quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Os cães, nossos amigos!

O Chiquinho acompanhou a dona ao Centro de Saúde de Rio de Mouro. Doente, a senhora saíu dali de ambulância e não mais regressou a casa. O cão nunca mais deixou as imediações do Centro de Saúde, continuou à espera que saísse, fizesse sol ou chuva. A televisão mostrou a reportagem e este homem de Queluz foi buscar o animal. Na altura todos se lembraram de Hatchi!




A história de Hachiko - A dog's story tornou-se popular no Ocidente depois do filme com Richard Gere ter estreado em 2009. Pela manhã o cão acompanhava o dono, um professor, até à estação de comboios, e no final do dia ia de novo à estação esperá-lo. Essa rotina terá durado um ano, findo o qual o professor sofrei um AVC, morrendo. Durante os 10 anos seguintes o cão continuou a ir esperar o seu amigo ao comboio. Custa até a acreditar, verdade?
Mas já antes, em 1987, existia Hachico Monogatari, filme japonês que relatava a história verídica do cão mais famoso do Japão. Eu não vi nenhum dos dois filmes.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

A planta que viajou de avião

Foi há mais ou menos quatro anos. Num dia em que eu estava particularmente deprimida por um luto que me fazia sofrer muito. O correio trouxe-me uma revista da qual eu era assinante, e que na maior parte das vezes eu folheava quase a êsmo.
Mas desta vez fui lendo com algum interesse,e encontrei um apelo duma senhora que pedia correspondencia de alguém. Residia na Ilha da Madeira, vivia muito só, e uma cartinha com uma palavra simpática ia fazer-lhe bem (dizia ela). Como disse, eu estava muito triste e decidi, vou escrever, talvez me faça bem a mim também. Recordo que escrevi pouco, e fui franca disse-lhe que não estava nada animada, e que por isso talvez nem fosse a pessoa indicada para lhe minimisar com as minhas palavras a sua solidão. Mas eu estava errada, porque sem nunca nos vermos, até já somos amigas. O nome dela é Ana, mas como tem menos 10 anos do que eu, para mim é a Anita. E a Anita ainda não perdeu a esperança de nos ver na Madeira, e impossível não é, só que ainda não se proporcionou. Ela é muito doente, já passou por intervenções cirurgicas, e actualmente prefere medicamentos naturais, para lhe acalmar o sofrimento que não raro a atormenta. Nós contactamos por mensagens e telefone. Numa das conversas habituais, fiquei a saber que o medicamento de que ela mais precisava, não estava à venda na farmácia de lá. Eu disse que ia procurar aqui e que mandava. Ela aceitou, claro, as amigas são para as ocasiões digo eu, e assim aconteceu, a própria firma o enviou para a Madeira. Fiquei contente, eu penso que aquele que oferece algo, é o primeiro a sentir alegria. O que recebe já está em segundo lugar.
Hoje, logo de manhã o correio trouxe-me uma encomendinha. De onde vinha? Da Anita, da Madeira. Curiosa abri, e o que tinha? Bolinhos regionais, e um outro maravilhoso, o tradicional bolo da Madeira. Mas ainda não é tudo, num saquinho aconchegadas 3 plantinhas da Ilha. Valentes, viajaram de avião, e chegaram em boas condições. Logo,logo, a minha filha foi tratar da plantação, e como nada acontece por acaso, até havia na marquise um vaso com terra, pronto a acolhê-las.
E que dizer mais? Que gostei! Gostei de tudo, ( eu até sou gulosa por estes doces da bela Ilha). E sobremaneira gostei do gesto simpático e amigo da Anita.

Deixámos de ver sorrisos...

Actualmente vivemos a era do desassossego. Ele está instalado e parece que para ficar. Penso que nesta altura não há ninguém que não tenha uma queixa, um problema maior ou menor, aflições, desânimo, infelicidade. Na maioria é a falta de dinheiro a causa, e depois por acréscimo vem a pouca saude e outros males. Deixámos de ver sorrisos expontaneos no rosto dos simples.
Felismente parece que ainda há ricos, oxalá triplicássem, haveria menos pobres.
Eu venho do tempo em que a vida era identica à actual. Na minha terra aos sábados, um grupo de pobres, idosos, homens e mulheres que já não podiam trabalhar, percorriam as ruas recebendo de casa em casa uns poucos tostões. Andavam em fila pela beira da estrada, parecia a procissão. Aqui e ali paravam, juntavam-se, e um deles dirijia-se á porta e recebia para todos, e de seguida fazia logo a distribuição. Entendiam-se muito bem, é triste dizer, mas parece que a pobreza une as pessoas.
E nem iam infelizes, aquela situação tornou-se natural, tanto para eles como para quem dava. Mas é triste, o ser humano ser assim castigado. Não desejo voltar a ver o mesmo quadro,ao vivo, pois na minha imaginação ele ainda está bem nítido apesar dos muitos anos passados.
O carrocel do tempo foi girando, girando, e melhores dias vieram. As residências aos poucos foram-se alindando, as pessoas passaram a viver melhor, e a usufruir de bens que eram necessários há muito, mas como os desconheciam, não lhes sentiam a falta. Os pobres também um a um, foram para o céu. Porque, do inferno iam eles.
Penso que durante anos as pessoas viveram desafogadas.
Felizes? Oxalá que sim!!!
Porque afinal ainda as esperava o reverso da medalha.
Ele aí está, instalado, e parece que para ficar.

domingo, 27 de novembro de 2011

O padre polémico a refletir sobre a Greve Geral




Jornalista e escritor, ex-pároco de Macieira da Lixa, conhecido pelas suas polémicas, sobre a última Greve Geral.
Mais coisas sobre o Padre Mário: http://mailx.fe.up.pt/~ec91137/index.htm
O jornal do Padre: http://www.jornalfraternizar.pt.vu/

sábado, 26 de novembro de 2011

Será Montemorense a primeira Dama de Portugal?

Subimos de carro a ladeira de São Miguel, e estacionámos no largo em frente à entrada do castelo. Caminhámos em direção à porta denominada Arco da Traição, ou Arco da Peste, e entrámos. Eu e o Olímpio fomos rever, mas o Gabriel foi conhecer, era a primeira vez que entrava num castelo, e assim tudo era novidade. Espreitar pelas ameias das muralhas e ver a vila cá em baixo, ver as pessoas que pareciam pequenas, subir e descer escadinhas, correr, rolar na relva, ele gostou de tudo, só não gostou muito de vir embora quando o momento chegou, mas não ficou amuado nem triste, ele não é mimalho.
Encaminhámo-nos para a saída. No Arco da Traição encostada ao grande portão de madeira, estava uma rapariga que nos cumprimentou. Muito simples, fininha, simpática talvez em demasia, caraterística de quem precisa de ajuda monetária, que era até a razão da sua permanência ali.Era casada (disse) mas antes não fosse, pois de pouco lhe valia ser.
Dava informações a quem delas precisava e aceitava umas moedas.Quando soube que era de Montemor perguntei-lhe quem era a mãe, pois eu devia conhecê-la dos meus tempos de solteira, quando também ali residia. Ao que ela respondeu, com certa firmeza, que era sobrinha do Dr. Cavaco Silva, porque a mãe dela, é irmã da esposa dele. Para além da surpresa a identificação saíu curta, mas daí a pouco eu estava elucidada, e de facto eu recordo-me bem da família dela. Dissemos adeus e regressámos à Figueira. O Gabriel todo animado, manteve-me tão distraída durante todo o percurso, que praticamente esqueci aquela afirmação por de mais espontânea. Mas no dia seguinte ela voltou, e eu procurei lembrar-me de algo a este respeito. Eu até conheço a história por a ouvir contar, pois na altura eu devia ser muito menina ainda, e quando mais tarde eu começo a entender, já os factos estavam consumados.
Era um casal muito pobre, com muitos filhos, seis; ele era pescador no rio, e a esposa trabalhava no campo, e no que aparecia para fazer, porque a vida era muito difícil nos anos 40. Outro nascimento aconteceu, mais uma menina,que seria a última, pois a mãe não resistiu a uma patologia infeciosa muito grave, que só a penicilina poderia debelar, mas ela não tinha dinheiro para esse medicamento que era muito caro, e nem mesmo o hospital da vila lho concedeu, apesar de ela lá estar internada. Ampararam-na na morte, mas pouco na vida. Ficou a bébé, que a Conferência de São Vicente de Paulo, integrada por algumas senhoras que se dedicavam a ajudar quem de ajuda carecia em situações extremas,colocou em local adequado dizia-se que em Coimbra no Ninho dos Pequeninos. Os outros filhos, três meninas, ficaram com a tia, mulher já madura igualmente de recursos limitados, gente de trabalho que com ele subsistia, e os rapazes também três, continuaram a viver com o pai. Nestes estava o mais novo o Carlinhos, assim o pai o tratava por ser ainda tão pequenito. Imaginemos as privações por que passaram todos, mas os rapazes mais, tendo em conta que o pai também se tornou alcoólico. Porém, a fatalidade que os atingiu logo na infância, não interferiu na sua dignidade, venceram na vida com trabalho e honra, merecendo por eles próprios a estima de toda gente.

Se esta bébé, que foi a sétima filha deste casal tão pobre, é a esposa do actual Presidente da República de Portugal, só ela o saberá. Há contudo uma coincidência relevante, a D. Maria Cavaco Silva foi adotada, ela mesmo o diz. E também diz, que lamenta não ter conhecido a mãe. (li numa revista).

Ninguém sabe quando nasce, pra que nasce uma pessoa... Assim escreveu o poeta, assim alguém o disse cantando. E também se diz que há males que vêm por bem...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Passeio no Zoo em Montemor-o- Velho

Foi num Domingo em Setembro que voltei ao Paradise em Montemor. E voltei porque prometemos ao Gabriel levá-lo a passar um dia connosco fora de casa.
Estavam iniciados os festejos da Feira Anual, mas preferimos levá-lo ao parque zoológico, ver os animais ao perto, e usufruir daquele ambiente tão natural que o homem não destruiu. As árvores de várias espécies que ali existiam há muito, lá ficaram, os arbustos, as plantas expontaneas, toda a rusticidade de outrora do Monte da Gardôa foi mantida, e os animais ali vivem práticamente em liberdade, e tantos e de tão variadas espécies que ali estão, aquilo é um encanto.
O Gabriel queria fotografar todos. Os cisnes que deslisavam elegantes nas lagoas, as araras e os papagaios que empoleirados nas árvores pareciam espreitar-nos, os macacos que saltitavam de ramo em ramo, e no restôlho no chão as zêbras preguiçavam, enquanto os veados ensaiavam algumas corridas. Com toda esta vida em movimento não era fácil captar imagens, mas com a ajuda do avô a entreter os cisnes, o Gabriel lá foi disparando a máquina, e algo ficou para recordar.
Subindo aqui, descendo ali e caminhando muito, esquecemos o tempo, e só quando o estomago começou a reclamar é que olhámos o relógio, era hora de partir em busca de almoço. Fomos a Tentúgal, a Vila dos pastéis do mesmo nome,ótima delicia, mas não era o que procuravamos, mas sim almoço que encontrámos a nosso gosto. Ainda descançámos à sombra das árvores perto da estrada, e depois sem pressa regressámos a Montemor e fomos ao Castelo...
Sobre o resto do passeio falarei a seguir.
 
E como avó vaidosa que sou, decidi colocar aqui estas duas fotos feitas pelo nosso neto,
recordação do passeio no Zoo Paradise em Montemor.
 
 

 

sábado, 5 de novembro de 2011

As Três Peneiras de Sócrates



Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu
- Devo confessar que não.
- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
- Útil? Na verdade, não.
- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.

O texto de filipenses 4:8, nos fala de tudo que é verdadeiro ,honesto, justo ,puro, amável, de boa fama, nisto pensai. Amados isso é as três peneiras. Use e você evitará grandes problemas para sua vida. Como pouparemos magoas se aplicarmos esses princípios.

Diz-se que nada acontece por acaso, mas foi assim que encontrei este blog do Sr. Pastor, Figueiredo de seu nome.Gostei do que li, os textos que ali coloca trazem-nos alguma mensagem, nomeadamente do bem, sempre em primeiro plano. Pedi -lhe permissão para trazer para aqui As Três Peneiras, com gentileza ele acedeu, o que eu agradeço.
Tenho a certeza que vão gostar, como eu gostei.