Já não quero voltar a escrever sobre o fôgo...Mas quis colocar no blogue este recorte de jornal


Também eu quero deixar aqui ( no meu blogue) marcada a data em que parou o coração dum sr., que comecei a estimar à 58 anos atrás.Era o sr.Artur. Digo que comecei a estimá-lo porque foi nessa altura que ele veio viver para "a minha" rua,pois casou com a minha amiga e visinha,a Arminda,de quem eu costumo dizer a rir, que é a minha irmã mais velha... Eles eram muito novos,mas ele logo captou a estima dos mais velhos pela sua conduta respeitosa e agradável.Pessoalmente também recordo a estima que sempre me dedicou,sendo eu nessa altura uma adolescente e ele um sr. já casado, e posteriormente um pai, vaidoso com a sua primeira bébé. Eu adorava a menina,e igual aconteceu com os gémeos que apareceram mais tarde,e com a irmã,a ultima a chegar. Recordo em especial o batizado dos gémeos,fui convidada,foi uma festa. Eram dois,facto pouco comum nessa altura; a minha amiga Arminda atarefada a vesti-los,e a dar apoio ao que se passava lá dentro na cosinha, pois o almoço foi lá em casa,parecia um casamento.O sr. Artur (boa figura) impecável no seu fato azul escuro,radiante,dava e recebia abraços,estava feliz ! Que alegria naquela casa! Os anos passaram, o dia do meu casamento também chegou,e entre os convidados esteve o nosso amigo,ainda guardo o cartão de visita com votos de felicidades,que ele juntou ao dinheiro que me ofereceu dentro dum envelope.Fomos viver para Lisboa,mas quando vinha a Montemor, a casa deste casal era o meu hotel, inclusivamente dávam-me a cama deles...Só pessoas muito amigas têm estes gestos. Eu reconheço e não esqueço.