana

Olímpio disse...

Voltei, não para dar apoio á minha mulher, a Dilita, mas sim para ver e ouvir de novo Mara Abrantes nesta bela interpretação em que as suas mãos se envolvem também na poesia e no sentir do seu canto. Que pena não ter este talento para escrever e cantar,para recordar a minha casinha no alto do monte, também com pomar e muita modéstia em familía.

Vilma disse...

Dei com este blogue e gostei.
Gostei muito desta canção que conheço também e que está ligada a mim por razões emotcionais.
Seu marido deve ser muito simpático!Que ternura escrever-lhe aqui esses comentários!
Fico à espera de mais poemas e canções bonitas...e textos!