segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ôlho por ôlho...


Eu não entendo o porquê,mas actualmente muitas pessoas com problemas,não encontram forma de os superar,sem que seja com o auxilio duma arma de fogo.Claro que se utilisar um pau também pode causar a morte,mas pode não ir além dumas valentes cacetadas,que fazem doer e até adoecer,mas não muito mais do que isso,ao passo que com uma arma de fogo o resultado é diferente.Hoje mais um caso,e digo mais um,porque ultimamente estas desgraças estão a tornar-se habituais,como se duma normalidade se tratásse...este a que me refiro prendeu-me mais a atenção porque aconteceu aqui perto na minha terra em Montemor-o-Velho.Um "louco" persegue a esposa que numa ambulância era conduzida ao hospital e mata-a,e faz igual a um G.N.R. e fere ainda outro,tudo em frente a uma creança de 5 anos que acompanhava a mãe. Mas o que é isto? Que onda se apoderou destas pessoas para agirem de modo tão inconsciente e bárbaro,ao ponto de decidirem terminar a vida de alguém ... nada, mas nada, justifica tal acto: no entanto estes tristes factos acontecem, e nalguns,o autor logo a seguir, vai a correr entregar-se à autoridade,como se com esse acto fôsse valorisado,assim a modos do dever cumprido,e pronto.E sabem porquê? Porque eles apenas são sujeitos a algumas coações,ou cadeia,e depois cumprem metade da pena e saem.E a vitima foi para debaixo da terra,e as familias ficam desoladas,tristes pela perda irreparável.Portugal, nós portugueses, orgulhamo-nos de termos sido dos primeiros países a abolir a pena de morte,incluo-me nesse numero; mas para estes casos devia funcionar a pena capital.Aqui não há duvidas,ele não é inocente,matou,e por isso devia esperá-lo igual sorte: ele e outros como ele. Se assim fôsse, talvez eles pensássem duas vezes antes de pegar numa arma para acionar o gatilho.

6 comentários:

Anónimo disse...

Não sei se a pena capital evitaria estas tragédias.Por isso um castigo duro,mas duro mesmo,devia existir,e nada de amnistias nestes casos.

António Agostinho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
António Agostinho disse...

Permita que discorde. Sei que na feitura deste post falou mais a emoção que a razão. O caso focado no seu texto é bárbaro. Contudo, a abolição da pena de morte é uma conquista civilizacional secular, que reconhece a possibilidade de erro no julgamento. A pena de morte não tem revogação possível, mesmo que o condenado possa ser, mais tarde, considerado inocente. E, como todos sabemos, a história está cheia de casos desses, revelando provas posteriores que inocentam condenados. O caso concreto analisado no seu texto é, presumo eu, acima de tudo do foro psiquiátrico. Como tal, deve ser tratado. A execução dos loucos é própria de regimes totalitários ou de práticas selváticas. Os princípios são princípios. A admissão da pena de morte como forma de justiça é uma barbaridade à qual o homem civilizado não pode ceder sob qualquer argumentação política ou pressão popular. Ser contra a pena de morte, para mim, separa os povos civilizados da barbárie. Por mais odioso e abjecto que seja o condenado. Nem sempre a coerência com os princípios é popular, eu sei. E até poderão existir intrincados e prementes argumentos a favor da aplicação da pena, em casos “especiais” e “limite”. Mas para mim, definitivamente, não compete ao homem (instituição, estado) destinar a vida ou a morte de outro homem.
Esta é a minha opinião racional.
Melhores cumprimentos para a Senhora e para o meu Caríssimo Amigo Olímpio Fernandes.

belinha disse...

O Centro de Informação da Pena de Morte (CIPM) divulgou um relatório oficial, no qual se afirma que a aplicação da pena de morte nos EUA não reduziu a violência e é um desperdício orçamental para os estados.

O relatório inclui um inquérito a 500 chefes de polícia que apurou que 57% deles considera que a pena capital não reduz o crime violento, porque normalmente os seus autores nem têm em conta as consequências de cometerem o crime. Um chefe de polícia afirmou que "a pena de morte é um desperdício colossal de dinheiro que teria melhor uso se houvesse mais agentes na rua", e acrescentou que "a pena de morte não é um factor dissuasivo. A taxa de criminalidade em Nova Jersey caiu desde que o estado aboliu a pena de morte [há dois anos]".

Eu sou contra a pena de morte.É usar um crime violento para punir outro crime violento.O Estado mata em nome da Justiça.Há que encontrar alternativas.Isso foi e é ainda legal em muitos países,assim como a escravatura também já foi legal.A pena capital existe ainda tanto no Ocidente como do Oriente e aqui vale tudo,enforcamentos e apedrejamentos,tudo serve para matar o criminoso.Resta saber quantas vezes não serão mortos inocentes.Em sistemas onde a justiça depende de dinheiro, defende-se melhor quem tem dinheiro.Desta forma mais depressa se safará um rico criminoso de que um pobre inocente da pena de morte.Além disso está provado que a existência da pena de morte no cardápio das punições não dissuade o criminoso.Apenas pode parecer ao cidadão comum que sim. Mas o cidadão comum não se coloca na perspectiva do criminoso no momento de actuar, o indivíduo não receia a punição,pelo contrário,ele não pondera sequer ser apanhado.
Outra questão ainda mais complexa é o do aumento da circulação de armas em Portugal,em Oeiras,Amadora, é um negócio.O licenciamento é mal feito ou inexistente.Uns querem armas para ir caçar,outros querem porque têm medo de ser caçados e depois...Pum!Todavia, nos EUA e no Canadá existem muito mais armas do que cá.Nos EUA é sabido que existem muitos problemas associados à posse de armas.Mas já no Canadá isso não sucede e é explicado pela educação da população e qualidade de vida.

Eu cá prefiro as fisgas.:)

dilita disse...

Respeito todas as opiniões incluindo a sua Sr.Agostinho;bem construída,assente em valores morais e humanos,e também exclarecedora.Eu até entendo que o sr.está certo.Porém eu "ainda" subscrevo o que escrevi.Pena capital aplicada indescriminadamente,não!Mas em casos destes,em que não há duvidas,era o castigo menor.

Anónimo disse...

Pena de morte... assim com hora marcada é um tanto macabro,faz-me arrepio... mas talvez nestes casos tão chocantes,ela devesse existir.Só nestes casos. Para os corruptos não! Ficava meio país de luto...