domingo, 16 de outubro de 2011

Indignação...

Ontem foi o dia dedicado à indignação. Mas indignadas andam as pessoas todos os dias e já há muito tempo. Ontem sairam à rua e desabafaram... mas de que vale?
Os nossos governantes nascidos do 25 de Abril deram cabo deste país, deram cabo de tudo até das mentalidades.Levaram 30 anos "na demolição" e claro não é agora em meia dúzia de meses que vão refazer o que está em " escombros." Isto é muito triste, principalmente para quem vibrou com o 25 de Abril, que foi uma revolução bonita, que ficou conhecida como a revolução dos cravos, porque ao fim daquele dia, de cada cano de espingarda saia um cravo, um cravo vermelho, e não as balas que ferem e matam. Mereceu até elogios de vários países.
Estava instalada a liberdade, e a esperança de melhores dias. E muita coisa boa aconteceu, mas algum bem estar proporcionado sem conta e medida, foi prejudicial.
Não tem conta as vezes que tenho ouvido a terrivel frase "andámos a gastar mais do que podiamos"... Eu recuso-me a entrar nessa fila. Não! Eu não estou nessa lista! Mas não duvido que muitos estejam. Eu ainda não me livrei do mêdo do "papão do futuro" que meus pais me apontaram desde a adolescência. E não me fez mal nenhum tê-lo sempre presente, em conjunto com a velha e talvez esquecida máxima de "não dar o passo mais largo que a perna". No entanto agora também sou chamada a pagar as asneiras que não fiz.
Os governantes deste país não vieram de familias de recursos reduzidos, e então tomaram o lago pelo oceano, e toca a gastar, não sabiam que donde se tira e não se repõe faz falta... mas na verdade a eles nada fez falta, mesmo agora são outros que estão a sofrer, enquanto os responsáveis pelo descalabro, estão recolhidos e aconchegados.
Fiquei triste ao ver o desfile dos muitos indignados. E acredito que não estavam lá todos. Nunca esperei ver isto acontecer no meu país. E sei lá o que mais nos espera...

9 comentários:

Ivone Poemas disse...

Oi Dilita, vi e ouvi pela imprensa todos os movimentos que estão acontecendo pelo mundo afora!
Pois é minha amiga, é bem assim como dissestes, gastam além das contas e todos pagam no final, o mundo está assim, crises sem fim, o que irá acontecer? Ninguém ainda pode prever, mas pode pressentir!
Abraços e muito boa postagem, parabéns!!!
Ivone poemas
henristo.blogspot.com

tetisq disse...

Fizeram riqueza para si mesmos à custa do dinheiro dos outros, escavando uma divida profunda que esperam pagar recorrendo mais uma vez ao dinheiro dos outros, sem que a sua riqueza seja verdadeiramente tocada por qualquer austeridade...*

Eloah disse...

Querida obrigada pelo carinho.Estou bem!!Aqui também as pessoas aderiram ao movimento da indignação.A conscientização é o primeiro passo.Nada vale se não houver ação pessoal.Tens razão! Que este seja o começo de uma grande mudança.Estive sem acesso no meu Blog por 5 dias.Problemas do Blogger, mas agora voltou ao normal e aqui estamos.
Felicidades sempre Eloah

dilita disse...

Olá Ivone!
Obrigada pela sua atenção. Gosto das suas palavras,agradeço a simpatia. Espero sempre pela sua visita.
Beijinhos.

Viviana disse...

Dilita

Assino por baixo, amiga.

Faço minhas as suas palavras.

Que revolta que sinto por o meu país, que eu tanto amo e prezo, chegar ao que chegou por causa "dessa gente", que nos prejudicaram a nós e,á geração dos nossos filhos e netos.
Está tudo hipotecado!
E o principal responsável...que "gozou" com os que o avisaram...parece, segundo se diz, que estuda filosofia em Paris...imagine!

Bem precisamos que Deus nos deite a mão

Um abraço
viviana

Gilberto Silva disse...

É com “Palavras” que pintarei sonhos
Navegarei mares, voarei sobre o azul do Mar
Aqui virei com elas pintadas de ternura
Aqui deixarei um pouco do meu sonhar

Foi um gosto aqui passar


Terno beijo

dilita disse...

Tetisq
Bem vinda ao meu cantinho e obrigada pelo comentário.
Beijinho.

dilita disse...

Olá Gilberto Silva.

Bonito comentário,muito poético, que li com agrado. Boas palavras sempre dão alento.
Volte sempre.
Obrigada.

dilita disse...

Obrigada Viviana.
Beijinho.
Dilita.